Archive for the ‘Esportes’ Category

A volta do super clássico

Boca-River, o super clássico do futebol argentino!

Hoje é dia de jogo do Boca contra o River, ou o que os argentinos chamam de Superclásico. Esse é o maior clássico da Argentina e reúne as duas maiores torcidas do país, além de gerar muita disputa e fanatismo dos dois lados. O jogo é na casa do River, o Estádio Monumental de Nuñez.

Além de ser um jogo por si muito importante, o de hoje é ainda mais especial porque já se passaram 532 dias (17 meses) desde o último choque pelo campeonato argentino, em 15 de maio de 2011. No ano passado o River foi rebaixado para a B Nacional (a 2a divisão) e depois de sofrer muito durante um ano nessa categoria, voltou para a Primeira após sair campeão.

Os dois times foram fundados no bairro portenho da Boca – uma das áreas historicamente mais pobres da cidade – o River em 1901 e o Boca em 1905. A rivalidade surgiu da luta para saber quem era o melhor time do bairro. Na década de 1920, o River mudou-se para Belgrano, uma das zonas mais nobres da cidade. No entanto a rivalidade já estava definida e até aumentou, porque a disputa ganhou contornos de “povo x elite”.

O jogo de hoje também encontra os dois times em uma situação bem parecida: ambos estão em posições médias da tabela, com ausência de grandes ídolos e com os técnicos bem questionados pelos maus resultados. Uma vitória para qualquer um dos lados vai significar um pouco de alívio pelo menos até a próxima rodada na semana que vem, além de dar a satisfação aos torcedores de tirarem sarro dos rivais, outro clássico do futebol.

A maior rivalidade do futebol argentino

O superclásico em  números

Os dois times já se enfrentaram 188 vezes no campeonato, com 69 vitórias para o Boca, 62 para o River e 57 empates. O Boca também leva uma ligeira vantagem em gols convertidos, são 259 para os xeneizes contra 246 para os millonarios.

O River ganha do Boca em matéria de campeonatos argentinos (34 a 30), mas em matéria de títulos internacionais o Boca ganha de lavada (Libertadores 6 X 2, Intercontinental 3 X 1, Sul Americana 2 x 0 e Recopa 4 X  0). Em matéria de Copa Libertadores, o Boca só perde para o Independiente, que ganhou 7 vezes. Os títulos do Boca também o colocam como o segundo time em conquistas internacionais, só perde para o Milan, da Itália.

Mas o River tem um título que o Boca não tem: Campeão da 2a divisão! Em toda sua história, o Boca nunca foi rebaixado de categoria, outra façanha que só comparte com o Independiente.

Riquelme comemora mais uma Copa Libertadores

A rivalidade entre os dois times atravessa gerações e cada um deles possui histórias e curiosidades que valem a pena descobrir e que serão tema de futuros posts :D. Eu sou torcedora do Boca declarada, se bem que de vez em quando fico contrariada com algumas coisas do clube.E vocês  gostam de futebol argentino? De qual clube gostam mais? Contem pra gente. E se gostaram do post, não esqueçam de compartilhar com seus amigos!

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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As leoas do esporte

Olimpíadas 2012 em Londres

Os Jogos Olímpicos são destes eventos que, por mais que a gente queira, são difíceis de ignorar. É só abrir o jornal, ligar a TV ou entrar na Internet que lá estão as cinco argolinhas para lembrar que durante quinze dias a elite do esporte mundial estará competindo e colocando os limites do corpo humano à prova. E isso sem contar aquela musiquinha do filme Carruagens de Fogo, que já virou trilha sonora obrigatória de todas as Olimpíadas. Ainda bem que só acontece de 4 em 4 anos! 😀

O futebol, o esporte mais popular da Argentina (e do Brasil também, hehehe), dessa vez ficou de fora. Depois de ter conseguido a medalha de ouro por duas vezes consecutivas (em Atenas-2004 e Pequim-2008), meu querido Leo Messi (sem dúvida uma das maiores ausências nestes Jogos) e companhia não se classificaram para Londres. Por isso, os argentinos estão concentrando a torcida em outros esportes que eles também são fortes, como o basquete (que ganhou o ouro em 2004) e o tênis.

E um outro esporte que é muito popular por aqui é o hóquei de campo (ou hóquei sobre grama). Para quem não está muito familiarizado com este esporte, o hóquei é praticado por dois times de 11 jogadores. O jogo é dividido em dois tempos de 35 minutos cada um, com intervalo de 10 minutos. O objetivo, igual ao futebol, é marcar gols, conduzindo a bola com um taco.

