Archive for the ‘Moda’ Category

Biquíni tão pequenininho?

Lembra daquela música : “Era um biquíni de bolinha amarelinha tão  pequenininho, mal cabia na Ana Maria“? Biquíni assim ” tão pequenininho” não desfilam nas praias desse lado de cá não, a não ser os das gringas! Rsrs!

Com o verão a todo vapor aqui no México, hoje decidi falar sobre moda praia, mais especificamente os Biquínis Mexicanos! Quer conhecer mais sobre os modelitos que desfilam nas praias mexicanas? Então, é só ler o post e conferir!

Há quase dois anos quando me mudei para o México, decidi deixar todos os meus biquínis no Brasil, já que estava indo morar num país onde talvez tenham as praias mais lindas do mundo – e isso não se limita exatamente a Cancún e seu emaranhado de “caribes mexicanos”. Na verdade o México está rodeado de belezas naturais lindíssimas e todas merecem a fama que tem. Quero muito conhecer “Baja Califórnia”, principalmente a praia de Los Cabos, onde vira e mexe suas paisagens são cenários de algum filme hollywoodiano.

Belezas de praias à parte, hoje quero mesmo é falar sobre os biquínis que as mexicanas usam para ir à praia e/ou a piscina. Então, como eu disse, eu deixei todos os meus biquínis no Brasil com a mudança de país, pensando que seria muito fácil comprar vários modelitos aqui na terra do guacamole.  Me enganei muito ao fazer isso. Não que aqui não se encontre biquínis com facilidade, aqui se encontram muitos modelos de várias estampas como em qualquer país do mundo (ou quase todos!) – o problema está em se adaptar aos modelos mexicanos! Assim que me deparei com os modelos da América do Norte, logo vi que teria imensa dificuldade em usá-los porque a mudança dos tamanhos e o excesso de tecido são enormes comparados aos da terrinha do pau-brasil. Fui de loja em loja e até em algumas cidades diferentes em busca de algum que fosse no mínimo parecido ou que condissesse com a minha idade, mas nada! Tudo o que eu achava eram modelos que para nós brasileiras pareciam mais da década de 60 ou sem exageros, com as calcinhas da minha avó – e olha que eu não sou adepta ao fio-dental, mas também aquele exagero de tecido na parte traseira era uma afronta para mim! Rsrs!  Toda vez que provava um modelo achava que jamais conseguiria usá-lo, mas tive que me render e comprar ao menos um, afinal eu teria que aproveitar o verão mexicano que nos presenteia quase todos os dias com sol até quase oito da noite. No final de tudo, percebi que apesar da moda ser globalizada, os costumes do país influenciam muito na hora de vestir alguma coisa.

Por isso a dica desse post é: se você vai passar férias em algum lugar do México que tenha praia, traga todos os seus modelitos de biquínis brasileiros se não quiser ficar com uma marca no bumbum parecendo que usou a calcinha da sua avó – mas se você gosta de um modelito, como posso dizer, mais clássico, você estará no lugar certo pra fazer altas compras! Rsrsr!   Bom, o  final da história é que “consegui” comprar um modelo “c hico” (pequeno) e o uso no clube e na piscina do condomínio “adaptando-o”(usem a imaginação! Kkkkkk) um pouco para um modelinho brasileiro. E a minha primeira lição nisso tudo foi: Quando mudar para um país que você não conheça, traga tudo o que você realmente achar necessário e insubstituível e a minha segunda lição: na minha próxima ida à terrinha, os biquínis são itens número um de compra da minha listinha made in Brazil!” 🙂

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Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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Sapatos de tango

Sapatos de tango, acessório fundamental para o baile.

Quando eu era mais nova não era nada fanática por sapatos. Sempre achava uma tortura ter que sair para comprar um par de sandálias (ou qualquer outro calçado), principalmente quando não gostava do que estava na moda na ocasião (é duro ir de loja em loja e ver sempre a mesma coisa nas prateleiras!). Por isso encarava a tarefa como algo tão prazeroso como uma visita ao dentista :D.

Embora eu ainda esteja a léguas de distância de ser uma Carrie Bradshaw, com o passar do tempo fui encontrando mais atrativos em um bom par de sapatos (se tiver um belo salto alto, melhor ainda). E mais ainda agora, toda vez que vou a uma classe ou prática de tango, não posso deixar de ficar reparando nos sapatos das mulheres.

