Archive for outubro \28\UTC 2012

A volta do super clássico

Boca-River, o super clássico do futebol argentino!

Hoje é dia de jogo do Boca contra o River, ou o que os argentinos chamam de Superclásico. Esse é o maior clássico da Argentina e reúne as duas maiores torcidas do país, além de gerar muita disputa e fanatismo dos dois lados. O jogo é na casa do River, o Estádio Monumental de Nuñez.

Além de ser um jogo por si muito importante, o de hoje é ainda mais especial porque já se passaram 532 dias (17 meses) desde o último choque pelo campeonato argentino, em 15 de maio de 2011. No ano passado o River foi rebaixado para a B Nacional (a 2a divisão) e depois de sofrer muito durante um ano nessa categoria, voltou para a Primeira após sair campeão.

Os dois times foram fundados no bairro portenho da Boca – uma das áreas historicamente mais pobres da cidade – o River em 1901 e o Boca em 1905. A rivalidade surgiu da luta para saber quem era o melhor time do bairro. Na década de 1920, o River mudou-se para Belgrano, uma das zonas mais nobres da cidade. No entanto a rivalidade já estava definida e até aumentou, porque a disputa ganhou contornos de “povo x elite”.

O jogo de hoje também encontra os dois times em uma situação bem parecida: ambos estão em posições médias da tabela, com ausência de grandes ídolos e com os técnicos bem questionados pelos maus resultados. Uma vitória para qualquer um dos lados vai significar um pouco de alívio pelo menos até a próxima rodada na semana que vem, além de dar a satisfação aos torcedores de tirarem sarro dos rivais, outro clássico do futebol.

A maior rivalidade do futebol argentino

O superclásico em  números

Os dois times já se enfrentaram 188 vezes no campeonato, com 69 vitórias para o Boca, 62 para o River e 57 empates. O Boca também leva uma ligeira vantagem em gols convertidos, são 259 para os xeneizes contra 246 para os millonarios.

O River ganha do Boca em matéria de campeonatos argentinos (34 a 30), mas em matéria de títulos internacionais o Boca ganha de lavada (Libertadores 6 X 2, Intercontinental 3 X 1, Sul Americana 2 x 0 e Recopa 4 X  0). Em matéria de Copa Libertadores, o Boca só perde para o Independiente, que ganhou 7 vezes. Os títulos do Boca também o colocam como o segundo time em conquistas internacionais, só perde para o Milan, da Itália.

Mas o River tem um título que o Boca não tem: Campeão da 2a divisão! Em toda sua história, o Boca nunca foi rebaixado de categoria, outra façanha que só comparte com o Independiente.

Riquelme comemora mais uma Copa Libertadores

A rivalidade entre os dois times atravessa gerações e cada um deles possui histórias e curiosidades que valem a pena descobrir e que serão tema de futuros posts :D. Eu sou torcedora do Boca declarada, se bem que de vez em quando fico contrariada com algumas coisas do clube.E vocês  gostam de futebol argentino? De qual clube gostam mais? Contem pra gente. E se gostaram do post, não esqueçam de compartilhar com seus amigos!

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Buenos Aires Rojo Sangre

Festival Buenos Aires Rojo Sangre

Festival de cine de terror em Buenos Aires

Outubro é o mês do Halloween, esta festa de origem celta que é comemorada nos países anglo-saxônicos, principalmente EUA, Reino Unido e Canadá e que graças (?) à globalização  é cada vez mais  popular por nossas bandas.

E, aproveitando que as bruxas e os fantasmas estão soltos nessa época do ano, por aqui acontece o Festival Buenos Aires Rojo Sangre, um dos poucos festivais latinoamericanos dedicados exclusivamente ao cine de terror, fantástico e bizarro, um gênero que se encontra atualmente em franco crescimento, principalmente na Argentina.

Com uma trajetória consagrada de 13 anos, o BARS é um espaço de encontro, exibição e projeção do cine de terror do mundo inteiro e é obrigatório para todo mundo que, como eu, morre de amores por este tipo de filmes ;).

A primeira edição se realizou em 2000 e foi a partir de 2004 que o festival passou a ter também as competições de longas e curtas metragens. O BARS sempre foi orientado principalmente a produções (ultra) independentes e de baixo orçamento, que não encontram espaço em outros festivais mais tradicionais como o de Mar del Plata ou o BAFICI.

A competição atrai realizadores dos mais diversos países, da Argentina a Israel passando por Alemanha, França, Japão, Chile, Brasil e EUA. A programação é bem variada e o público, que é maior a cada ano, poderá encontrar atrações da maioria dos sub-gêneros do terror: slashers, giallo, gore, thrillers. Tem pra tudo quanto é gosto!!

Halloween, clássico de John Carpenter (1978)

Entre as atividades paralelas deste ano, que são gratuitas, se destacam Trancados a noite toda: o cinema de John Carpenter, uma palestra sobre a obra de um dos referentes do terror estadunidense, que filmou Halloween entre outros clássicos;  a apresentação do livro Horrofílmico, de Rosana Diaz-Zambrana e Patricia Tomé, que  é uma antologia de filmes de terror da América Latina e Caribe; e a oficina Faça seu curta, ditada pela Farsa Producciones, onde os participantes vão poder aprender a fazer um filme de baixo orçamento na prática, filmando.

