Archive for the ‘História’ Category

Exposição de Van Gogh na Usina del Arte

Vincent Van Gogh em Buenos Aires

Van Gogh em Buenos Aires

Vincent Van Gogh, pintor que nasceu há 160 anos na Holanda e hoje em dia é considerado um dos maiores mestres da pintura (e meu favorito junto a Salvador Dali), ganha uma mega exposição aqui em Buenos Aires. Através de 200 reproduções dividas de maneira cronológica, será possível apreciar a vida e a obra do pintor por uma perspectiva nova,   por meio de fotografia em alta resolução, animações em 3D e uma experiência interativa.

O recorrido está dividido em cinco etapas: Primeiros anos (1880-1886), Paris (1886-1888), Arlés (1888-1889), Saint Rémy de Provence (1889-1890) e termina com Trigal com corvos, que era considerada até pouco tempo como a última obra de Van Gogh. Cada período revela o crescimento artístico, a diferença no manejo das cores e também as técnicas e temáticas do trabalho do artista. A visita pode levar uma hora, especialmente se observamos cada uma das instalações em 3D.

Mostra interativa de Van Gogh em Buenos Aires

Mostra interativa de Van Gogh em Buenos Aires

A exibição acontece em um dos polos culturais mais novos de Buenos Aires, a Usina del Arte, e ocupa dois andares completos. Funciona de terça a sexta, de 11 a 18hs e aos sábados, domingos e feriados, de 12 a 20hs, até o dia 06 de outubro. A entrada custa 10 pesos (adultos) e 5 pesos (crianças). O ingresso pode ser comprado aqui. É uma oportunidade única para conhecer em profundidade a obra de Van Gogh.

Essa exposição faz parte do projeto “Tándem Buenos Aires/Amsterdam”, que durante todo o ano de 2013 promove o intercâmbio cultural entre as duas cidades. Este projeto começou em 2012 e a primeira cidade parceira de Buenos Aires foi Paris. No ano que vem será a vez de Berlim.

A maioria das obras originais do pintor fazem parte do acervo do Museu Van Gogh em Amsterdam, que completa 40 anos em 2013. Em 2012 o museu ficou fechado quase o ano inteiro para uma reforma de suas instalações e foi reaberto em maio. 2013 é um ano de muitas festividades na Holanda, com vários aniversários históricos, arquitetônicos e artísticos e além disso também aconteceu a investidura dos novos monarcas do país, o Rei Guilherme e a Rainha Máxima.

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A Usina del Arte

Usina del Arte La Boca

A Usina del Arte, centro cultural do bairro da Boca

A Usina del Arte é um dos espaços culturais mais recentes de Buenos Aires. Ela foi inaugurada em julio de 2011 e funciona no edifício da antiga Usina Don Pedro de Mendoza, no bairro da Boca. Nesse prédio funcionava a Companhia Italo Argentina de Eletricidade, que fornecia toda a eletricidade de Buenos Aires. A Usina faz parte de um projeto para revitalizar a zona sul da cidade, historicamente uma das zonas mais pobres e abandonadas daqui.

Apesar de ser um centro cultural multidisciplinário, o forte da Usina é a música. Há duas salas super modernas para concertos de música clássica com acústica invejável. A maior é para os concertos filarmônicos, com capacidade para 1200 pessoas e outra específica para música de câmara com 400 lugares. Também dispõe de espaços para realização de espetáculos de dança, mostras de artes plásticas e exibições.

Edifício

Edifício

Uma das atrações mais populares da Usina é a instalação “Edifício”, do artista argentino Leandro Erlich, que consiste em uma fachada de um prédio típico de Buenos Aires no chão, que se reflete em um grande espelho suspendido e que devido ao ângulo que está colocado, permite aos visitantes várias brincadeiras com as imagens refletidas, como se estivéssemos pendurados do lado de fora de um prédio. Aviso às mulheres, pra não perder a brincadeira o melhor é ir de calça ou de shorts 🙂

A Usina del Arte já faz parte do calendário de atividades culturais da cidade, sendo sede de vários festivais organizados pelo governo portenho, como o Festival de Tango e o BAFICI. Há visitas guiadas gratuitas aos sábados e domingos de 11 a 17hs.

usina del arte mapa

Mapa da Usina del Arte

Usina del Arte:
Rua Agustín Caffarena 1, esquina Av. Pedro de Mendoza, La Boca.
Facebook: http://www.facebook.com/usinadelarte.bsas
Twitter: @UsinadelArte

As linhas de ônibus que passam perto da Usina são 29, 33, 86, 152, 168 entre outras. A zona onde está a Usina é bem feinha e é melhor andar com cuidado por lá, principalmente de noite, mas vale a pena a visita.

