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Tango Festival e Mundial de Baile 2013

Festival e Mundial de Tango 2013

Festival e Mundial de Tango 2013

O Festival e Mundial de Tango de 2013 começa amanhã, dia 14, e vai até o dia 27 de agosto. Como todos os anos, esse é a grande festa para os amantes do tango do mundo todo: em 2012, o Festival convocou um público de 500.000 pessoas. Eu já tenho meus sapatos de tango preparadinhos pra não perder nada, como sempre!

Este ano serão mais de 2000 artistas que se apresentarão entre concertos, espetáculos de dança, a competição de tango, aulas, milongas, encontros e festas, todas estas atividades com entrada grátis.

Apresento pra vocês um resumo do que vai rolar no festival este ano, a programação completa pode ser consultada na página de festivais de Buenos Aires.

Festa de abertura

Este ano será no Centro de Exposiciones e vai ter como atração principal o Sexteto Mayor, que comemora 40 anos de atividade e contará com convidados especiais: a cantora Adriana Varela e o cantor Raul Lavié, que são referentes do tango e os bailarinos Gloria e Eduardo, entre outros.

Produções especiais

Todos os anos o festival dedica uma seção central à realização de projetos especiais e encontros inéditos. Este ano os destaques são a homenagem ao grande compositor Aníbal Troilo e o Laboratório Experimental Tanguero, na Usina del Arte, que cruzará o tango com experimentações em linguagem audiovisual e novas tecnologias aplicadas ao som.

Bandoneon, a alma do tango

Bandoneon, a alma do tango

Especial Fueye

O bandoneón é o símbolo do tango, e neste ano o instrumento musical será protagonista no festival através de concertos de solistas  virtuosos de diferentes lugares e gerações. Os destaques são os espetáculos Bandonéon Ecléctico, do músico argentino Victor Hugo Villena, radicado na França; Fueyes del litoral, que mistura o tango com o chamamé, que é um ritmo tradicional das províncias de Missiones e Corrientes; e Mike Augustsson, um bandoneonista sueco que toca pela primeira vez na Argentina.

Nuevos repertorios

Como sempre, o festival abre espaço para a produção dos compositores contemporâneos, que continuam dando vitalidade ao gênero e que fazem com que o tango continue expandindo suas fronteiras entre as novas gerações.

En continuado

Concertos íntimos com formato pequeno na sala de música de câmara da Usina del Arte. Destacam-se a Ronda de cantores, com vozes de diferentes estilos e gerações, e Los dorados veinte (parte II), com músicos de menos de 25 anos.

Orquestra de tango sub 25

Orquestra de tango sub 25

Los acústicos de la Usina

Em uma das melhores salas de música de Buenos Aires, concertos de grandes figuras do tango como Leopoldo Federico, Rodolfo Mederos e a Orquesta de Tango de la Ciudad de Buenos Aires.

Espetáculos de Dança

Os espetáculos do tango dança estão entre as atrações que mais atraem o público, e buscam recuperar a essência do salão de milonga, recorrendo diferentes estilos e linguagens. Este ano se apresentam três referentes de gerações diferentes: o bailarino Pablo Verón se apresenta pela primeira vez no festival; Miguel Angel Zotto, bailarino veterano que será homenageado no Luna Park; e Juan Carlos Copes, um dos nomes mais conhecidos da dança argentina, que apresentará La pesada del tango.

Fiestas y Milongas

As pistas se enchem de milongueiros de todas as idades para bailar nas sedes centrais do festival. Tem pra todos os gostos: tradicionais, com orquestas ao vivo, milongas eletrônicas com DJs e VJs e experimentais.

Aulas de dança

Aula de Tango

Aula de Tango

Outra atividade que costuma convocar muita gente é a parte das aulas de tango, que contam com profissionais reconhecidos tanto do estilo de pista como do tango de palcos. Aulas de técnica e estilo, de principiantes a avançados, tem pra todo mundo. Um destaque é a conferência bailada Mitos e verdades do baile de tango, da bailarina Laura Falcoff, que é sem dúvida a atração número 1 na minha lista de atrações, não perco por nada!

