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Tango Festival e Mundial de Baile 2013

Festival e Mundial de Tango 2013

Festival e Mundial de Tango 2013

O Festival e Mundial de Tango de 2013 começa amanhã, dia 14, e vai até o dia 27 de agosto. Como todos os anos, esse é a grande festa para os amantes do tango do mundo todo: em 2012, o Festival convocou um público de 500.000 pessoas. Eu já tenho meus sapatos de tango preparadinhos pra não perder nada, como sempre!

Este ano serão mais de 2000 artistas que se apresentarão entre concertos, espetáculos de dança, a competição de tango, aulas, milongas, encontros e festas, todas estas atividades com entrada grátis.

Apresento pra vocês um resumo do que vai rolar no festival este ano, a programação completa pode ser consultada na página de festivais de Buenos Aires.

Festa de abertura

Este ano será no Centro de Exposiciones e vai ter como atração principal o Sexteto Mayor, que comemora 40 anos de atividade e contará com convidados especiais: a cantora Adriana Varela e o cantor Raul Lavié, que são referentes do tango e os bailarinos Gloria e Eduardo, entre outros.

Produções especiais

Todos os anos o festival dedica uma seção central à realização de projetos especiais e encontros inéditos. Este ano os destaques são a homenagem ao grande compositor Aníbal Troilo e o Laboratório Experimental Tanguero, na Usina del Arte, que cruzará o tango com experimentações em linguagem audiovisual e novas tecnologias aplicadas ao som.

Bandoneon, a alma do tango

Bandoneon, a alma do tango

Especial Fueye

O bandoneón é o símbolo do tango, e neste ano o instrumento musical será protagonista no festival através de concertos de solistas  virtuosos de diferentes lugares e gerações. Os destaques são os espetáculos Bandonéon Ecléctico, do músico argentino Victor Hugo Villena, radicado na França; Fueyes del litoral, que mistura o tango com o chamamé, que é um ritmo tradicional das províncias de Missiones e Corrientes; e Mike Augustsson, um bandoneonista sueco que toca pela primeira vez na Argentina.

Nuevos repertorios

Como sempre, o festival abre espaço para a produção dos compositores contemporâneos, que continuam dando vitalidade ao gênero e que fazem com que o tango continue expandindo suas fronteiras entre as novas gerações.

En continuado

Concertos íntimos com formato pequeno na sala de música de câmara da Usina del Arte. Destacam-se a Ronda de cantores, com vozes de diferentes estilos e gerações, e Los dorados veinte (parte II), com músicos de menos de 25 anos.

Orquestra de tango sub 25

Orquestra de tango sub 25

Los acústicos de la Usina

Em uma das melhores salas de música de Buenos Aires, concertos de grandes figuras do tango como Leopoldo Federico, Rodolfo Mederos e a Orquesta de Tango de la Ciudad de Buenos Aires.

Espetáculos de Dança

Os espetáculos do tango dança estão entre as atrações que mais atraem o público, e buscam recuperar a essência do salão de milonga, recorrendo diferentes estilos e linguagens. Este ano se apresentam três referentes de gerações diferentes: o bailarino Pablo Verón se apresenta pela primeira vez no festival; Miguel Angel Zotto, bailarino veterano que será homenageado no Luna Park; e Juan Carlos Copes, um dos nomes mais conhecidos da dança argentina, que apresentará La pesada del tango.

Fiestas y Milongas

As pistas se enchem de milongueiros de todas as idades para bailar nas sedes centrais do festival. Tem pra todos os gostos: tradicionais, com orquestas ao vivo, milongas eletrônicas com DJs e VJs e experimentais.

Aulas de dança

Aula de Tango

Aula de Tango

Outra atividade que costuma convocar muita gente é a parte das aulas de tango, que contam com profissionais reconhecidos tanto do estilo de pista como do tango de palcos. Aulas de técnica e estilo, de principiantes a avançados, tem pra todo mundo. Um destaque é a conferência bailada Mitos e verdades do baile de tango, da bailarina Laura Falcoff, que é sem dúvida a atração número 1 na minha lista de atrações, não perco por nada!

Mundial de Baile

Finalistas tango escenario 2012

Finalistas tango escenario 2012

Sem dúvida é o ponto alto do festival!! Durante todo o ano os casais de bailarinos do mundo todo competem em seus países para poder participar das rodadas classificatórias do Mundial de baile, que acontecem no Centro de Exposições, nas categorias Tango de Pista (tango de salão) e Tango Escenario (tango de palco).

Este ano a inscrição para participar do campeonato bateu um recorde, foram no total 556 casais de 37 países diferentes. Os classificados se encontrarão nas finais de cada categoria que acontecem nos dias 26 e 27 de agosto no Luna Park.