Os sapatos são fundamentais para o baile em qualquer nível, não somente para os famosos shows de tango para os turistas, mas também para fazer aulas ou sair para bailar em uma milonga. Usar sapatos adequados é muito importante para evitar lesões nos pés (como as terríveis joanetes!) ou nos joelhos.

A maior diferença entre os sapatos comuns e os sapatos para o tango é a base do calcanhar, que é mais larga. O sapato de tango está feito de maneira a assegurar uma boa pisada, proporcionando maior equilíbrio e estabilidade nas passadas; e evitar torções ou machucados durante o baile. Além disso, um bom sapato vai ajudar a manter a postura adequada.

Sapatos de tango animal print

Animal Print!

Os modelos femininos, além de serem fechados no calcanhar, também apresentam uma pulseira ao redor do tornozelo. Esse detalhe é super importante para que o sapato não saia do nosso pé no meio da pista de dança! Há vários modelos: podem com a ponta fechada ou aberta (esses, que deixam os dedinhos à vista, são chamados boca de pez) ou sandálias.

O tamanho do salto varia bastante, de acordo com o gosto de cada mulher. Sapatos rasteiros não são bons para dançar, porque o salto ajuda a deslocar o peso do corpo para a ponta dos pés e isso facilita os passos. Mas tem de tudo: de sapatos com saltos mais grossos e baixos que são cômodos, até os saltos finíssimos com  10 cm de altura ou mais. São lindos e deixam as pernas mais bonitas, mas tem que ter atitude para usar :D. Detalhe: quanto mais alto o salto, menos base de apoio para o pé, o que pode atrapalhar o equilíbrio.

Outro ítem muito importante é a sola, que é feita de couro para possibilitar uma passada suave e um bom contato com o chão. Os pés precisam deslizar suavemente enquanto dançamos, por isso as solas de borracha não são apropriadas. Alguns sapatos, principalmente os masculinos, também podem ter solas feitas de cromo.

Há várias lojas especializadas para comprar estes sapatos, por todos os lugares de Buenos Aires. Algumas das marcas mais famosas são Darcos, Comme il faut e Madreselva. Mas preparem as carteiras, os preços são salgadinhos: os modelos mais simples custam a partir de 400 pesos.

Estas são as características que fazem um bom par de sapatos para dançar tango. Nem faz falta comentar que a variedade de modelos e cores é muito maior para os sapatos femininos que para os masculinos (é a lei natural das coisas, hehe). Deixo a vocês uma bela seleção de modelos para admirar.

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Agora que já sabem quais são os melhores sapatos para bailar e já puderam escolher o modelo que mais combina com seu estilo, o que estão esperando para aprender a milonguear?

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Capulana, o tecido que veste Moçambique!

Ainda estou me perguntando como é que não falei sobre “capulanas” com vocês! Vou corrigir este tremendo erro hoje! 😉

Olhem as cores desta capulana! 🙂

A capulana é um tecido colorido muito usado em Moçambique. Pesquisei um bocado sua origem, e a versão mais disseminada é que ela foi trazida da Índia, e que até o povo português foi um dos grandes comerciantes e um dos responsáveis por este tecido se espalhar por África. Independente da veracidade da sua origem, incrível mesmo é um tecido tão simples ter sobrevivido há séculos. A capulana não é macia, chega a ser áspera, um tanto quanto grossa se comparada a seda e ao linho, mas é exatamente isso que a faz ser tão útil! Você dá um nó e fica.

Nas ruas de Moçambique a capulana veste ambas as classes sociais. Na camada mais pobre, ela é item obrigatório. Barata e suficiente para suprir a necessidade de vestir, carregar, sentar, etc, ela faz parte da cultura moçambicana. Já na classe média e alta, vejo que é usada em ocasiões mais específicas e de forma descolada, numa bolsa transada, um lencinho, etc. E é claro que qualquer mulher que chega em Moçambique fica doidinha querendo todas as capulanas e tudo que tem capulana: pulseiras, cadernos, colares, brincos, etc! 🙂 O jeito mais diferente que vi a capulana foi na coleção do estilista moçambicano, Nivaldo Thierry, onde ele abusou e fez mochilas belíssimas! Olha que linda nessa foto do Moçambique Fashion Week 2011:

O mais legal é ver os nenéns serem carregados pelas “mamas” na “neneca”! Neneca é o nome dado ao “cangururu” feito com a capulana, olha que bacana este passo-a-passo de como fazer a neneca!