Usina del Arte musica

Sala principal da Usina del Arte

Vincent Van Gogh foi o típico gênio incompreendido que só teve reconhecimento após sua morte. Sofria de vários transtornos psiquiátricos, entre eles paranóia e depressão. Morreu pobre, aos 37 anos de idade, cometendo suicídio (alguns estudos nos últimos tempos sugerem que a sua morte foi acidental). Um ano antes se automutilou, cortando o lóbulo da orelha. O cantor Don McLean escreveu a belíssima música Vincent em sua homenagem, deixo pra vocês um clip dessa música onde apresentam vários trabalhos do pintor.

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Dia Nacional da China

“Mapa-bandeira” da China

Na última segunda-feira os chineses comemoraram seu dia nacional. A data foi marcada por grandes reuniões, discursos políticos e desfiles militares em várias partes do país. O dia 1 de outubro foi escolhido como aniversário da nação em 1949. Nesse dia, o povo chinês, sob a direção do Partido Comunista da China, anunciou a vitória na Guerra da Libertação.  Na cerimônia, o governo de Mao Tse Tung declarou solenemente a fundação da República Popular da China e levantou a primeira bandeira nacional do país.

Mao Tse Tung

Nos últimos anos o governo chinês aumentou o feriado do dia nacional para uma semana, a qual chamou de “Semana de Ouro.” Esse feriado é excelente para o mercado de turismo e, de acordo com o jornal South China Morning Post, a China fatura muitíssimo com a venda de entradas para as atrações turísticas durante esse período. A semana dourada começa no dia 1 de outubro e vai até o dia 7, dando aos chineses tempo suficiente para visitar familiares em diferentes partes da China. De fato, essa é uma época em que milhares de pessoas viajam pelo país, e não apenas os nativos, muitos turistas estrangeiros também se juntam aos viajantes e exploram a região.

Quanto ao festejo do dia nacional, cada cidade dá o seu melhor, Pequim, por exemplo, transforma-se no cenário de um dos maiores desfiles militares do país; pessoas chegam de todos os lados para presenciar tanto o desfile quanto a cerimônia da bandeira.

E Hong Kong, como toda cidade chinesa, não podia ficar de fora das celebrações; na segunda-feira bem cedinho houve a cerimônia da bandeira, ocorrida no Golden Bauhinia Square, em Wan Chai, com a presença de políticos e diplomatas. E, à noite, a comemoração ficou por conta dos fogos de artifício, lançados de barcos desde o Porto Victória.

O espetáculo, que durou aproximadamente 23 minutos, começou às 21 horas e encantou a chineses e estrangeiros. Mas, além das comemorações festivas, Hong Kong foi também palco de protestos: um grupo de manifestantes se reuniu em frente ao escritório chinês pedindo por um auto-governo.

Desfile militar em Pequim

Sair de casa durante esse feriado não é uma tarefa muito fácil, tanto restaurantes como trens e metrôs ficam lotadíssimos, sobretudo nas áreas onde é possível presenciar os fogos de artifício. É uma multidão de chineses e turistas jamais vista. Eu tentei ir à Avenida das Estrelas, em Kowloon, para assistir à queima de fogos e me assustei com a quantidade de pessoas que teve a mesma ideia. Havia filas quilométricas para tomar ônibus ou taxis, foi preciso abrir caminho à força… rsrs

Apesar de todo o esforço, tive que me contentar em assistir aos fogos meio de longe – por causa do tumulto foi impossível me aproximar do porto. Mas, mesmo com toda a correria, empurra-empurra e cotoveladas,  foi bom ver de perto como os chineses comemoram seu dia nacional.

Fogos de artifício em Hong Kong

Em 2012 eles comemoraram 63 anos da nação, e pelo que pude perceber, as celebrações são semelhantes às que fazemos no Brasil. Acredito que a diferença maior está mesmo no fato de o governo presentear o povo com sete dias de feriado e, claro, a quantidade exorbitante de pessoas que sai às ruas.