O festival acontece no Complejo Monumental Lavalle (Lavalle 780 – Centro), de 25 a 31 de outubro, com sessões em três salas diferentes a partir das 14hs. As entradas custam $ 15,00 pesos e as atividades especiais são gratuitas. A programação completa está disponível na página oficial

Zombie Walk 

Marcha de zombies na capital portenha.

Paralelamente ao festival também acontece a já tradicional marcha zombie pelo centro de Buenos Aires, sempre no domingo anterior ao Halloween.

Milhares de participantes saem vestidos de zombies no melhor estilo A noite dos mortos-vivos de George Romero, em uma hipotética Buenos Aires que amanhece atacada por um vírus estranho, poderoso e fatal.

A marcha zombie nasceu 😀 em 2001 em Sacramento (California) e hoje em dia é uma tradição em vários lugares do mundo, inclusive aqui e no Brasil também (em SP está programada para o dia 02 de novembro).

O ponto de encontro é na Plaza San Martin e a marcha segue pelas ruas Florida, Lavalle e Carlos Pellegrini, terminando em frente ao Obelisco. A marcha é organizada, com regras e até seus dez mandamentos, e os participantes devem trazer alimentos não perecíveis que são doados a um comedor infantil. A página oficial do evento é a Mundo Zombie.

Masks, do diretor alemão Andreas Marschall, será exibido no BARS.

O terror é meu gênero de filmes e livros favorito! Já li quase tudo dos grande mestres da literatura e sempre procuro os filmes de terror antigos no Youtube; para mim a década de 1970 é a década de ouro nesse gênero. E vocês também gostam de filmes de terror ou não? Contem pra gente! E se gostaram do post, não se esqueçam de compartilhar com seus amigos! 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Dia Nacional da China

“Mapa-bandeira” da China

Na última segunda-feira os chineses comemoraram seu dia nacional. A data foi marcada por grandes reuniões, discursos políticos e desfiles militares em várias partes do país. O dia 1 de outubro foi escolhido como aniversário da nação em 1949. Nesse dia, o povo chinês, sob a direção do Partido Comunista da China, anunciou a vitória na Guerra da Libertação.  Na cerimônia, o governo de Mao Tse Tung declarou solenemente a fundação da República Popular da China e levantou a primeira bandeira nacional do país.

Mao Tse Tung

Nos últimos anos o governo chinês aumentou o feriado do dia nacional para uma semana, a qual chamou de “Semana de Ouro.” Esse feriado é excelente para o mercado de turismo e, de acordo com o jornal South China Morning Post, a China fatura muitíssimo com a venda de entradas para as atrações turísticas durante esse período. A semana dourada começa no dia 1 de outubro e vai até o dia 7, dando aos chineses tempo suficiente para visitar familiares em diferentes partes da China. De fato, essa é uma época em que milhares de pessoas viajam pelo país, e não apenas os nativos, muitos turistas estrangeiros também se juntam aos viajantes e exploram a região.

Quanto ao festejo do dia nacional, cada cidade dá o seu melhor, Pequim, por exemplo, transforma-se no cenário de um dos maiores desfiles militares do país; pessoas chegam de todos os lados para presenciar tanto o desfile quanto a cerimônia da bandeira.

E Hong Kong, como toda cidade chinesa, não podia ficar de fora das celebrações; na segunda-feira bem cedinho houve a cerimônia da bandeira, ocorrida no Golden Bauhinia Square, em Wan Chai, com a presença de políticos e diplomatas. E, à noite, a comemoração ficou por conta dos fogos de artifício, lançados de barcos desde o Porto Victória.

O espetáculo, que durou aproximadamente 23 minutos, começou às 21 horas e encantou a chineses e estrangeiros. Mas, além das comemorações festivas, Hong Kong foi também palco de protestos: um grupo de manifestantes se reuniu em frente ao escritório chinês pedindo por um auto-governo.

Desfile militar em Pequim

Sair de casa durante esse feriado não é uma tarefa muito fácil, tanto restaurantes como trens e metrôs ficam lotadíssimos, sobretudo nas áreas onde é possível presenciar os fogos de artifício. É uma multidão de chineses e turistas jamais vista. Eu tentei ir à Avenida das Estrelas, em Kowloon, para assistir à queima de fogos e me assustei com a quantidade de pessoas que teve a mesma ideia. Havia filas quilométricas para tomar ônibus ou taxis, foi preciso abrir caminho à força… rsrs

Apesar de todo o esforço, tive que me contentar em assistir aos fogos meio de longe – por causa do tumulto foi impossível me aproximar do porto. Mas, mesmo com toda a correria, empurra-empurra e cotoveladas,  foi bom ver de perto como os chineses comemoram seu dia nacional.

Fogos de artifício em Hong Kong

Em 2012 eles comemoraram 63 anos da nação, e pelo que pude perceber, as celebrações são semelhantes às que fazemos no Brasil. Acredito que a diferença maior está mesmo no fato de o governo presentear o povo com sete dias de feriado e, claro, a quantidade exorbitante de pessoas que sai às ruas.

É sempre muito bom fazer parte de uma festa como essa – é interessante perceber as diferenças e semelhanças que há entre a comemoração chinesa e a brasileira. Presenciar algo assim é uma experiências gratificante… Vale muito a pena, muito mesmo! 🙂

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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