Mundial de Baile

Finalistas tango escenario 2012

Finalistas tango escenario 2012

Sem dúvida é o ponto alto do festival!! Durante todo o ano os casais de bailarinos do mundo todo competem em seus países para poder participar das rodadas classificatórias do Mundial de baile, que acontecem no Centro de Exposições, nas categorias Tango de Pista (tango de salão) e Tango Escenario (tango de palco).

Este ano a inscrição para participar do campeonato bateu um recorde, foram no total 556 casais de 37 países diferentes. Os classificados se encontrarão nas finais de cada categoria que acontecem nos dias 26 e 27 de agosto no Luna Park.

Os bailarinos serão avaliados por um júri profissional e o casal vencedor de cada categoria ganha um prêmio de 40.000 pesos e duas passagens para Paris por cortesia da Air France, entre outros prêmios. É tão emocionante que parece a Copa do Mundo!

Informações práticas

Todas as atividades são grátis. As atividades abertas da Usina del Arte, do Centro de Exposições e do Anfiteatro do Parque Centenario terão ingresso por ordem de chegada até esgotar a capacidade de cada lugar.

Para todas as outras atividades é necessário retirar as entradas previamente. As entradas das finais do mundial no Luna Park serão distribuídas no dia 19 de agosto às 11 horas na bilheteria do Centro de Exposições, até esgotar a capacidade de 10 mil entradas (aviso – tem que chegar muuuuuito cedo e esperar horas na fila, boa sorte!).

Sedes

Centro de Exposições: Avenida Figueroa Alcorta, esquina com Avenida Pueyrredón, em Palermo.

Usina del Arte: Rua Agustín Caffarena 1, esquina com Avenida Pedro de Mendoza, na Boca.

Anfiteatro do Parque Centenario: Avenida Angel Gallardo, esquina Rua Leopoldo Marechal, em Almagro (acesso por metrô da linha B, estação Angel Gallardo)

CCC Teatro 25 de Mayo: Avenida Triunvirato 4444, na Villa Urquiza (acesso por metrô da linha B, estação Echeverria ou Juan Manuel de Rosas)

Luna Park: Avenida Corrientes esquina rua Bouchard (acesso por metrô da linha B, estação Leandro N Além).

Telefone para informações: 0800-333-7848, de segunda a sexta de 10 a 20 horas.

Tango no pé

Tango no pé

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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20 de julho – Dia do amigo

Gaturro dia do amigo

20 de julho, dia para celebrar a amizade

20 de julho é Dia do Amigo na Argentina, Brasil e Uruguai. Aqui ela é uma das datas mais festejadas do ano, ainda mais porque a idéia de celebrar a amizade no dia 20 de julho teve origem na Argentina.

Inspirado pela chegada do ser humano na lua, no dia 20 de julho de 1969, o médico argentino Enrique Ernesto Febbraro enviou cerca de mil cartas a cem países, em diversos idiomas, com a finalidade de instituir o dia do amigo. Ele considerava que a chegada à lua era um feito que demonstrava que se as pessoas se unissem com seus semelhantes, não haveria objetivos impossíveis. Ele recebeu 700 respostas a estas cartas e também foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por duas vezes.

As desculpas para se juntar com amigos nunca se esgotam e sempre são bem-vindas, mas o dia 20 de julho é um verdadeiro furor. As pessoas costumam fazer reservas em restaurantes e bares várias semanas antes, senão correm o risco de não encontrar lugares disponíves. Também está o costume de trocar presentes, afinal toda data como essa é muito bem aproveitada pelo comércio em geral 🙂

O dia do amigo só perde para o Natal, Ano Novo, dia das Mães e dia dos Pais no que corresponde ao setor de gastronomia e também no tráfego de telefonia. As ligações e envios de SMS aumentam entre 20% a 50% em relação aos dias normais, saturando o sistema e causando muito mal humor entre os usuários, hehe.