Os bailarinos serão avaliados por um júri profissional e o casal vencedor de cada categoria ganha um prêmio de 40.000 pesos e duas passagens para Paris por cortesia da Air France, entre outros prêmios. É tão emocionante que parece a Copa do Mundo!

Informações práticas

Todas as atividades são grátis. As atividades abertas da Usina del Arte, do Centro de Exposições e do Anfiteatro do Parque Centenario terão ingresso por ordem de chegada até esgotar a capacidade de cada lugar.

Para todas as outras atividades é necessário retirar as entradas previamente. As entradas das finais do mundial no Luna Park serão distribuídas no dia 19 de agosto às 11 horas na bilheteria do Centro de Exposições, até esgotar a capacidade de 10 mil entradas (aviso – tem que chegar muuuuuito cedo e esperar horas na fila, boa sorte!).

Sedes

Centro de Exposições: Avenida Figueroa Alcorta, esquina com Avenida Pueyrredón, em Palermo.

Usina del Arte: Rua Agustín Caffarena 1, esquina com Avenida Pedro de Mendoza, na Boca.

Anfiteatro do Parque Centenario: Avenida Angel Gallardo, esquina Rua Leopoldo Marechal, em Almagro (acesso por metrô da linha B, estação Angel Gallardo)

CCC Teatro 25 de Mayo: Avenida Triunvirato 4444, na Villa Urquiza (acesso por metrô da linha B, estação Echeverria ou Juan Manuel de Rosas)

Luna Park: Avenida Corrientes esquina rua Bouchard (acesso por metrô da linha B, estação Leandro N Além).

Telefone para informações: 0800-333-7848, de segunda a sexta de 10 a 20 horas.

Tango no pé

Tango no pé

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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The Cure na Argentina

Eu faria quase qualquer coisa pra ter você de volta ao meu lado,

Mas vou continuar sorrindo, escondendo as lágrimas nos meus olhos,

Porque garotos não choram.

(Boys don’t cry)

The Cure em Buenos Aires

The Cure em Buenos Aires

MARÇO DE 1987 – Nessa época tão distante, não existia CD, para ouvir música a gente ainda dependia dos velhos discos de vinil (os bolachões) ou a velha fita K7. Internet nem sonhava em nascer, então tinha que escutar rádio e ler a revista Bizz para estar a par das novidades. E rezar para que os artistas que a gente amava tanto estivessem dispostos a viajar horas e horas pra vir tocar no fim do mundo (para os padrões deles, claro). Em geral, isso acontecia quando os artistas já estavam em franca decadência e precisavam de mercados novos pra comprar o leitinho das crianças 😀

The Cure Ferro 1987

The Cure em Buenos Aires 1987, um desastre total

Mas de vez em quando acontecia algum milagre, e vinha gente que estava entrando no auge da carreira, como aconteceu com o The Cure, que veio fazer uma turnê na América do Sul em 1987. A turnê passou pelo Brasil e aqui na Argentina eles vieram tocar em duas noites de março no estádio do clube de futebol Ferrocarril Oeste. Foram duas noites memoráveis, mas no pior sentido da palavra.

Ingressos falsificados, invasão no campo, alambrados e muros derrubados, batalha campal entre a polícia e o público. A escalada da violência tomou conta das duas noites e o saldo de tudo isso foram várias pessoas feridas, cães da polícia mortos a chutes e pontapés e até um vendedor de cachorro-quente que morreu por um ataque cardíaco. A banda, que não tinha outra opção, saiu pra tocar no meio da confusão, mas na segunda noite uma garrafa de Coca jogada da platéia acertou bem em cheio a cara do Robert Smith e o show foi encerrado pela metade. Em seus diários de viagem, o cantor escreveu que “o campo lá fora não deve nada a Beirute”. Depois disso, reza a lenda que Bob Smith jurou que nunca mais pisava na Argentina.

1987 Cure Buenos Aires

Flyer Buenos Aires 1987

ABRIL DE 2013 – 26 anos depois da batalha épica, The Cure anunciou uma nova turnê latino-americana e, surpresa, Argentina fazia parte do roteiro! A notícia colocou a galera em polvorosa, incluindo euzinha, que sou fanzoca da banda. Ainda mais depois que eu vi a lista das músicas que eles tocaram nos shows do Brasil, que aconteceram uma semana antes do daqui.

Dessa vez o clima foi mais do que tranquilo. O show foi no estádio do River Plate, o Monumental de Nuñez. Cheguei lá um pouco antes das oito da noite e fui buscar a entrada para o meu setor, que era Platéia Alta (arquibancada lateral). A entrada estava bem organizada e nenhuma fila. Mostrei meu ingresso e passei pela catraca numa boa, duro foi subir as escadarias pra chegar no lugar (eita, véia).