Hoquei feminino Argentina

As Leonas estrearam com uma vitória contra a África do Sul

A seleção argentina feminina de hóquei é atualmente uma das mais fortes do mundo ao lado da Alemanha e Holanda. As jogadoras são chamadas carinhosamente de Las Leonas e são uma verdadeira sensação nacional. A popularidade do time aumentou à medida que elas foram conquistando vários títulos nos últimos anos.

Foram sete medalhas na Copa Mundial de Hóquei (duas de ouro), três medalhas olímpicas (duas de bronze e uma de prata), nove medalhas no Troféu dos Campeões (cinco de ouro) e sete medalhas nos Jogos Panamericanos (seis de ouro e uma de prata – praticamente são as donas do pedaço na América). Agora em Londres, a expectativa é que possam finalmente conquistar pela primeira vez uma medalha de ouro olímpica. Pelo menos na estréia elas arrasaram, venceram a África do Sul por 7 a 1.

Argentina e Holanda final campeonato hoquei feminino

Argentina contra Holanda no Mundial de Hóquei

A estrela das Leonas é a jogadora Luciana Aymar. Se no futebol sempre existe a briga para saber quem é o melhor jogador da história (Pelé, Maradona, Ronaldo, Zidane, Messi, etc), no hóquei feminino só dá Luciana. A capitã do time argentino já foi eleita pela Federação Internacional de Hóquei como a melhor do mundo em sete oportunidades e foi a única jogadora que recebeu o prêmio por quatro anos consecutivos (2007 a 2010).

Las Leonas Argentina

Luciana Aymar, a melhor jogadora de hóquei do mundo

A menina é uma fera, e ela foi eleita para carregar a bandeira argentina na cerimônia de abertura em Londres, uma honra que é reservada para bem pouca gente, além de ser um reconhecimento à carreira da atleta em sua última participação em uma Olimpíada.

As goleiras no hóquei precisam se proteger bem

O que me chama mais atenção no time das Leonas é o uniforme delas, que eu acho super lindo e feminino (menos o uniforme das goleiras, tadinhas :D). A Adidas é a marca que faz os uniformes, a mesma da seleção de futebol. As cores e o desenho também são parecidas, as listras azuis e brancas tradicionais no uniforme principal. Um detalhe super charmoso é que tem o desenho de uma leoa na camisa. A parte de baixo é uma minissaia de cor negra (em algumas temporadas a sainha também pode ser azul celeste).

A Adidas apresentou um novo modelo para as Olimpíadas de 2012. A maior diferença foi o uniforme alternativo, que agora é violeta com detalhes em fúcsia, em lugar do tradicional azul marinho, tanto para a camiseta quanto para a sainha. Uma gracinha!

Camisetas das Leonas modelo novo – 2012

E aproveitando o espírito esportivo pairando no ar, contem pra gente: qual é o esporte olímpico que vocês mais gostam de ver?

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Mejor en bici!

Os benefícios da magrela

Buenos Aires tem uma geografia ideal para quem gosta de andar de bicicleta. A maior parte da Capital Federal é plana ou apresenta ladeiras moderadas, principalmente nas áreas mais próximas ao Rio de la Plata.

Aproveitando esse fator e seguindo o exemplo de outras capitais do mundo, como Paris, Barcelona e Amsterdam, o governo de Buenos Aires conta com um sistema para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte ecológico e sustentável.

Já são 20 estações para retirar as bicicletas gratuitas

O programa Mejor en Bici contempla a construção de ciclovias protegidas e integradas (já são 76km de ciclovias existentes) além de possuir um sistema de transporte público (bicing) onde os residentes registrados no programa podem retirar bicicletas em várias estações espalhadas na cidade e utilizá-las por até 1 hora gratuitamente, entre outros benefícios. Esse serviço funciona de segunda a sexta entre as 8 e 20 horas e aos sábados de 9 a 15 horas.

No terceiro domingo de cada mês organizam as bicicleteadas, que são passeios em grupo por diferentes circuitos. O principal objetivo deste evento é incentivar a prática de esportes e a atividade física. No fim do passeio, há sorteios de bicicletas, roupas esportivas e acessórios (tênis, capacetes) entre os participantes. A atividade é aberta a todos, mas cada um tem que ir com sua própria bicicleta.