As propostas para curtir o dia do amigo são tantas que opção não falta: bares, boates, restaurantes e festas com música ao vivo. Em Las Cañitas algumas ruas terão painéis de LED onde se transmitirão as mensagens das pessoas que passam por lá, enviadas por Ipads de promotoras que estarão circulando pela região. E para a galera que prefere se reunir em casa, não faltam promoções e menus especiais de deliverys. Ou seja, só não festeja quem não quiser 😀

mate

Compartilhar o mate é um dos símbolos da amizade na Argentina

Eu começo a festejar o dia do amigo hoje no Wine Tour Urbano no Recoleta Mall e pretendo me reunir com minhas queridas amigas brasileiras durante o fim de semana. Também gostaria de compartilhar minha amizade com todos os queridos leitores/leitoras do blog e com todas minhas amigas/amigos que estão no Brasil mas não saem do meu coração!

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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St. Patrick’s day… está chegando!

No próximo domingo (17 de março) os Irlandeses celebram dia de São Patrício, também conhecido como St Patrick’s Day, um dos padroeiros da Irlanda. Pouco se sabe da vida de Patrick, mas diz A história que aos 16 anos, ele foi raptado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda como um escravo. Acredita-se que ele ficou em cativeiro em algum lugar na costa oeste da Irlanda. Ele fugiu quando tinha 22 anos e passou 12 anos em um monastério. Com 30 anos ele voltou para a Irlanda como um missionário cristão. Segundo a história irlandesa, uma das formas de evangelização incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses. Depois de quase trinta anos de evangelização, Patrick faleceu no dia 17 de março de 461 dC.

O Trevo - Shamrock

O Trevo – Shamrock

St. Patrcik até hoje é reverenciado pelos irlandeses devido aos seus grandes feitos na Ilha Esmeralda, tanto é que surgiram inúmeras lendas atribuídas a ele e entre as mais famosas se encontra a de que ele é o responsável por não haver serpentes na Irlanda, já que ele as expulsou com seu cajado, esmagando muitas delas também.

Aqui em Dublin são comemorados 5 dias de festa, sendo que dia 17 de março é o principal, quando ocorre um desfile que sai do centro, na parte norte da cidade (Dublin é dividida, pelo Rio Liffey, em Dublin Norte e Dublin Sul) e segue até a Catedral de St. Patrick e todo o trajeto é formado por um corredor de pessoas que acompanham de perto as alegorias. Nos demais dias são apresentadas peças de teatro, espetáculos musicais e de dança, shows e várias oficinas culturais.

A cidade está esperando a visita de muitos turistas, os pubs já estão decorados, em várias lojas são encontrados diversos tipos de decoração para a grande festa irlandesa. Nas ruas já é possível ver pessoas usando algum apetrecho verde, seja um simples broche ou um extravagante chapéu, isso é Dublin,“celebração”! Os irlandeses adoram festejar e em suas comemorações não pode faltar cerveja, afinal essa data também é lembrada pelo alto consumo de cerveja e pelos pubs lotados, com quase todo mundo bebendo, afinal, esse não é um dia triste e sim uma data histórica e cultural.

Temple bar - Um dos mais famosos pontos turístico de Dublin

Temple bar – Um dos mais famosos pontos turístico de Dublin

Enfim, está chegando o feriado, dia dos desfiles, das pessoas degustarem comidas típicas da Irlanda e beberem cerveja, normalmente Guinness, ou whiskey ou Irish cream. Dia que todas as pessoas querem ser Irish (Irlandeses). No próximo post vou contar como foi a grande festa.

Happy St. Patrick’s Day!

Danielle Santos, direto de Dublin, Irlanda.

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Tem carnaval na Ásia? Tem sim, senhor!