Robert Smith guitarra

Recadinho sobre a morte da Margareth Thatcher e apoio às causas feministas

Detalhe: chegando lá em cima tinha uns carinhas (que eu aposto que eram da torcida organizada do River, uma máfia – como qualquer outra torcida organizada) “auxiliando” a galera. Um deles se aproximou de mim e pediu pra ver meu ingresso pra saber qual era a porta que eu tinha que entrar. Mostrei e ele me indicou o caminho, mas antes me fez uma proposta indecente: por uma propina ele podia me colocar em um lugar melhor pra ver o show. Com o frio que fazia (muuuuuito), um lugar melhor pra mim significava ou no backstage (sonho meu!) ou num lugar fechado com uma poltrona confortável e um cobertor quentinho, mas como isso é impossível em um estádio, apenas respondi que no, muchas gracias 😀

Depois de me acomodar em um lugar legalzinho, só faltava esperar um tempinho antes que o show começasse. Fiquei vendo a galera lá do gramado chegando, a princípio tinha pouca gente, mas foi enchendo cada vez mais. Como o estádio fica quase ao lado do Aeroparque, também me distraía vendo os aviões que passavam bem pertinho dali a caminho de aterrissar no aeroporto.

ETNA3G

Eu no Monumental vendo o palco lá de longe

A ansiedade foi tomando conta, mas durante a espera fiquei irritada com duas coisas: a música que tocava nos auto-falantes era uma porcaria total, os produtores bem que podiam ter armado uma playlist com hits dos anos 80 que ia combinar perfeitamente com o clima da banda, mas colocaram cada música que doía nos ouvidos. Depois tive que aguentar a sempre obrigatória banda de abertura, não sei porque fazem isso nos shows. Dessa vez era uma chamada Utopians, que faziam um punk/grunge/sei-lá-o-que-mais que não tinha nada a ver com o som do The Cure. Um saco! (eita, véia 2) 😀

Se eu tivesse pensado nas palavras certas,

eu poderia ter ficado no seu coração.

Se eu tivesse pensado nas palavras certas

Eu não estaria rasgando todas as minhas fotos de você

(Pictures of you)

Robert Smith

Robert Smith, quero me casar com você. Me liga!!

Finalmente as luzes se apagaram e a multidão começou a gritar. Lá de longe eu vi a banda entrando  no palco. Os primeiros acordes e já começam tocando Plainsong, Pictures of you, Lullaby e Lovesong, todas do meu disco favorito, Disintegration, de 1989.  Meninos podem não chorar, mas eu chorei demais em Pictures of you, uma das músicas mais lindas do The Cure. Chorei e cantei ao mesmo tempo, é difícil mas dá pra fazer 😀

O show foi impecável, desde a iluminação e o som ao repertório, os músicos e o Robert Smith, que é a alma do grupo. As músicas, das mais góticas às mais pop, foram desfilando durante o show. No final, quando voltaram para o bis, uma fileira de hits clássicos que terminou com  Boys don’t cry, 10:15 Saturday night e Killing an arab, todas do primeiro disco deles, Three Imaginary Boys, que foi lançado em … 1979 !!!!! Dá pra acreditar que já passou todo esse tempo?

Três horas e meia depois e 40 músicas tocadas, eles já não voltariam mais ao palco. Antes de ir embora, Robert Smith agradeceu a platéia com seu jeito tímido, apenas com um Tchau, NOS VEREMOS OUTRA VEZ !!! Saí do estádio e voltei pra casa com um sorriso no rosto que não me abandonou e não se desfez mais a noite inteira. Sonhei com gatos góticos e homens de cabelo desgrenhado.

Já fazia um tempão que eu não ia em shows de estádio, porque meus ídolos são todos velhinhos e só fazem shows em casas pequenas (menos os Rolling Stones, que são velhinhos mas ainda fazem shows em estádio). Foi muuuuito bom e me deu uma nostalgia da época que eu não perdia um Hollywood Rock por nada neste mundo! E em maio vou ver os Pet Shop Boys, outro ícone dos anos 80, só que vai ser em lugar fechado, no Luna Park. Não se preocupem que depois eu conto pra vocês como foi, ok? 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Tem carnaval na Ásia? Tem sim, senhor!

