BAFICI – Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires

14º Festival Internacional de Cine Independende de Buenos Aires

Nesta semana começa a 14ª edição do BAFICI, um dos festivais de cinema independente mais importantes da América Latina. Uma verdadeira maratona cinéfila, essa edição inclui nada mais, nada menos que 449 filmes de todo o mundo, entre curtas e longas-metragens. É a única oportunidade para ver muitos destes filmes, que dificilmente chegariam ao circuito comercial.

O BAFICI surgiu em 1999 e desde então o público do festival cresce a cada ano. No ano passado chegou a alcançar 300.000 espectadores entre todas as suas exibições. As entradas custam 15 pesos (13 pesos para estudantes e aposentados) e podem ser compradas pela internet e também nos postos de venda autorizados. São onze sedes, entre elas a sala Leopoldo Lugones do Teatro San Martin, o Malba Cine, o cine Hoyts do Shopping Abasto, a Aliança Francesa, o Teatro 25 de Mayo, o Anfiteatro do Parque Centenario e agora também no Planetário Galileo Galilei.

O festival está dividido em várias seções: competição argentina (de curtas e longas), competição internacional (idem), competição de cinema de Direitos Humanos, além de diversas retrospectivas e focos.

Algumas seções já são tradicionais: a Nocturna, com filmes de terror (adoro! :D); a mostra de curtas; a seção Panorama, com um apanhado de filmes de diversas nacionalidades; Música, com filmes e documentários musicais e o Baficito, uma seleção dedicada aos baixinhos.

Além disso, a programação inclui seminários, diálogos com os cineastas, projeções ao ar livre, recitais de música, apresentação de livros, a entrega dos prêmios da competição, além do Buenos Aires Lab (para fomentar o surgimento de novos nomes no cinema independente) e o Talent Campus (atividades voltadas para estudantes de cinema latino-americanos), entre outros.

Programação destacada

Com tanta diversidade e tanta oferta, é praticamente impossível ver todos os filmes do festival. Por isso é preciso garimpar entre as atrações disponíveis de acordo com as preferências de cada um, mas estes são alguns dos filmes destacados dessa edição, segundo os críticos e os meios especializados (detalhe – todos já com entradas esgotadas em poucas horas):

El último Elvis - Armando Bo Jr

El último Elvis (2011), de Armando Bo Jr – A abertura do festival estará a cargo do filme do cineasta argentino estreante. Conta a história de um imitador de Elvis Presley que acredita firmemente que é uma reencarnação do cantor e entra em crise ao se aproximar da idade em que faleceu o “Rei do rock”.

Death Row (2012), do cineasta alemão Werner Herzog – documentário sobre presos condenados à morte nos Estados Unidos. O diretor entrevista cinco prisioneiros que esperam a data da execução.

This is not a film (2010), do realizador iraniano Jafar Panahi – polêmico documentário que causou grande impacto no último festival de Cannes, mostra o cineasta preso, esperando o veredito depois que o governo do Irã o proíbe de filmar, escrever e sair de sua casa.

Tabú (2012), recente filme do cineasta português Miguel Gomes. Rodado em preto e branco, conta a história de um romance clandestino em Moçambique (terra da nossa jardineira Sâmela :D), na metade do século XX. O filme foi prêmio de crítica e de inovação no festival de Berlim.

The Wall (1982), de Alan Parker – a versão cinematográfica do álbum conceitual do Pink Floyd será exibida no Planetário Galileo Galilei, recentemente dotado da tecnologia fulldome, ou seja, exibição audiovisual com vista de 360º. Um luxo!

Planetário Galileo Galilei, uma das sedes do BAFICI, com cinema 360º.

O Brasil vai estar muito bem representando no BAFICI. Haverá um foco dedicado ao cineasta mineiro Carlos Prates e uma restrospectiva dedicada ao cinema paulista da Boca do Lixo. Outros filmes brasileiros em destaque são As canções (2011), de Eduardo Coutinho (com ingressos já esgotados para algumas funções!) e o documentário Tropicália (estréia prevista para 2013), de Marcelo Machado, sobre o movimento musical brasileiro dos anos 60. Este documentário poderá ser visto ao ar livre no Anfiteatro do Parque Centenario, com entrada gratuita.

Veja a programação completa do BAFICI 2012 clicando aqui.

Eu amei a retrospectiva do cineasta paulista Rogerio Sganzerla no BAFICI de 2010. Nessa ocasião apresentaram vários  dos seus filmes, entre eles os clássicos O bandido da luz vermelha (1968), um dos filmes mais revolucionários e extraordinários do cinema brasileiro (na minha opinião), e A mulher de todos (1969). A retrospectiva contou com a participação especial da atriz e cineasta Helena Ignez, viúva do diretor e musa de suas principais obras. 

Helena Ignez e Paulo Vilaça no filme "O bandido da luz vermelha"

Sou cinéfila assumida, por isso fico maluca com festivais como este. E vocês, também são fanáticos por cine? Quais os estilos de filme que mais gostam? Contem para a gente!

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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3 responses to this post.

  1. Que legal, Fe! Aproveite por nós! 🙂 Aqui em Moçambique tbm teve um festival ano passado, chamado Dockanema, mas o foco foram documentários que tem sido minha paixão atual! Não sei pq mas depois q vim pra Moçambique conheci coisas e pessoas que me fizeram querer consumir coisas interessantes e os documentários estão no topo da lista! Bjinhos!

    Responder

    • Eu adoro documentários tb, esse do Herzog sobre os presos dos EUA eu queria muito ver, mas já se esgotaram os ingressos. Vou garimpar tudo para poder escolher, porque tem muita coisa para ver. Procure este filme Tabú, pq se passa em Mocambique! Estao elogiando bastante o filme por aqui. Beijocas 😀

      Responder

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