Foliã no carnaval de Taiwan

Dia desses, estava eu aqui pensando sobre a alegria que reina no Brasil no momento, na galera se preparando pra curtir o carnaval, na preparação das fantasias e na dedicação das pessoas que trabalham dia e noite nos barracões das escolas de samba, e fiquei assim: meio borocoxôNão que eu seja fã de carnaval, muito pelo contrário, me acho desanimada demais pra isso. Até já tive a oportunidade de desfilar em uma escola de samba de São Paulo (faz  muito anos), mas vou confessar pra vocês: acho que não repetiria o feito.

algumas fantasias são confeccionadas por brasileiros

Tá, mas depois de todo esse blá blá blá, vocês devem estar pensando: se a fulana diz não gostar de carnaval – por que cargas-d’água ficou borocoxô? Calma, gente, eu explico: Eu quis dizer que, apesar de não ser lá muito animada pra encarar a maratona de desfiles, blocos, bailes e afins, a sensação de alegria que invade o Brasil nessa época do ano me agrada muito. Eu gosto de ver como as pessoas conseguem esquecer por um momento suas dificuldades e cantam, e sambam, e são felizes. Pode até ser uma falsa felicidade, mas eu sinto uma saudade imensa dessa atmosfera de animação.

E agora, por estar tão longe de casa e saber que por aqui não rola nada parecido, bateu aquela nostalgia… Acho que quem mora há muito tempo fora do Brasil me entende, né? Mesmo aquelas pessoas, que como eu, não curtem tanto o carnaval.

Bom, resulta que estava eu sentada numa cafeteria divagando sobre isso: sobre como o povo brasileiro é único, divertido, alegre, animado, de bem com a vida e tal… E meus olhos foram certinho na revista que minha vizinha de mesa estava lendo. A matéria dizia assim:

“Você não precisa atravessar o mundo para ir ao Rio, no Brasil, curtir o Carnaval, quando há uma festa similar em Taipei, Taiwan todos os anos…”

Como assim? Meu queixo caiu!! E como a minha curiosidade aliada à saudade ninguém segura, nem preciso dizer que corri  pra procurar a bendita revista!! Pois é, li tudinho, me informei e pronto, foi suficiente pra espantar a tristeza pra lá. E é isso aí, minha gente, do lado de cá também rola uma festa um pouco parecida com o nosso famoso carnaval. Quando comecei a ler, achei esquisito pra caramba, porque quando a gente pensa em China, carnaval não é a primeira coisa que nos vem à cabeça, não é verdade?

Mas parece que eles têm investido muito nesse evento. A primeira festa de carnaval em Taiwan ocorreu em 2002 e teve apenas 200 participantes, já em 2012 esse número mudou pra 5.000 participantes. E a cada ano que passa o evento só tem crescido e atraído pessoas de todas as idades e estilos de vida. O carnaval de Taiwan tem um pouquinho do carnaval do Rio de Janeiro misturado com elementos do Mardi Gras, da Nova Orleans, que são combinados com elementos típicos da cultura de Taiwan. É uma misturada danada,  mas mesmo assim eles fazem sua festa e se divertem.

Folião no carnaval de Taiwan

Será que a chinesinha sabe sambar?

Ainda na cafeteria, rebobinei a fita e voltei anos atrás no meu desfile em São Paulo: além da Vai Vai, escola na qual desfilei, ter ficado em penúltimo lugar e por pouco não ter sido rebaixada para o grupo de acesso (acho que ainda por cima sou pé frio… rsrs), a minha bota apertou e fez um calo enorme; a fantasia era muito grande e pesada e me fez uma ferida no ombro; choveu o tempo todo e molhou todas as penas o que fez a fantasia pensar ainda mais; a fila pra comprar uma garrafinha de água era quilométrica e a do banheiro nem se fala; pegar um táxi pra voltar pra casa era quase impossível; tentar enfiar a fantasia com tantos penduricalhos no porta mala do tal táxi um sacrifício, e conseguir chegar em casa depois do exaustante desfile foi uma odisséia.