Foliã no carnaval de Taiwan

Dia desses, estava eu aqui pensando sobre a alegria que reina no Brasil no momento, na galera se preparando pra curtir o carnaval, na preparação das fantasias e na dedicação das pessoas que trabalham dia e noite nos barracões das escolas de samba, e fiquei assim: meio borocoxôNão que eu seja fã de carnaval, muito pelo contrário, me acho desanimada demais pra isso. Até já tive a oportunidade de desfilar em uma escola de samba de São Paulo (faz  muito anos), mas vou confessar pra vocês: acho que não repetiria o feito.

algumas fantasias são confeccionadas por brasileiros

Tá, mas depois de todo esse blá blá blá, vocês devem estar pensando: se a fulana diz não gostar de carnaval – por que cargas-d’água ficou borocoxô? Calma, gente, eu explico: Eu quis dizer que, apesar de não ser lá muito animada pra encarar a maratona de desfiles, blocos, bailes e afins, a sensação de alegria que invade o Brasil nessa época do ano me agrada muito. Eu gosto de ver como as pessoas conseguem esquecer por um momento suas dificuldades e cantam, e sambam, e são felizes. Pode até ser uma falsa felicidade, mas eu sinto uma saudade imensa dessa atmosfera de animação.

E agora, por estar tão longe de casa e saber que por aqui não rola nada parecido, bateu aquela nostalgia… Acho que quem mora há muito tempo fora do Brasil me entende, né? Mesmo aquelas pessoas, que como eu, não curtem tanto o carnaval.

Bom, resulta que estava eu sentada numa cafeteria divagando sobre isso: sobre como o povo brasileiro é único, divertido, alegre, animado, de bem com a vida e tal… E meus olhos foram certinho na revista que minha vizinha de mesa estava lendo. A matéria dizia assim:

“Você não precisa atravessar o mundo para ir ao Rio, no Brasil, curtir o Carnaval, quando há uma festa similar em Taipei, Taiwan todos os anos…”

Como assim? Meu queixo caiu!! E como a minha curiosidade aliada à saudade ninguém segura, nem preciso dizer que corri  pra procurar a bendita revista!! Pois é, li tudinho, me informei e pronto, foi suficiente pra espantar a tristeza pra lá. E é isso aí, minha gente, do lado de cá também rola uma festa um pouco parecida com o nosso famoso carnaval. Quando comecei a ler, achei esquisito pra caramba, porque quando a gente pensa em China, carnaval não é a primeira coisa que nos vem à cabeça, não é verdade?

Mas parece que eles têm investido muito nesse evento. A primeira festa de carnaval em Taiwan ocorreu em 2002 e teve apenas 200 participantes, já em 2012 esse número mudou pra 5.000 participantes. E a cada ano que passa o evento só tem crescido e atraído pessoas de todas as idades e estilos de vida. O carnaval de Taiwan tem um pouquinho do carnaval do Rio de Janeiro misturado com elementos do Mardi Gras, da Nova Orleans, que são combinados com elementos típicos da cultura de Taiwan. É uma misturada danada,  mas mesmo assim eles fazem sua festa e se divertem.

Folião no carnaval de Taiwan

Será que a chinesinha sabe sambar?

Ainda na cafeteria, rebobinei a fita e voltei anos atrás no meu desfile em São Paulo: além da Vai Vai, escola na qual desfilei, ter ficado em penúltimo lugar e por pouco não ter sido rebaixada para o grupo de acesso (acho que ainda por cima sou pé frio… rsrs), a minha bota apertou e fez um calo enorme; a fantasia era muito grande e pesada e me fez uma ferida no ombro; choveu o tempo todo e molhou todas as penas o que fez a fantasia pensar ainda mais; a fila pra comprar uma garrafinha de água era quilométrica e a do banheiro nem se fala; pegar um táxi pra voltar pra casa era quase impossível; tentar enfiar a fantasia com tantos penduricalhos no porta mala do tal táxi um sacrifício, e conseguir chegar em casa depois do exaustante desfile foi uma odisséia.

É, pessoal, acho que senti saudades apenas da alegria mesmo, quando penso no trabalhão que deu todo o preparo prévio pra desfilar e participar de uma festa assim, prefiro ficar aqui, quietinha no meu canto, só saudadeando!! Mas, de qualquer forma, respeito quem curte e tiro o chapéu pra aquelas pessoas que têm energia de sobra pra pular os quatro dias de carnaval.

E, pra quem estiver do lado de cá e quiser relembrar um pouquinho dessa festa tão popular, não custa nada dar um pulinho em Taiwan. Mas eu aviso logo, apesar de algumas fantasias serem confeccionadas por brasileiros e tal…  Quem quiser vir que venha, mas por seu próprio risco – eu não posso garantir que a alegria e o rebolado sejam os mesmos… Rsrs 😉

Aproveitem o Carnaval, pessoal!!