By mamis Renata e sua querida filhota, Malu! (clique para ver em tamanho maior)

Se você não tem muito tempo, um ótimo lugar para comprar capulanas é a Casa Elefante que fica na Av. 25 de Setembro, quase em frente ao Mercado Municipal. Você vai encontrar das capulanas mais simples até umas com brilhos e num estilo mais psicodélico! Apesar de não ser caro, achei preços melhores na rua. A Casa Elefante já virou ponto turístico e aí já sabe, né?! Lá, as mais simples custam cerca de 100,00 Meticias (cerca de R$ 6,60), mas podem chegar a 300,00 MT dependendo da estampa e qualidade do tecido. Os lencinhos, que podemos por no cabelo, pescoço, etc, são cerca de 30,00 MT, um mais lindo que o outro!

Claro que eu já tenho as minhas né! 🙂 Além de poder fazer roupas bacanas, as capulanas servem como lindas cangas de praia!

Minhas capulanas!

E aí, gostaram de conhecer a capulana? Já se imaginaram fazendo “nenecas”, usando como lencinhos ou cangas?

 

*A Casa Elefante fica aberta de segunda a sexta-feira das 08h30 as 12h30 e depois das 14h00 as 18h00, e aos sábados das 08h30 as 13h. Vale a pena visitar!

 

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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Na passarela: Moçambique Fashion Week (MFW 2011)

Vou pedir licença pra sair um pouco da ordem cronológica dos posts porque na semana passada aconteceu um evento muito bacana aqui em Maputo: o Moçambique Fashion Week 2011!

Sabe o São Paulo/Rio de Janeiro Fashiow Week onde eu dificilmente colocaria os pés? Então, aqui eu pude participar do maior evento de moda do país já que não é tão elitizado e caro como em lugares glamurosos como o Brasil. Foi uma experiência incrível! Pra mim, isso é uma das coisas mágicas em Moçambique, eu posso participar de coisas que no meu país já são “inacessíveis” para nós meros mortais. Aqui está tudo começando, posso ver algo nascer e se desenvolver e imaginar como deve ter sido este processo nos lugares onde tudo já está estabelecido.

Recepção do Moçambique Fashion Week 2011 (Christiano, eu e Zeca)

O MFW é considerado um evento importantíssimo aqui e preenche uma semana inteira. Sucesso com o público, (dá pra ver nas redes sociais como Twitter e Facebook) possui uma grande equipe de profissionais envolvidos, estrutura enorme e claro, muita moda! Os desfiles foram bem diferentes e são divididos em 4 categorias: Young Designers (jovens estilistas moçambicanos), Estilistas Estabelecidos (estilistas moçambicanos veteranos), Estilistas Pan-Africanos (estilistas do continente africano) e Estilistas Internacionais (diferente do que o nome sugere, são estilistas de outros continentes). Analisando todas as noites, vi roupas lindas, “usáveis” e as que eu jamais usaria, mas faz parte, moda vai de gosto, né? Além da moda, vi shows e apresentações de danças típicas moçambicanas,  gente bonita e mega fashion, a Primeira Dama (esposa do atual presidente) e ações voltadas a conscientização do câncer de mama. (este último item rendeu outro post, pra ler clique aqui)

Nos desfiles dos estilistas moçambicanos vou confessar que fiquei surpresa. Como eles foram originais! Deu gosto de ver a criatividade moçambicana misturando itens característicos como as capulanas com tecidos leves como cetim e seda. A estilista vencedora foi Tausse Daniel, uma young designer moçambicana que teve sua coleção inspirada em seu próprio nome “Tausse” que significa “pavão” no dialeto africano Swahili, confira um dos modelitos elaborados por ela:

Mas a coleção moçambicana que mais me surpreendeu foi a do também young designer moçambicano, Nivaldo Thierry. Com um desfile voltado ao público masculino ele arrasou com as combinações modernas e as mochilas de capulana. Ficou lindo!

Entre uma escorregadinha de salto ali, umas apresentações artísticas meia-boca ali e outras “cositas más”, os estilistas foram ganhando o público no decorrer da semana e no último dia de desfiles os estilistas africanos deram um banho de moda, inclusive nos estilistas “internacionais” que haviam se apresentado no dia anterior. Foi um espetáculo de organização, plateia separada adequadamente, os artistas entre um desfile e outro fizeram apresentações ao vivo e muito animadas, as modelos usando sapatos adequados e desfilando muito melhor, cores lindas e modelitos ousados com tecidos muito diferentes, valeu a pena acompanhar! Saímos de lá babando! Que nos próximos todas as noites sejam iguais ou melhores que esta última! Confiram aqui todas as fotos do evento.