É sempre muito bom fazer parte de uma festa como essa – é interessante perceber as diferenças e semelhanças que há entre a comemoração chinesa e a brasileira. Presenciar algo assim é uma experiências gratificante… Vale muito a pena, muito mesmo! 🙂

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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Catalunya no és Espanya

Queridos leitores, devo confessar que quando lhes contei que vivia na Espanha, disse uma meia verdade. Para grande parte das pessoas que são daqui a Catalunha não é Espanha! Todo mundo certamente já ouviu falar das intenções separatistas do País Basco, que ganharam o mundo pelas ações terroristas do ETA, mas pouca gente sabe do forte movimento independentista catalão (que é bastante pacífico, ok ?).

Vocês se lembram de quando eu disse no meu primeiro post que a Espanha estava formada por diversos reinos? Pois é, a Catalunha era um desses reinos e nunca encarou muito bem o domínio espanhol. Em diferentes momentos da história a Catalunha se opôs às decisões dos reis espanhóis e pagou um preço muito caro por isso, passou por guerras e perdeu muitos de seus direitos e liberdades nacionais. Mas a coisa não parou por ai…a Catalunha sofreu muito com a Guerra Civil Espanhola e, durante todo o regime franquista, o catalanismo foi fortemente reprimido (entre outras coisas, falar catalão era delito).

O resultado de tudo isso é que boa parte dos catalães não se identifica em nada com a Espanha, não se consideram espanhóis e não querem pertencer à Espanha. Para essas pessoas, a Catalunha é uma nação com sua própria língua, cultura, instituições políticas e direito civil e deve ser reconhecida como um Estado europeu independente. Pode parecer algo muito teórico, mas o nacionalismo catalão está presente no cotidiano das pessoas que vivem aqui e é parte significante dessa experiência que é Barcelona.

Além de questões culturais, os catalães desejam ser independentes por questões políticas e financeiras. Entendem que o Estado Espanhol não reconhece como deveria a cultura e as instituições catalãs e não distribui de maneira justa tudo o que arrecada. De modo geral, os catalães estão cansados de ser uma das comunidades que mais contribui para a economia do país e não receber investimentos na mesma proporção. Muitos acreditam que existe um verdadeiro boicote da Espanha.

É por todas essas razões que no dia 11 de setembro (data em que perderam uma guerra contra Espanha), cerca de 2 milhões de catalães foram às ruas pedir a independência de seu país. Eu acompanhei de perto e isso e segui a manifestação por horas. Resultado: muita emoção e estas fotos aqui:

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Aqui deixo um vídeo com um resumo do último dia 11 de setembro (em catalão):

E o que eu penso de tudo isso? Acho que diferenças culturais e má distribuição de recursos, para quem vem de um país como o Brasil, não são razões para separar-se. Mas a coisa aqui é bastante diferente, o contexto histórico, econômico e cultural é outro. Sinto que essa colcha de retalhos que é a Espanha nunca foi bem costurada e o país nunca se unificou de verdade. Com exceção dos bascos e dos catalães, o resto do país se considera espanhol, mas antes de serem espanhóis, são andaluzes, galegos, valencianos, navarros, asturianos…No Brasil somos antes de tudo brasileiros.  A mim, particularmente, me entristece muito a maneira como o resto da Espanha encara o movimento independentista, com preconceito e muitas vezes ódio. Sem conhecer a Catalunha e os catalães, muitos espanhóis rejeitam absolutamente tudo o que vem daqui (a recíproca muitas vezes é verdadeira). Não entendem que os catalães não querem independência dos espanhóis, mas a independência da Espanha como Estado, pela maneira como se formou e pelo que se tornou. É por isso e também porque amo o lugar onde vivo, que mesmo sem entender totalmente suas razões, reconheço que me alegraria ver a Catalunha independente.

Se interessou pelo tema? Este vídeo explica um poquinho mais (sorry, está em english):

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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Santa Evita

Não chore por mim, Argentina!

No meu post em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, eu apresentei várias mulheres argentinas que se destacaram em diferentes épocas e por diversos motivos. Mas Eva Perón, sessenta anos após sua morte, continua sendo a mulher argentina mais famosa de todos os tempos.

Evita na época que era atriz.

Evita passou de atriz/cantora a primeira dama, onde se consagrou como a mãe dos pobres. Sua passagem pela vida política na Argentina foi muito curta (mesmo porque ela morreu muito jovem, aos 33 anos) porém foi fulminante.

Para que tenham uma idéia, ela já participava do movimento sindicalista em 1943, mas sua vida política começou mesmo quando conheceu o Coronel Juan Domingo Perón em 1944. Oito anos depois, no dia 26 de julho de 1952, Evita faleceu em consequência de um câncer de colo de útero.