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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Festival e Mundial de Tango Buenos Aires 2012

Tango Buenos Aires

Festival e Mundial de Tango 2012

O calendário de eventos da cidade de Buenos Aires funciona há muitos anos como um reloginho. Em janeiro e fevereiro temos o festival de verão, em abril o Bafici (que eu amo!), em novembro o festival de Jazz e por aí vai. Isso é muito bom porque sempre tem atividade cultural rolando por aqui e é mais fácil se programar (inclusive para turistas) para não perder as atrações que a gente mais gosta.

Agosto é o mês mais tangueiro do ano. O Tango Buenos Aires Festival e Mundial é o maior encontro anual deste gênero tão portenho e a edição 2012 começou no dia 14 e vai até o dia 28, são 15 dias a puro tango e com todas as atividades gratuitas. O evento tem repercussão internacional e convoca público de todo mundo.

A abertura do festival este ano aconteceu na Usina del Arte, no bairro da Boca, uma sala de espetáculos que foi inaugurada alguns meses atrás (e que terá um post inteirinho dedicada a ela em breve). O evento era somente para convidados e alguns sortudos que ganharam entradas em um concurso do Facebook (eu ganhei!! :D) e a atração principal foi um recital da Orquesta Típica Sub 25 e a participação especial dos bailarinos Juan Carlos Copes e sua filha, Johana Copes, que são dois dos maiores nomes do baile de tango da Argentina.

Usina da Arte no bairro da Boca

Usina del Arte, no bairro da Boca

Além da Usina del Arte, as outras sedes do festival são o Centro de Exposiciones Recoleta, o Anfiteatro do Parque Centenario, os teatros Colón e Regio (bem pertinho da minha casa, maravilha!) e o estádio Luna Park, onde será o encerramento.

Principais atrações e atividades

mudial de tango buenos aires 2012

Eliminatórias Tango Escenario

A programação completa do festival pode ser acessada aqui. Como são centenas de atividades diferentes seria impossível falar de todas, então deixo a listinha com os destaques e os meus favoritos desta edição 😉

Mostra Permanente Piazzolla Íntimo e Universal: Este ano o Festival faz um tributo a Astor Piazzolla, aos vinte anos de sua morte. Além de vários recitais que fazem homenagem ao compositor e sua obra, também organizaram esta mostra permanente com manuscritos, desenhos e mais de 250 fotografias, muitas delas inéditas, que revelam aspectos tanto de sua vida íntima quanto de sua vida pública.

Concertos e recitais: foram agrupados em ciclos temáticos, abarcando todos os estilos e misturando desde as formas mais tradicionais do tango quanto a nova geração de tangueiros apelidados de Sub 25, artistas e compositores de vinte e poucos anos que fazem mais que reinterpretar os clássicos, estão produzindo música nova, garantindo assim a continuidade e a vigência do tango.

Novos nomes do tango

Orquesta Sub 25 – um gênero que se renova

Os shows mais interessantes ficam por conta do ciclo Piazzolla (para mim é o grande referente de todos os tempos); o tango eletrônico do Tanghetto, que comemorou dez anos de existência; a cantora Adriana Varela cantando os clássicos do tango e a Orquesta El Porvenir, que é formada por crianças de bairros carentes da cidade.

Além disso, as propostas que mais me chamaram atenção foram os recitais que misturam tango com jazz; uma apresentação da cantora Karina Beorlegui que faz uma ponte entre tangos e fados e a Orquesta Fleurs Noires, formada só por mulheres, algo que é muito raro em um ambiente que é predominantemente masculino como o tango (ahamm, seria muito indelicado dizer ‘ambiente predominantemente machista como o tango’? :D).

Teatro Colon Buenos Aires

Espetáculo Tangocontempo no Teatro Colon

Milongas, classes e práticas de tango: Além dos concertos e recitais, o festival também oferece muitas aulas práticas (desde o nível básico até o mais avançado) para que o público coloque a mão, ou melhor, o pé na massa. E também os espetáculos de baile, que fazem cair o queixo, além das milongas onde todos vão para dançar.

Tem um monte de atrações imperdíveis nesta categoria, com destaque para o espetáculo de dança Tango y fútbol, que une elementos da dança, do esporte e fragmentos do livro El fútbol a sol y sombra, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Entre as milongas, se destacam as de tango eletrônico e a Milonga de encerramento. E entre as diversas aulas oferecidas pelos bailarinos e milongas mais famosos de Buenos Aires se destaca a aula de Johana Copes exclusiva para mulheres.

Festival de Tango Buenos Aires

Onde é o fim da fila?

Mundial de Baile: a Copa do Mundo dos bailarinos de tango é, sem dúvida, a atração de maior sucesso do Festival. Em vários lugares do mundo os casais participam de campeonatos e os vencedores vêm para Buenos Aires para competir entre si e com os donos da casa. As categorias são o tango escenario (o tango para os palcos, cheio de acrobacias e piruetas) e o tango salón (o baile apropriado para as pistas de dança). Os campeões são escolhidos por um júri especialista.