Rede de ciclovias de Buenos Aires

Opções para turistas:

A Secretaria de Turismo também aderiu a essa iniciativa e passou a oferecer passeios guiados pelos Bosques de Palermo para os visitantes, utilizando bicicletas elétricas que possuem acelerador e podem alcançar a velocidade de 30km/h. (que moleza :D)

Nessa etapa inicial do projeto, são dois passeios diferentes: o primeiro é para recorrer os parques e os monumentos dos bosques e passa pelo Campo de Polo, pelo Hipódromo e pelo Rosedal, entre outros lugares. Já o segundo quer unir os parques com os museus da zona e passa pela Plaza Francia e pelo Malba e o museu Sivori.

Cada um destes passeios tem duração aproximada de duas horas e contam com guias e assistência em português. A Secretaria de Turismo planeja  oferecer mais passeios em outras áreas da cidade, como San Telmo e a Boca, mas ainda sem data prevista.

Informações:

  • Preço: 70 pesos por pessoa
  • Saídas: diariamente, o ponto de encontro é no Planetario Galileo Galilei
  • Horários: 10:30hs a 12:30hs (tour parques e museus) e 14:30hs a 16:30hs (tour parques e monumentos)
  • Capacidade: grupos de 15 pessoas – apenas para maiores de 18 anos (é necessário fazer reserva)
  • Reservas por telefone:  4114-5791 (2a a 6a de 8 a 14hs) ou por email: turismoendosruedas@buenosaires.gob.ar

Além do programa do governo da cidade, há muitas empresas que alugam bicicletas e que também fazem passeios guiados com diferentes roteiros (Buenos Aires sul ou norte, passeio noturno, excursão ao Tigre)

A Bicicleta Naranja é uma delas, e permite retirar as bicicletas alugadas em vários endereços da cidade (Recoleta e San Telmo, por exemplo). A Urban Biking também oferece estes serviços, aqui o diferencial é que usam uma bicicleta ecológica feita de bambu nos passeios guiados.

Bicicleta feita de bambu

MAS ATENÇÃO: Na hora de sair de bicicleta pelas ruas de Buenos Aires, todo cuidado é pouco.

Usar capacete é fundamental.

Mantenha a atenção redobrada com o trânsito, pois o respeito aos ciclistas e também aos pedestres por parte dos motoristas (principalmente os motoristas de ônibus) deixa muito a desejar.  

A opção dos passeios em grupo com guias é melhor para quem não está acostumado a usar a bicicleta como meio de transporte e também por uma questão de segurança.

Por Fernanda Galli.

Bem-vindo Aotearoa, Terra da Grande Nuvem Branca ou simplesmente Nova Zelândia!

Meu interesse por este país começou nas noites de sábado quando acompanhava o Campeonato Mundial de Rugby, e conheci um dos melhores, se não o melhor, time de Rugby da história – os All Blacks.

Foi amor a primeira vista!

Grito de guerra utilizado antes de todas as partidas, o Haka:

Kapa o Pango kia whakawhenua au i ahau! All Blacks, let me become one with the land

Hī aue, hī!

Ko Aotearoa e ngunguru nei! This is our land that rumbles

Au, au, aue hā! It’s my time! It’s my moment!
Ko Kapa o Pango e ngunguru nei! This defines us as the All Blacks
Au, au, aue hā! It’s my time! It’s my moment!
I āhahā!
Ka tū te ihiihi Our dominance
Ka tū te wanawana Our supremacy will triumph
Ki runga ki te rangi e tū iho nei, tū iho nei, hī! And be placed on high
Ponga rā! Silver fern!
Kapa o Pango, aue hī! All Blacks!
Ponga rā! Silver fern!
Kapa o Pango, aue hī, hā! All Blacks!

Quando decidi fazer um rápido intercâmbio para melhorar o inglês e principalmente conhecer outras culturas, não tive dúvida: New Zeland, aí vou eu!

Vista panorâmica da cidade de Auckland e Bandeira da Nova Zelândia

Com um povo extremamente acolhedor e um clima parecido com o do Brasil, esta ilha no meio do oceano Pacífico tem muito a nos oferecer. Esportes radicais, misticismo, contato com a natureza, variedade de comida e é claro contato com diversas culturas. Estes são apenas alguns pontos interessantes que estou notando em minha viagem, principalmente aqui na cidade de Auckland.