Uma outra surpresa do evento foi eu ter tido a oportunidade de conhecer um dos, se não o maior, estilista jovem de Moçambique: Taibo Bacar. A coleção dele já foi mostrada em Milão, chique né?

Espero que eu tenha conseguido mostrar um pouquinho do Moçambique Fashion Week pra vocês, não deixem de visitar o álbum na nossa página do Facebook e comentar sobre os modelitos, só assim pra gente se sentir uma Gloria Kalil! Rs…

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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Uma das estrelas do MFW 2011: Campanha contra o Câncer de Mama

Zeca entregando o brinde inusitado à 1ª Dama, Sra. Maria da Luz esposa do atual presidente de Moçambique, Armando Guebuza.

Umas das coisas mais interessantes que vi neste Moçambique Fashion Week 2011 foi a ousadia nas ações de uma campanha contra o câncer de mama. Ousadia porque aqui este assunto ainda é obscuro e até visto com certo pré-conceito, o jeito foi chamar atenção. O MFW tem se juntado todos os anos à Associação de Luta Contra o Cancro (ALCC) e investido sério em campanhas de consciencialização (como se diz aqui). Na noite do desfile dos Young Designers Moçambicanos,  foi entregue um brinde às mulheres que chegavam ao desfile. Quando abri o pacotinho, a esquisita surpresa: um sutiã com uma única taça. Ao ler a frase pendurada nele que dizia “Não deixe o cancro da mama virar moda. Faça o auto-exame e previna-se.” pensei, é… realmente mulher nenhuma vai querer usar um sutiã assim. Parece uma ação simples pra nós brasileiros que estamos cada vez mais acostumados com uma publicidade bem mais agressiva no nosso país, mas para cá acredito que foi inusitado. Eu via a expressão das mulheres quando abriam os pacotinhos, foi bem diferente. Vejam algumas fotos:

1ª Dama e convidada do MFW apreciando o brinde inusitado!

Mas inacreditável mesmo foi a ação do dia 07/12, no desfile dos Estilistas Estabelecidos. Quando cheguei no MFW me deparei com isto:

Eu e minha amiga também brasuka, Gabi, lendo o folheto!

Dá pra acreditar? Seios de fora! D+! Não pela nudez somente mas pela coragem, por incentivar a mulher a se tocar, isso aqui ainda é um grande tabu e quando já não é tabu nem sempre o conhecimento é disseminado. Foi esquisitíssimo apertar o seio de uma outra mulher, ainda mais com todo mundo olhando cheio de expectativa mas eu, e acredito que as outras mulheres que participaram, entendemos o recado e não vamos nos esquecer desta experiência! Parabéns pela coragem, malta (galera) moçambicana! 🙂 Ah! E ainda, o apertar dos seios funcionava como um botão, assim que apertei saiu um folheto ao lado explicando que o câncer de mama assim como o seio também é real, além de trazer no verso um passo-a-passo sobre como fazer o auto-exame, tecnologia, hein! Super automático! Rsrs… (Saiba mais sobre o “Cartaz Topless“)

A cereja do bolo foi uma campanha líndissima que usou heróinas e vilãs dos quadrinhos para incentivar o auto-exame. Tempestade e as Mulheres-Gato, Maravilha e Hulk uniram forças em prol da saúde feminina. Com uma ideia original e uma ilustração incrível da moçambicana Maísa Chaves, as imagens abaixo se tornaram um viral na internet e já foram compartilhadas por mais de 40.000 pessoas em todo mundo via redes sociais, além de estarem nos principais sites e blogs da área de Publicidade e Comunicação como o Ads of the World e o Clube de Criação de São Paulo. Desconheço outro episódio na publicidade moçambicana que tenha tomado esta proporção! Parabéns a toda equipe, DDB Moçambique! (para saber mais sobre publicidade moçambicana acesse o blog: Gramei.com)

Agência: DDB Moçambique
Criação (campanha em geral): Christiano Vendramine, Sara Vale, Erick Vansconcelos, Vânia Chiburi, Bento Litsur
Direção de Criação: Zeca de Oliveira, Anderson Lima
Ilustração: Maísa Chaves
Produção Gráfica: Faruk Issufo, Mauro Mussagy
Planejamento: Cristiana Oliveira
Atendimento: Vasco Rocha, Christine Ramela, Fernanda Neves
Mídia: Khida Ismael

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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