As entradas para as finais de cada categoria são distribuídas antecipadamente e são disputadas quase a tapa. Este ano fizeram a entrega na 2a-feira passada, que era feriado aqui e em três horas já estava tudo esgotado, dá uma olhadinha na fila que se formou, uma loucura 😀

Mundial de Tango Buenos Aires

Classificatórias do Mundial de Tango

*As fotos utilizadas foram retiradas da página oficial dos Festivais de Buenos Aires no Facebook.

Bueno, já deu pra ter uma noção de tudo o que esse festival movimenta. É mais ou menos similiar ao que acontece com o Carnaval brasileiro (em uma escala muito menor, obviamente), com vários meses de preparação antes da grande festa. Sorte nossa que como público, a única coisa que temos que fazer é participar e curtir! Deixo pra vocês esse vídeo com uma das melhores músicas de Piazzolla, Libertango. Que tal dar uma espiadinha?

 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Meu contato com música africana, 6 bandas e cantores que você vai gostar!

Eu não sou uma musicopédia ambulante (se é que isso existe, rsrs…), mas desde que voltei para o Brasil, umas das coisas que mais tenho gostado de apresentar aos meus amigos são as músicas africanas.

Diferente do convencional mostrado na TV, nem só de batuque vive África! Em Moçambique, tive a oportunidade de conhecer pessoas viciadas em música de qualidade e ir em eventos com bandas que jamais eu conheceria se não tivesse morado lá, e disso tem nascido um novo gosto musical! Como eu citei acima, eu não sou “nerd”, não sei nomes de CD’s, em que ano foram gravados, qual a capa de determinado álbum, etc. Meu iPod vai de Britney Spears, passando por Audioslave, indo à Novos Baianos, sem problema algum! Rsrs… Então, vou colocar aqui aquelas bandas e intérpretes que eu gostaria que vocês ouvissem de verdade e sentissem a vibe boa dessa terra abençoada, chamada África! (cliquem nos nomes para verem páginas e sites oficiais)

Freshlyground

Essa banda é d+++! E vocês já devem ter ouvido o som deles porque na Copa do Mundo de 2010, a música tema, onde a intérprete principal foi a Shakira, foi gravada com eles! Lembram do “Waka waka”? Então! Bom, mas eles são muito mais do que “Waka waka, eh eh”, eu os vi ao vivo em um show num país vizinho chamado Suazilândia e foi incrível! Me acabei de dançar e me apaixonei definitivamente por eles! Todos os integrantes são africanos, e o cara do violão é o moçambicano, Julio Sigauque! 🙂 Aí vai a música que  eu mais gosto pra vocês sentirem o gostinho!

2º Asa

A voz dessa mulher é indescritível de tão boa! Asa (leia-se, Asha), é de Lagos, na Nigéria, mas tem grande influência francesa devido sua criação e ela me ganhou com o álbum que leva o próprio nome, lançado em 2008. Eu consigo ouvir este álbum inteiro mais de 3 vezes por dia numa boa! É delicioso! Infelizmente não consegui ver um show dela, mas… ainda criarei oportunidades! 😉 A música abaixo é a minha preferida, casaria facilmente ao som dela!

3º Goldfish

Ah!!! Eu os vi num festival também na Suazilândia e adorei! Eles foram a atração principal da 1ª noite de shows do Festival Internacional de Artes Bush Fire 2011, e o pezinho não ficava parado de jeito algum! Até onde eu sei, direto da África do Sul, Dominic Peters e David Poole misturam música eletrônica com jazz e música africana. Será que deu certo? Ouçam aqui e comentem o que acharam!

4º Jeremy Loops

Eu o conheci em Maio de 2012, e caí de amores! Direto da Cidade do Cabo (Cape Town) na África do Sul, esse carinha simpático é uma banda praticamente sozinho! Calma, deixa eu explicar! Rsrs… Ele toca diversos instrumentos, inclusive utiliza itens alternativos como brinquedos de criança, faz vozes diferentes, e ao vivo, grava cada som e depois vai juntando e formando a melodia! Enfim, é um fofo! Estávamos todos sentadinhos no gramado do Bush Fire 2012, quando ele apareceu do nada, caladinho, com seu All Star e sua boina com pena a la Peter Pan… e em 5 minutos ele fez todo mundo levantar e pular enlouquecidamente! Vejam que fofura!