É, pessoal, acho que senti saudades apenas da alegria mesmo, quando penso no trabalhão que deu todo o preparo prévio pra desfilar e participar de uma festa assim, prefiro ficar aqui, quietinha no meu canto, só saudadeando!! Mas, de qualquer forma, respeito quem curte e tiro o chapéu pra aquelas pessoas que têm energia de sobra pra pular os quatro dias de carnaval.

E, pra quem estiver do lado de cá e quiser relembrar um pouquinho dessa festa tão popular, não custa nada dar um pulinho em Taiwan. Mas eu aviso logo, apesar de algumas fantasias serem confeccionadas por brasileiros e tal…  Quem quiser vir que venha, mas por seu próprio risco – eu não posso garantir que a alegria e o rebolado sejam os mesmos… Rsrs 😉

Aproveitem o Carnaval, pessoal!!

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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Buenos Aires Rojo Sangre

Festival Buenos Aires Rojo Sangre

Festival de cine de terror em Buenos Aires

Outubro é o mês do Halloween, esta festa de origem celta que é comemorada nos países anglo-saxônicos, principalmente EUA, Reino Unido e Canadá e que graças (?) à globalização  é cada vez mais  popular por nossas bandas.

E, aproveitando que as bruxas e os fantasmas estão soltos nessa época do ano, por aqui acontece o Festival Buenos Aires Rojo Sangre, um dos poucos festivais latinoamericanos dedicados exclusivamente ao cine de terror, fantástico e bizarro, um gênero que se encontra atualmente em franco crescimento, principalmente na Argentina.

Com uma trajetória consagrada de 13 anos, o BARS é um espaço de encontro, exibição e projeção do cine de terror do mundo inteiro e é obrigatório para todo mundo que, como eu, morre de amores por este tipo de filmes ;).

A primeira edição se realizou em 2000 e foi a partir de 2004 que o festival passou a ter também as competições de longas e curtas metragens. O BARS sempre foi orientado principalmente a produções (ultra) independentes e de baixo orçamento, que não encontram espaço em outros festivais mais tradicionais como o de Mar del Plata ou o BAFICI.

A competição atrai realizadores dos mais diversos países, da Argentina a Israel passando por Alemanha, França, Japão, Chile, Brasil e EUA. A programação é bem variada e o público, que é maior a cada ano, poderá encontrar atrações da maioria dos sub-gêneros do terror: slashers, giallo, gore, thrillers. Tem pra tudo quanto é gosto!!

Halloween, clássico de John Carpenter (1978)

Entre as atividades paralelas deste ano, que são gratuitas, se destacam Trancados a noite toda: o cinema de John Carpenter, uma palestra sobre a obra de um dos referentes do terror estadunidense, que filmou Halloween entre outros clássicos;  a apresentação do livro Horrofílmico, de Rosana Diaz-Zambrana e Patricia Tomé, que  é uma antologia de filmes de terror da América Latina e Caribe; e a oficina Faça seu curta, ditada pela Farsa Producciones, onde os participantes vão poder aprender a fazer um filme de baixo orçamento na prática, filmando.

O festival acontece no Complejo Monumental Lavalle (Lavalle 780 – Centro), de 25 a 31 de outubro, com sessões em três salas diferentes a partir das 14hs. As entradas custam $ 15,00 pesos e as atividades especiais são gratuitas. A programação completa está disponível na página oficial

Zombie Walk 

Marcha de zombies na capital portenha.

Paralelamente ao festival também acontece a já tradicional marcha zombie pelo centro de Buenos Aires, sempre no domingo anterior ao Halloween.

Milhares de participantes saem vestidos de zombies no melhor estilo A noite dos mortos-vivos de George Romero, em uma hipotética Buenos Aires que amanhece atacada por um vírus estranho, poderoso e fatal.

A marcha zombie nasceu 😀 em 2001 em Sacramento (California) e hoje em dia é uma tradição em vários lugares do mundo, inclusive aqui e no Brasil também (em SP está programada para o dia 02 de novembro).