A morte prematura de Eva e o culto à sua personalidade imposto pelo governo (que começou bem antes, quando ainda era viva e foi declarada Chefe Espiritual da Nação) contribuíram para transformá-la em mártir, quase uma santa. O que aconteceu com o seu corpo depois que ela morreu é uma história curiosamente mórbida que foi contada  no livro Santa Evita, do jornalista Tomás Eloy Martinez (Li este livro em 2005, muito recomendável para quem queira saber mais sobre esta história).

A mãe dos descamisados da Argentina

O sequestro do corpo

No dia que Evita morreu, Perón encomendou a um famoso anatomista espanhol que o corpo fosse embalsamado, um trabalho que foi considerado perfeito na época. O velório, um dos mais longos da história, durou 13 dias na Câmara Legislativa e 2 dias mais no Congresso. Multidões foram atraídas para dar o último adeus, a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) declarou um paro total das atividades até o dia 29 de julho e por um mês inteiro a programação das rádios era interrompida por um locutor que anunciava: São vinte horas e vinte e cinco minutos, hora em que Eva Perón passou à imortalidade.

O velório de Evita atraiu multidões.

Quando o período de luto oficial finalmente passou, o corpo embalsamado de Evita foi colocado em exposição no prédio da CGT, enquanto se analisava a construção de um mausoléu, que nunca chegou a ser construído.

Em setembro de 1955, um golpe militar (foram vários durante a história da Argentina) tirou o presidente Perón do poder. Os militares anti-peronistas, que odiavam Evita e que temiam o poder que ela tinha mesmo depois de morta, resolveram sequestrar o corpo e fazê-lo desaparecer.

Nos anos seguintes, ela foi levada secretamente de um lado para outro: circulou em caminhonetes que estacionavam nas ruas, foi alojada no escritório da SIE (Serviço de Informações do Exército), na casa do major Eduardo Arandia (que uma noite matou sua esposa grávida por acidente, pensando que era alguém que tinha entrado em sua casa para levar o caixão de Evita) e por muito tempo ela ficou escondida atrás da tela de um cinema do centro portenho.

A localização do corpo era tratada como uma questão de segredo de Estado e muitas versões do que tinha acontecido circulavam na boca do povo. Tanto Perón, que estava exilado, quanto o movimento peronista popular, exigiam a reaparição  de Evita.

Finalmente, quando ficava cada vez mais difícil ocultar o segredo, os responsáveis pelo sequestro decidiram despachar o caixão para a Itália. Usando documentos falsos, Evita foi enterrada em um cemitério de Milão com o nome de Maria Maggi de Magistris, onde ficou até setembro de 1971, quando seu corpo foi devolvido para Perón, que o enterrou na Espanha.

Evita finalmente foi repatriada e enterrada no Cemitério da Recoleta em 1976, em um túmulo que pertence à família Duarte e que foi construído à prova de roubos. Hoje em dia é uma das maiores atrações turísticas da cidade.

Evita nos dias atuais

Lisa Simpson, a Evita de Springfield.

A influência de Evita permanece até hoje, tanto na Argentina quanto no mundo todo. Sua vida e sua morte foram contadas inúmeras vezes na literatura, no teatro, na música e no cinema.

O musical Evita é encenado desde 1978 tanto em Nova Iorque como em Londres, e o filme que fizeram baseado nele teve nada menos que Madonna como protagonista, depois que ela lutou muitos anos para conseguir este papel.

E ontem a Presidenta Cristina Kirchner lançou uma edição comemorativa do bilhete de cem pesos com a imagem de Evita. É a primeira vez que colocam a figura de uma mulher no dinheiro argentino, e esta nova nota substituirá aos poucos as notas de cem pesos que circulam atualmente.

Novo bilhete de cem pesos

Ufa, este post ficou longo! Mas com tanta informação interessante a respeito de Evita, seria impossível fazer algo mais resumido. Amada cegamente por uns e odiada fervorosamente por outros, ninguém fica indiferente quando ela é o assunto. Eu acho que o único argentino que pode causar uma comoção quase tão grande quando morrer será o  Maradona, mas ainda tenho minhas dúvidas quanto a isso. O que vocês acham? 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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O fotógrafo de Buenos Aires

Avenida Corrientes

O argentino Horacio Coppola tinha 21 anos quando decidiu que queria ser fotógrafo. Desde essa época, ele teve nada menos que 84 anos de profissão, já que faleceu em junho passado, quase chegando aos 106 anos.