5º Napalma

Eu não sei se ela pode ser considerada uma banda brasileira ou africana, mas eu os descobri em África, então vale! Rs… Isso porque um integrante é moçambicano, outro brasileiro e outro israelense (eu acho) e tudo indica que eles moram na África do Sul. Fica difícil definir e dá pra imaginar a mistura sonora, né? Os conheci também no Bush Fire deste ano e foi um dos shows mais dançantes! A comunidade brasileira foi a loucura, já que eles inserem muitas frases em português e é uma batucada só! Na época deste festival, faz frio na Suazilândia mas eles me fizeram suar! Heheheh

6º Ayo

Bom, o show dela não foi lá essas coisas no Bush Fire deste ano. Acho que o estilo dela era muito lentinho pro povo maluco que tava lá! Rsrsr… Mas a voz dessa alemã com alma africana é linda, e cá entre nós, ela também é linda e simpática! Quando ela sentiu que nós, o público do show na Suazilândia, estávamos meio acanhados, ela desceu do palco e foi pro meio do povo! Uma doida, mas conseguiu o apogeu do espetáculo com a galera gritando muito! A música que todo mundo ama é essa aqui:

Que os amantes da música africana me perdoem, mas quis deixar aqui as músicas e bandas que tive realmente contato nesse meu 1 ano e 2 meses de África! Espero que gostem da minha singela seleção!

E é ouvindo esse tipo de música que tenho conseguido me manter assim, neste clima! Hihihih

Eu curtindo muuuito o Festival de Artes, Bush Fire, na Suazilândia! (2012)

E aí, qual vocês mais gostaram? Algum som bom pra me indicar? 😉

 

 Sâmela Silva, direto de São Paulo, Brasil, mas morta de saudade de Maputo, Moçambique.

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Sapatos de tango

Sapatos de tango, acessório fundamental para o baile.

Quando eu era mais nova não era nada fanática por sapatos. Sempre achava uma tortura ter que sair para comprar um par de sandálias (ou qualquer outro calçado), principalmente quando não gostava do que estava na moda na ocasião (é duro ir de loja em loja e ver sempre a mesma coisa nas prateleiras!). Por isso encarava a tarefa como algo tão prazeroso como uma visita ao dentista :D.

Embora eu ainda esteja a léguas de distância de ser uma Carrie Bradshaw, com o passar do tempo fui encontrando mais atrativos em um bom par de sapatos (se tiver um belo salto alto, melhor ainda). E mais ainda agora, toda vez que vou a uma classe ou prática de tango, não posso deixar de ficar reparando nos sapatos das mulheres.

Os sapatos são fundamentais para o baile em qualquer nível, não somente para os famosos shows de tango para os turistas, mas também para fazer aulas ou sair para bailar em uma milonga. Usar sapatos adequados é muito importante para evitar lesões nos pés (como as terríveis joanetes!) ou nos joelhos.

A maior diferença entre os sapatos comuns e os sapatos para o tango é a base do calcanhar, que é mais larga. O sapato de tango está feito de maneira a assegurar uma boa pisada, proporcionando maior equilíbrio e estabilidade nas passadas; e evitar torções ou machucados durante o baile. Além disso, um bom sapato vai ajudar a manter a postura adequada.

Sapatos de tango animal print

Animal Print!

Os modelos femininos, além de serem fechados no calcanhar, também apresentam uma pulseira ao redor do tornozelo. Esse detalhe é super importante para que o sapato não saia do nosso pé no meio da pista de dança! Há vários modelos: podem com a ponta fechada ou aberta (esses, que deixam os dedinhos à vista, são chamados boca de pez) ou sandálias.

O tamanho do salto varia bastante, de acordo com o gosto de cada mulher. Sapatos rasteiros não são bons para dançar, porque o salto ajuda a deslocar o peso do corpo para a ponta dos pés e isso facilita os passos. Mas tem de tudo: de sapatos com saltos mais grossos e baixos que são cômodos, até os saltos finíssimos com  10 cm de altura ou mais. São lindos e deixam as pernas mais bonitas, mas tem que ter atitude para usar :D. Detalhe: quanto mais alto o salto, menos base de apoio para o pé, o que pode atrapalhar o equilíbrio.

Outro ítem muito importante é a sola, que é feita de couro para possibilitar uma passada suave e um bom contato com o chão. Os pés precisam deslizar suavemente enquanto dançamos, por isso as solas de borracha não são apropriadas. Alguns sapatos, principalmente os masculinos, também podem ter solas feitas de cromo.

Há várias lojas especializadas para comprar estes sapatos, por todos os lugares de Buenos Aires. Algumas das marcas mais famosas são Darcos, Comme il faut e Madreselva. Mas preparem as carteiras, os preços são salgadinhos: os modelos mais simples custam a partir de 400 pesos.

Estas são as características que fazem um bom par de sapatos para dançar tango. Nem faz falta comentar que a variedade de modelos e cores é muito maior para os sapatos femininos que para os masculinos (é a lei natural das coisas, hehe). Deixo a vocês uma bela seleção de modelos para admirar.