O ponto de encontro é na Plaza San Martin e a marcha segue pelas ruas Florida, Lavalle e Carlos Pellegrini, terminando em frente ao Obelisco. A marcha é organizada, com regras e até seus dez mandamentos, e os participantes devem trazer alimentos não perecíveis que são doados a um comedor infantil. A página oficial do evento é a Mundo Zombie.

Masks, do diretor alemão Andreas Marschall, será exibido no BARS.

O terror é meu gênero de filmes e livros favorito! Já li quase tudo dos grande mestres da literatura e sempre procuro os filmes de terror antigos no Youtube; para mim a década de 1970 é a década de ouro nesse gênero. E vocês também gostam de filmes de terror ou não? Contem pra gente! E se gostaram do post, não se esqueçam de compartilhar com seus amigos! 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Dia Nacional da China

“Mapa-bandeira” da China

Na última segunda-feira os chineses comemoraram seu dia nacional. A data foi marcada por grandes reuniões, discursos políticos e desfiles militares em várias partes do país. O dia 1 de outubro foi escolhido como aniversário da nação em 1949. Nesse dia, o povo chinês, sob a direção do Partido Comunista da China, anunciou a vitória na Guerra da Libertação.  Na cerimônia, o governo de Mao Tse Tung declarou solenemente a fundação da República Popular da China e levantou a primeira bandeira nacional do país.

Mao Tse Tung

Nos últimos anos o governo chinês aumentou o feriado do dia nacional para uma semana, a qual chamou de “Semana de Ouro.” Esse feriado é excelente para o mercado de turismo e, de acordo com o jornal South China Morning Post, a China fatura muitíssimo com a venda de entradas para as atrações turísticas durante esse período. A semana dourada começa no dia 1 de outubro e vai até o dia 7, dando aos chineses tempo suficiente para visitar familiares em diferentes partes da China. De fato, essa é uma época em que milhares de pessoas viajam pelo país, e não apenas os nativos, muitos turistas estrangeiros também se juntam aos viajantes e exploram a região.

Quanto ao festejo do dia nacional, cada cidade dá o seu melhor, Pequim, por exemplo, transforma-se no cenário de um dos maiores desfiles militares do país; pessoas chegam de todos os lados para presenciar tanto o desfile quanto a cerimônia da bandeira.

E Hong Kong, como toda cidade chinesa, não podia ficar de fora das celebrações; na segunda-feira bem cedinho houve a cerimônia da bandeira, ocorrida no Golden Bauhinia Square, em Wan Chai, com a presença de políticos e diplomatas. E, à noite, a comemoração ficou por conta dos fogos de artifício, lançados de barcos desde o Porto Victória.

O espetáculo, que durou aproximadamente 23 minutos, começou às 21 horas e encantou a chineses e estrangeiros. Mas, além das comemorações festivas, Hong Kong foi também palco de protestos: um grupo de manifestantes se reuniu em frente ao escritório chinês pedindo por um auto-governo.

Desfile militar em Pequim

Sair de casa durante esse feriado não é uma tarefa muito fácil, tanto restaurantes como trens e metrôs ficam lotadíssimos, sobretudo nas áreas onde é possível presenciar os fogos de artifício. É uma multidão de chineses e turistas jamais vista. Eu tentei ir à Avenida das Estrelas, em Kowloon, para assistir à queima de fogos e me assustei com a quantidade de pessoas que teve a mesma ideia. Havia filas quilométricas para tomar ônibus ou taxis, foi preciso abrir caminho à força… rsrs

Apesar de todo o esforço, tive que me contentar em assistir aos fogos meio de longe – por causa do tumulto foi impossível me aproximar do porto. Mas, mesmo com toda a correria, empurra-empurra e cotoveladas,  foi bom ver de perto como os chineses comemoram seu dia nacional.

Fogos de artifício em Hong Kong

Em 2012 eles comemoraram 63 anos da nação, e pelo que pude perceber, as celebrações são semelhantes às que fazemos no Brasil. Acredito que a diferença maior está mesmo no fato de o governo presentear o povo com sete dias de feriado e, claro, a quantidade exorbitante de pessoas que sai às ruas.