Filho de imigrantes italianos, ele foi para a Alemanha em 1932, onde estudou na famosa Escola Bauhaus, até a escola ser fechada pelos nazistas. Em 1935 voltou para a Argentina com sua esposa, a fotógrafa judia alemã Grete Stern, exilados pelo regime nazista.

Obelisco

Nessa época, a Municipalidade de Buenos Aires pediu para que ele fotografasse a cidade. O resultado deste trabalho apareceu no livro “Buenos Aires 1936”, que mostrava a cidade sob a ótica de toda a vanguarda modernista daquela época, materializada através das lentes da sua câmera. Essas fotografias são uma referência em termos de imagens fotográficas da capital.

Coppola também fundou o primeiro Cine Clube portenho e realizou alguns filmes, como Así nació el Obelisco, sobre a construção do maior símbolo de Buenos Aires.

Em 1960 passou a fazer fotografias coloridas e nos anos 70 e 80 também dedicou-se a ser professor.

Cine-Teatro Ópera na estréia do filme Tempos Modernos, de Chaplin.

Mostra Luz, Cedro e Pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

Em 1945, Coppola fez uma viagem a Minas Gerais, onde fez uma série de estudos fotográficos da obra do mestre barroco Aleijadinho. Foram 150 fotografias realizadas em Sabará, Congonhas do Campo e Ouro Preto, entre outros lugares. Estas fotos foram incorporadas à coleção do Instituto Moreira Sales em 2007.

O Instituto escolheu 81 imagens deste conjunto para a mostra Luz, Cedro e Pedra, recém inaugurada em São Paulo. Para quem quiser saber mais ou conhecer o trabalho de Coppola, a mostra estará em exibição até o dia 11 de novembro e a entrada é grátis.

O Instituto Moreira Sales fica na Rua Piauí, 844 – 1° andar, no bairro de Higienópolis. O horário é de 2a a 6a de 13 a 19hs e aos sábados e domingos de 13 a 18hs.

Para quem gosta de fotografia é um programão 😀

Mostra de Horacio Coppola em São Paulo.

Deixo mais algumas fotos de Buenos Aires antiga, na visão deste fotógrafo genial, Horacio Coppola. Para outras mais, clique neste link. Qual é a sua favorita? Conta pra gente!

Rua Florida

Esquina ruas Chile e Balcarce

Rua Bartolome Mitre

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Ah, o Verão…

O Verão na Espanha deveria ser escrito com letra maiúscula. Não é um nome próprio, mas deveria ser, já que aqui o Verão é quase uma instituição, é O VERÃO. As pessoas passam o ano inteiro esperando por essa estação, pois é o único período de férias que têm (em agosto tudo para, TUDO) e o país inteiro se enche de alegria. 🙂 Sabe aquela euforia que sentimos quando está chegando o Natal, o Ano Novo e as férias de janeiro? Multiplique por 1000!

E aí, o que você vai fazer esse Verão? O Verão passado fui à Costa Brava. Conheci fulaninho há uns 2 verões. Essa música é do verão passado. Costumava ir à casa da minha avó todos os verões! Tenho que terminar isso antes do verão. Eu sei o que vocês fizeram o verão passado (brincadeirinha). O Verão é um marco para os espanhóis e eu já estou entrando no clima! Na verdade, não tem como não entrar com um calor desse…

Meu amigos e eu no último São João

O Verão começa oficialmente no hemisfério Norte entre os dias 21 e 22 de junho. É justamente nessa época e não por outra razão que os espanhóis celebram o solstício de verão com uma mistura de tradições pagãs e religião católica. Na noite do dia 23 para o dia 24 se comemora o dia de São João e a chegada do verão acendendo fogueiras, dançando em volta delas e soltando balões (lembra alguma coisa?). Na Catalunha também se vestem de branco, estouram fogos de artifício e fazem desejos! Definitivamente, é uma festa junina Réveillon!

Tudo isso porque o Verão aqui significa renovação. Na fogueira se queimam móveis e todo tipo de objetos velhos, além de pedaços de papel onde as pessoas escrevem coisas do seu presente e passado que não querem para seu futuro. Enfim, é a hora de recomeçar e recarregar as energias para o que vem depois.

Quer saber como rola? Confira o começo do vídeo abaixo:

Aliás, tão de Verão como praia, sorvete e biquínis, são a Eurocopa, o Tour de France e os vídeos que a Estrella Damm lança nessa época, como esse que mostrei. Os vídeos retratam muito bem o conceito de verão que a gente daqui tem. Convido a todos a ver os vídeos dos últimos anos e a conhecer um pouquinho das praias e do estilo Mediterrâneo. Duvido que você não se “caliente” também!