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Agora que já sabem quais são os melhores sapatos para bailar e já puderam escolher o modelo que mais combina com seu estilo, o que estão esperando para aprender a milonguear?

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Uma noite com o Rei!

Foto: Cristiane Rachid

Na noite da ultima quarta feira, eu e o maridão  Paulo (junto com mais dois casais de amigos muito queridos brasileiros) fomos a um show do rei Roberto Carlos em Querétaro. Foi uma noite especial, maravilhosa! Eu que não era tão fa assim, saí do show completamente apaixonada pelo rei. Ele é de uma luz, de um carisma e simplicidade que poucas estrelas conseguem ter e manter depois de doses altíssimas de sucesso e fama – talvez seja esse o motivo do sucesso ser algo crescente em sua vida mesmo depois de anos de estrada – além do talento e voz inigualável. Fui surpreendida em tudo nesse dia. Ao chegar, pegamos uma fila enorme para estacionar e ainda tomamos um banho de chuva, já que nesse dia Querétaro nos brindou com uma chuvona, mas que também teve seu lado bom. Na fila para troca das entradas para o show encontramos mais um casal de amigos muito queridos que moram aqui em Celaya, a Cris e o Carlos ( ela me cedeu algumas fotos e o vídeo também é dela! Obrigada Cris!) e também conheci um mexicano que não me lembro do seu nome mas que me relatou do seu amor pelo Rei. Disse que onde o Roberto estiver aqui pela América do Norte ele vai ver. Que já tem mais 800 músicas dele e em vários idiomas e que agora estava se planejando ir a um cruzeiro de 26 a 30 de janeiro de 2013 que Roberto cantará . O Roberto faz parte de uma minoria da artistas que conseguem ser imortalizados ainda em vida e a sua longa trajetória nos demosntra o quão valiosa é a sua obra. Por tudo isso e muito mais ele merce todo o nosso respeito e admiração.

Quem “abre” o show é ilustríssimo maestro Eduardo Lages, simplesmente emocionante! Seu talento é visto a quilômetros de distância!  Depois disso o Rei aparece e começa cantar “Emoções” em espanhol e a maioria do repertório é quase todo em espanhol.  Ele cantou uma música que eu particularmente não conhecia que se chama “El gato triste y azul” .  Ele comentou durante o show que já foi premiado em algum festival de mil novecentos e bolinhas que ele participou  cantando essa música que faz muito sucesso aqui no México, mas que ele não conseguiu fazer uma versão em português para a mesma porque ele nunca viu um gato que voa e que é azul… hehehe! Foi um dos momentos de descontração da noite – mas tiveram outros, ele também apresentou sua banda inteira e contou algumas histórias dos músicos, já que a maioria está com ele na estrada faz muito tempo. Também gostei quando ele junto com a banda cantou parabéns para um dos seus músicos e alguém de sua equipe de staff e ainda os abraçou com muito carinho.   Ai Meus Deus, que tietagem… Hehehe! 🙂

O show durou cerca de uma hora meia, mais ou menos e depois de se despedir (pela primeira vez) o público pediu que ele cantasse a última e ele com toda a sua simpatia voltou umas três vezes. Mas o show só chega ao final  se ele jogar as rosas para sua plateia não é? Nessa altura do show já estávamos todas de pé e muitos já haviam chegado à borda do palco para tentar a proeza de conseguir uma rosa, foi aí que eu, e as amigas Priscila e Ivânia fomos também tentar a sorte!  Saímos correndo e conseguimos chegar bem pertinho do Rei,  aproveitei esse momento para tirar algumas fotos dele, mas a rosa por pouco eu não consegui – quem teve essa sorte foi a Ivânia. (Tem foto dela com a rosa no final). E ainda, a nossa amiga brasileira Cris nos filmou vendo os show, olha o vídeo que legal!

Foi muito divertido! Eu achei o máximo! Vi o show de um dos maiores ícones da música brasileira e fiquei maravilhada ao ver como os mexicanos idolatram o Rei Roberto Carlos. Casa cheia e as músicas na ponta da língua de todos! Não é a toa que ele leva  o título de Rei e existe uma imensidão de pessoas apaixonadas por sua obra. Um tesouro que se eternizou e que encanta gerações e gerações! Roberto Carlos sem dúvida é o maior artista do Brasil e seu legado é eterno!

E você, também gosta do Rei? Qual é a sua música preferida?  Tem alguma história envolvendo o seu amor pelo rei que tenha marcado a sua vida? Compartilhe, conte-nos a sua história!

Até a próxima aventura!

* Os nomes e as fotos citadas no texto, foram autorizados pelos mesmos!

 

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Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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