É sempre muito bom fazer parte de uma festa como essa – é interessante perceber as diferenças e semelhanças que há entre a comemoração chinesa e a brasileira. Presenciar algo assim é uma experiências gratificante… Vale muito a pena, muito mesmo! 🙂

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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Catalunya no és Espanya

Queridos leitores, devo confessar que quando lhes contei que vivia na Espanha, disse uma meia verdade. Para grande parte das pessoas que são daqui a Catalunha não é Espanha! Todo mundo certamente já ouviu falar das intenções separatistas do País Basco, que ganharam o mundo pelas ações terroristas do ETA, mas pouca gente sabe do forte movimento independentista catalão (que é bastante pacífico, ok ?).

Vocês se lembram de quando eu disse no meu primeiro post que a Espanha estava formada por diversos reinos? Pois é, a Catalunha era um desses reinos e nunca encarou muito bem o domínio espanhol. Em diferentes momentos da história a Catalunha se opôs às decisões dos reis espanhóis e pagou um preço muito caro por isso, passou por guerras e perdeu muitos de seus direitos e liberdades nacionais. Mas a coisa não parou por ai…a Catalunha sofreu muito com a Guerra Civil Espanhola e, durante todo o regime franquista, o catalanismo foi fortemente reprimido (entre outras coisas, falar catalão era delito).

O resultado de tudo isso é que boa parte dos catalães não se identifica em nada com a Espanha, não se consideram espanhóis e não querem pertencer à Espanha. Para essas pessoas, a Catalunha é uma nação com sua própria língua, cultura, instituições políticas e direito civil e deve ser reconhecida como um Estado europeu independente. Pode parecer algo muito teórico, mas o nacionalismo catalão está presente no cotidiano das pessoas que vivem aqui e é parte significante dessa experiência que é Barcelona.

Além de questões culturais, os catalães desejam ser independentes por questões políticas e financeiras. Entendem que o Estado Espanhol não reconhece como deveria a cultura e as instituições catalãs e não distribui de maneira justa tudo o que arrecada. De modo geral, os catalães estão cansados de ser uma das comunidades que mais contribui para a economia do país e não receber investimentos na mesma proporção. Muitos acreditam que existe um verdadeiro boicote da Espanha.

É por todas essas razões que no dia 11 de setembro (data em que perderam uma guerra contra Espanha), cerca de 2 milhões de catalães foram às ruas pedir a independência de seu país. Eu acompanhei de perto e isso e segui a manifestação por horas. Resultado: muita emoção e estas fotos aqui:

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Aqui deixo um vídeo com um resumo do último dia 11 de setembro (em catalão):

E o que eu penso de tudo isso? Acho que diferenças culturais e má distribuição de recursos, para quem vem de um país como o Brasil, não são razões para separar-se. Mas a coisa aqui é bastante diferente, o contexto histórico, econômico e cultural é outro. Sinto que essa colcha de retalhos que é a Espanha nunca foi bem costurada e o país nunca se unificou de verdade. Com exceção dos bascos e dos catalães, o resto do país se considera espanhol, mas antes de serem espanhóis, são andaluzes, galegos, valencianos, navarros, asturianos…No Brasil somos antes de tudo brasileiros.  A mim, particularmente, me entristece muito a maneira como o resto da Espanha encara o movimento independentista, com preconceito e muitas vezes ódio. Sem conhecer a Catalunha e os catalães, muitos espanhóis rejeitam absolutamente tudo o que vem daqui (a recíproca muitas vezes é verdadeira). Não entendem que os catalães não querem independência dos espanhóis, mas a independência da Espanha como Estado, pela maneira como se formou e pelo que se tornou. É por isso e também porque amo o lugar onde vivo, que mesmo sem entender totalmente suas razões, reconheço que me alegraria ver a Catalunha independente.

Se interessou pelo tema? Este vídeo explica um poquinho mais (sorry, está em english):

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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