Tudo junto e Misturado!

“Tudo Junto e misturado é o tema desse meu post porque no decorrer da leitura vocês vão perceber que Euzinha aqui fiz um apanhado de alguns lugares de Celaya. Achei interessante mostrar um pouco da diversidade da “Cidade” em um só post! Animo! Conheça mais uma das minhas aventuras mexicanas!” 🙂

Obras do Museu de Celaya e Estátua do Papa João Paulo II no Jardín Principal

Um dia desses resolvi andar um pouco pelo Jardin Principal, no centro de Celaya para tentar ver as coisas com outros olhos – como outros olhos? Eu explico. Quando cheguei a Celaya e estava em pânico para voltar rapidamente ao Brasil, todos os lugares que eu conhecia achava pavoroso – e esse lugar podia ser do melhor, até do pior lugar. Tá certo, já sabemos que geofisicamente a Cidade não é bonita. Na verdade ela é bem, como posso defini-la? Excêntrica. Então, qualquer lugar que eu pisasse, qualquer comida que eu provasse ou qualquer coisa que eu visse achava horrível. Para se ter uma idéia, até a água eu achei diferente! Por isso decidi (já faz um tempo) encarar a cidade que me acolheu (e que eu acolhi de outra forma), já que vou passar um bom tempo por aqui. A  decisão  de tirar de vez da cabeça e do coração o tal preconceito que eu sentia pela cidade desde que pisei aqui em solo mexicano, foi de longe a mais acertada.

Passada essa fase de mudança, a cada dia descubro coisas novas aqui e também conheço lugares que nem imaginaria que existissem. Uma ruazinha aqui, outra acolá. Um templo (igreja) diferente ali, uma nova praça. Até o sabor do sorvete que eu não tinha gostado ao princípio, hoje sinto diferente. E assim é. Conhecendo, desbravando e me animando um pouco mais com “Celayork” (apelido carinhoso que alguns brasileiros batizaram a cidade de Celaya) vou vendo que nem tudo era tão ruim assim e que podemos com um pouco de boa vontade se adaptar a outras culturas e uma nova forma de vida. É muito importante que para qualquer pessoa que vá viver em outro país, seja ele qual for,  tenha em mente que tudo é diferente. O importante é que você vá de coração aberto e aceite sem preconceitos tudo de novo que irá conhecer. Friso muito isso porque eu perdi muito tempo tentando me convencer de que só o meu país seria bom para mim e a história não é bem assim. Claro, não existe nada comparado em estar na Pátria Mãe, mas existem países que também nos fazem sentir em casa e no meu caso o México me faz sentir assim – já o considero como minha segunda Pátria, mas isso só aconteceu depois que eu resolvi aceitar o país de verdade.

Mas voltando ao “recorrido” pelo centro de Celaya, o Mercado Morelos é um Mercado Municipal com frutos do mar, carnes e também flores. Confesso que não gosto muito desses lugares por causa do cheiro forte, mas tive que ir conhecer. O que me chamou bastante a atenção foi um altar lindo de Nossa Senhora de Guadalupe dentro do estabelecimento. O centro de Celaya tem seu lado histórico, com templos, museus, jardins e algumas esculturas (tem até uma do Papa João Paulo II), mas também tem seu lado bem popular, meio 25 de Março – claro, tudo em menores proporções do que uma imensa São Paulo. Nesse dia, resolvi até conhecer o “Museo de Celaya” – já havia ido a vários outros, em outras cidades, mas esse de Celaya não conhecia. O museu tem um apanhado geral da história da cidade e é bem pequeno, mas me impressionou ver telas de LCD espalhadas por todas as salas do percurso com informações em  Espanhol (claro!) e Inglês. Outro bairro da cidade chamado “Alameda” também me chamou muita atenção por sua beleza. Um lugar com algumas igrejas e na praça principal do bairro muitas árvores, esculturas espalhadas e organização. Tem cafés, pizzarias e sorveterias na quadra dessa praça.  Alguns “celayenses” costumam passear no fim de semana e levar as crianças para brincar e assim passam algumas horas do dia descontraindo no bairro Alameda.