2012 – Mallorca

2011 – Alto Empordá

2009 – Formentera

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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A “chica”- Dolores Hidalgo

O tema aí em cima pode ser considerado não muito sério por algumas pessoas mais entendidas da história mexicana, ou ainda podem achar que estou debochando desse país tão rico em cultura, mas garanto, não é uma coisa e nem outra. Somente não estou disposta a deixar os meus posts com um ar tão sério que chegue a ser sem graça e ninguém se interesse em ler. A leitura no nosso blog (posso falar pelos meus posts) tem que ter certa desenvoltura e é obrigatório que seja uma leitura leve, afinal se alguém quisesse explicações ao pé da letra,iria buscar  no Wikipédia ou em qualquer outra página da internet onde aí sim muitas leitura levam um tom mais sério e aprofundado.  Para quem busca um pouco de conhecimento e gosta de descobrir a vida fora da caixa, segue mais um post direto do México, aliás, direto de Dolores Hidalgo.

Túmulo do Cantor Mexicano José Alfredo Jiménez

Sobre o Passeio e a Cidade

Um dia desses fomos a uma cidadezinha chamada Dolores Hidalgo. Todos me falavam sobre a história e de como a cidade era pequenina, mas chegando a Hidalgo, constatei que a cidade era bem mais pequena do que eu imaginava. A cidade tem cerca de 54 mil  habitantes (mas parece ter bem menos!) e o interessante é que depois de passar no centro, onde fica o jardim principal com sua igreja estilo barroca maravilhosa a impressão que dá é que acabou a cidade – mas fiquem tranquilos, ela não acaba aí, somente depois de algumas quadras! RSS!

Dolores Hidalgo é uma cidade que tem sua história espalhada por todos os cantos. Se você for passear um dia ali, você notará que as casas e toda sua arquitetura está congelada no inicio do século passado, alguns pontos da cidade até parecem da “cidade cenográfica do projac!” . Considerada berço da Independência Mexicana,  foi ali nessa cidade que aconteceu o famoso “Grito de Dolores” – um marco cronológico para o inicio da guerra contra Nova Espanha em 16 de setembro de 1810.

Falando um pouco mais sobre o cotidiano de Dolores

A cidade tem alguns restaurantes de comida típica e depois de comer é correr para se deliciar com os famosos sorvetes dos mais variados e estranhos sabores que são vendidos por todos os lados em sorveterias convencionais, ou em “carrinhos” que ficam “estacionados” por toda a praça da cidade. Tem de tantos sabores que dá pra ficar na dúvida na hora de escolher. Se você é do tipo que gosta de experimentar sabores diferentes então você precisa provar os sorvetes de Dolores. Os sabores mais excêntricos que vi, foram de camarão e rosas, mas também tem de tequila, cerveja, queijo e pimenta. Ficou com água na boca? Eu, confesso que sou mais conservadora e fiquei nos sabores tradicionais mesmo. J

Depois dos sorvetes é hora de ir conhecer os pontos turísticos, que não são muitos. Como a cidade é bem histórica, você irá encontrar alguns lugares que vale a pena passar, sendo eles a Paróquia de Nossa Senhora de Dolores e em frente também está a Estátua de Dolores – o Museu Casa de Miguel Hidalgo y Costilla (nessa casa viveu o sacerdote Miguel Hidalgo  que teve um importante papel na guerra de Independência do México )- na casa ainda estão  conservados os documentos importantes e a mobília original da casa. Também existe na cidade o museu da Independência Nacional, A casa de Visitas entre outros. O mais interessante pra mim foi em saber que um dos pontos turísticos da pequena Dolores é o cemitério da cidade, onde está enterrado um dos seus conterrâneos mais importantes, o cantor José Alfredo Jiménez – ele é considerado o maior cantor de música caipira do México de todos os tempos. O túmulo do dito cujo, é um enorme sombrero e uma echarpe colorida. Diferente não é? Eu nunca havia visto nada parecido. Em cada cidade, em cada cantinho do México (especialmente do estado de Guanajuato) vejo que a história apesar de estar muito entrelaçada, sempre mostra algo diferente, algo que deixa o que já sabemos ainda mais bonito e interessante de se conhecer.

Embaixo, segue algumas fotos dessa visita na cidade à “Dolores Hidalgo”. Uma das coisas que mais gosto de encontrar nessas cidadezinhas e suas praças são os aglomerados de balões coloridos, de todos os tipos e  formas – não são lindos? Eu adoro!

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Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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