Hospedada em home stay, estou conhecendo neste pouco tempo como é a verdadeira vida de um Kiwi (nativo da Nova Zelândia) e sinceramente me apaixonando cada vez mais por este país! Noto uma imensa preocupação com a qualidade de vida, coisa que em São Paulo chega a ser impossível de se ter. Comida saudável e pessoas se exercitando pela rua, fazem parte do cotidiano.

Para este post inicial reservei algumas dicas para quem pretende vir para A Terra da Grande Nuvem Branca (tradução de “New Zeland”):

Tomada na Nova Zelândia

– Traga na bagagem um adaptador de tomada universal, pois aqui o formato é bem diferente.

– Tênis confortável é bem vindo por aqui. Mesmo se você não for praticar esportes  traga um par, pois a cidade tem muitas ladeiras.

– Se possível traga uma “graninha” reserva. Não se iluda, as coisas são bem carinhas.

– Para viagens rápidas não há necessidade de habilitar celular, pois a minutagem  (no caso de querer falar com a família) para o exterior (também) é bem cara. Compre cartões avulsos ou utilize a internet.

– Aqui as pessoas levam a sério a questão do horário. Por isto, fique atento a horários de lojas (normalmente fecham as 17h) e o dos transportes públicos. Os últimos ônibus saem por volta das 23h e repito, são pontuais. Procure um dos centros turísticos e pegue um mapa com horários.

– Nos restaurantes a água é FREE!

Tenho algumas outras dicas para dar (que passarei nos próximos posts), mas creio que a mais importante é: Venha de mente aberta. Você conhecerá pessoas de diversas partes do mundo, com crenças e costumes diferentes. Por isso não tenha preconceito, esta troca de experiência é maravilhosa!

A todos que gostam de estar próximo a natureza e ao mesmo tempo viver em um país de primeiro mundo, bem-vindos a Nova Zelândia, bem-vindos a Auckland!

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!


Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

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Football. A paixão dos americanos!

Que os americanos amam esportes, isso todos sabem. Aqui nos Estados Unidos o esporte é super incentivado desde a escola. Tem um canal de TV chamado MSG Varsity que mostra os campeonatos esportivos das High Schools (o nosso colegial) e nos canais normais de esportes passam os campeonatos das universidades, que são bem famosos. Em grandes supermercados, como Walmart, e lojas de roupas como American Eagle, vendem camisetas dos times das Universidades. Times de baseball, basquete, hockey, lacrosse… mas nada como o Football.

No domingo passado, dia 05 de fevereiro, além de comemorar meu primeiro ano aqui nos Estados Unidos, foi o dia do Super Bowl, a final do Football americano. Neste ano, os times que foram para a final foram New York Giants e New England Patriots. Apesar de gostar também do Patriots, pois o quarterback Tom Brady é marido da brasileiríssima Gisele Bundchen, torci para o Giants, pois além de morar em NY, meu marido Jon é fanático por este time.

Aqui na Terra do Tio Sam, o dia do Super Bowl é só festa! Muitos vão assistir o jogo em bares ou simplesmente organizam uma festa em casa, com direito a balões, enfeites do time do coração e muita cerveja e buffalo wings (as famosas asinhas de frango). Fizemos uma pequena festa aqui em casa, com dois casais de amigos brasileiros e churrasco! Até a Ellie colocou o capacete do Giants para comemorar!

Para nós, mulheres, que não entendemos quase nada de football, o Super Bowl também é legal, pois no intervalo sempre tem um show (neste ano, a Madonna arrasou! Assista o vídeo) e os comerciais são sempre muito legais. Para assistir alguns dos comerciais deste ano e dos anos passados, clique aqui.

Não posso explicar o jogo, pois ainda estou aprendendo, mas caso queira saber mais sobre a história e as regras do jogo, a Wikipedia dá uma ajudinha.

E  neste ano, o time que ganhou o Super Bowl XLVI foi o New York Giants! Não espere ouvir rojões e fogos de artifícios, pois aqui não tem nada disso!

Mas para se ter uma idéia da importância deste evento, hoje o time inteiro do Giants, além do prefeito de NYC desfilaram pelas ruas de New York City em carro aberto às 11hs da manhã, e a polícia estimou um público de cerca de 1 milhão de pessoas!

Go Giants!

Por Patricia Yuri.

 

Os X Jogos Africanos de 2011 foram em Maputo, e eu estive lá!