Praça Alameda

“E assim, depois de aceitar o lugar que eu e a minha família vamos viver por alguns anos começo a me sentir mais parte de Celaya. É como se com a quebra do meu preconceito, nascesse outra cidade com uma nova roupagem”.

 Interessante né? E você, já passou por situações parecidas onde você se sentia um peixe fora d água? Conte sua história, comente! É quebrando os preconceitos que vamos conseguir olhar com outros olhos para tudo e todos que nos rodeiam.  🙂

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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9 responses to this post.

  1. Adorei, Maira! Que lindo ler td isso e ver q vc está aproveitando esta experiência única! Aqui em Moçambique já conheci alguns estrangeiros q não conseguem se libertar e é uma pena. Quem perde são eles mesmos!

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    • Posted by Maira Gardini on 08/04/2012 at 8:58 PM

      É Sâ, acho que a fórmula pra dar certo é se libertar mesmo e tentar esquecer por um tempo nossos costumes – logo, encontraremos outros costumes, de outro povo – e é maravilhoso (depois que você consegue separar as coisas!) como é boa essa experiência de troca. Mesmo com altos e baixos o crescimento pessoal é muito grande. Estou gostando muito!

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  2. Maira, acho que é muito comum passar por isso no início, eu tb já passei, mas depois quando a gente começa a perceber que não é tão ruim assim e a enxergar a beleza que não víamos antes é uma maravilha.
    Mas há casos de pessoas que vivem por anos em um lugar e não conseguem abrir a mente e aceitar o diferente,só colocam defeitos em tudo, e isso é mesmo uma grande pena!
    😉

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    • Posted by Maira Gardini on 08/04/2012 at 9:09 PM

      Verdade Daisy! O importante é o aprendizado – temos que tentar aprender com tudo o que está a nossa volta e tirar o máximo de proveito – nunca se sabe quando vamos ter que usar tudo o que aprendemos.
      Bjos!

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  3. Parabéns pelo post.. as diferenças é que fazem a vida da gente ter um colorido diferente, divertido e olhar com mais humanidade as pessoas, sem arrogância e sem julgamento…
    Esse blog é legal por isso, pelo olhar de vocês sempre enriquecedor sobre os países maravilhosos que existem na terra.

    Responder

    • Posted by Maira Gardini on 08/04/2012 at 9:16 PM

      Muito obrigada Orcélia e que bom que você gosta do blog. As experiências de morar fora do nosso país de origem nem sempre é fácil, mas tudo compensa quando aprendemos a tirar proveito da situação . O “Grama” nasceu assim, desse olhar novo que estamos tendo de outras culturas e poder dividir isso com todos os amigos e leitores é maravilhoso!
      Mais uma vez obrigada!
      Bjos!

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  4. Muitas brasileiras aqui em Buenos Aires ainda nao perderam esse medinho de se misturar aos locais e só querem se relacionar com a comunidade e assistir a TV Globo pela internet. É que ainda nao perceberam como é gostoso abrir a mente e o coracao para poder desfrutar do melhor de uma sociedade que está nos recebendo, na maioria das vezes, de bracos abertos. Beijos para voce!

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    • Posted by Maira Gardini on 10/04/2012 at 12:03 AM

      É uma pena que algumas pessoas reajam desta forma. Eu tenho amizades maravilhosas com os mexicanos; eles tentam ajudar e fazem o que podem e o que nao podem pra fazer com que a gente se sinta em casa – ao menos essa é a minha visao. Adoro os meus amigos mexicanos de Celaya!
      Bjos pra vc tb lindona! 🙂

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  5. Posted by Maristela on 02/07/2014 at 8:58 AM

    Olá Maiara, pesquisando na internet pontos turísticos de Celaya, logo aparece seu post, gostei muito, foi o melhor e mais honesto que li até agora. Você ainda vive em Celaya? Vou passar alguns dias com a minha família e quero desfrutar cada momento. Beijos Maristela

    Responder

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