Uma das experiências mais incríveis até agora foi poder acompanhar os Jogos Africanos de pertinho. Trazendo para o cenário brasileiro, é como se fosse o Pan-Americano. A décima edição dos jogos aconteceu aqui em Maputo, os resultados são oficias e valem para eventos como as Olimpíadas. Muitos ginásios ficavam pertinho da nossa casa, tivemos a oportunidade de assistir Vôlei, Basquete, Vela e Boxe. Se quisésssemos poderíamos ter visto muitas outras modalidades, mas como as competições coincidiam, tivemos que escolher. Diferente do Brasil, a paixão nacional parece ser o basquete, que aqui eles pronunciam “básket”, lembrando o inglês. O futebol só faz sucesso quando se trata de campeonatos europeus. Os Mambas, como é chamada a seleção moçambicana de futebol masculino, são coadjuvantes perto das estrelas do basquete, tanto feminino quanto masculino.

A grande esperança de medalha era o basquete feminino, e quando fui ver um jogo delas, vi o que é torcer em Moçambique. Eles torcem mesmo! Ginásio lotado, meninas jogando muito, e a gente torcendo junto com o povo moçambicano.  Infelizmente, as meninas decepcionaram (dizem que estavam fora de forma e muitas haviam acabado de ser mães) e ficaram com o quarto lugar, mas valeu muito a pena ter ido aos jogos para vê-las. Só faltou uma melhor organização. Presenciamos até uma cena triste, onde dois homens rolaram arquibancada abaixo. Ficamos tão apertados que eu disse logo no início do jogo para o Moisés: “Vai dar merda”. Dito e feito, vi um homem rolar e pedi para o Moisés filmar, foi aí que um segundo homem rolou e flagramos. Graças a Deus, ninguém se machucou.

Quem surpreendeu foi o basquete masculino, chegaram na final! Fui nos dois últimos jogos e foi uma aventura! Para assistir a final, fiquei duas horas na fila embaixo de um sol terrível, mas consegui meus ingressos! 🙂 Cheguei com umas 6h horas de antecedência, pois o pavilhão ía lotar. Moisés, que teve que trabalhar no dia do jogo, chegou 2h horas antes de começar e não conseguiu entrar, teve que assistir pela TV. Eu posso dizer que estive lá e sozinha! Como eu gritei e torci! Os meninos ficaram com a medalha de prata mas foi uma partida disputadíssima onde a experiência da seleção nigeriana falou mais alto.

Seleção moçambicana de basquete masculino comemorando uma de suas vitórias.

O mais legal foi que aqui, sempre que estávamos na arquibancada, ficávamos perto das delegações de outros países. Como o evento não tem uma proporção tão grande, conseguimos ficar próximos de tudo e um dia até vimos um pouco do treinamento da seleção feminina de basquete moçambicana. Quando que eu conseguiria ter livre acesso a tudo isso? Mas isso também tem um lado ruim, estava facinho para alguém fazer um atentado ou coisa assim. Ninguém era revistado, não havia detector de metais, vendiam mais ingressos do que os ginásios comportavam, além de serem muito baratos, as vezes até gratuitos… imagine.

Uma coisa bizarra foi quando notei que alguns dos ingressos eram reaproveitados. Eles faziam referência a um campeonato de basquete de 2006. Bom pelo lado da reciclagem, mas acho que poderiam ter feito algo mais bonitinho e atualizado, né?

Seleção moçambicana de vôlei masculino nos X Jogos Africanos de Mpauto, em 2011.

A competição dos ciclistas foi mais bizarra ainda, simplesmente fecharam as principais avenidas de Maputo sem um aviso prévio decente e tudo virou um caos. Pessoas ficaram presas em trajetos feitos normalmente em 15 minutos, por mais de 3 horas. Sentimos também que falta apoio ao esporte (que aqui eles chamam de “desporto”). Algumas das equipes moçambicanas, principalmente a de vôlei masculino que vimos pessoalmente, não estavam entrosadas mostrando que os times foram formados as pressas, só pra não passar em branco. Uma pena.

No mais, foi uma experiência incrível! Até o boxe foi legal apesar de eu não gostar de modalidades de luta. Eu, que nunca gostei de basquete, passei a adorar. Então, se tiver a oportunidade de ver um jogo de basquete femino ou masculino aqui, vá! Deixe de ser um gringo chato e se misture! Foi bom d+! (veja aqui o quadro de medalhas)

Pronta pra final do Basquete Masculino: Moçambique x Nigéria nos X Jogos Africanos de Maputo, em 2011!


 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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