Archive for the ‘Transporte’ Category

Um presente em 2013: a gatinha Leona voltou de Moçambique!

Para quem não acompanhou minha saga, fui morar em Maputo (Moçambique) em Abril de 2011 e claro que eu não podia deixar minha gatinha de estimação aqui em São Paulo. Resultado, Leona foi comigo.

Quando voltei para o Brasil, em Junho de 2012, não tive condições de trazê-la de imediato. Após me instalar e contar com alguns amigos anjinhos que auxiliaram no retorno, a bichana desembarcou em Guarulhos no dia 16 de Julho deste ano! \o/

Se você deseja viajar com animais minha dica é: faça tudo com antecedência e tenha muita paciência. Os órgãos governamentais e as companhias aéreas são extremamente lentos, caros e burocráticos. Ah,  se informe sobre o passaporte de animais, pode auxiliar no processo!

Passaporte para cães e gatos

Passaporte para cães e gatos

Como na ida já tínhamos entendido boa parte do fluxo e da documentação necessária, a volta foi mais tranquila.

Tivemos que conseguir os atestados de saúde e autorizações de Moçambique e África do Sul, comprar a passagem aérea, e com as cópias em mãos pude espera-la no aeroporto. O custo foi muito parecido com o da ida, o azar foi que este ano o dólar foi às alturas e isso refletiu no preço da passagem. Ficou mais caro ainda! (clique para ter mais detalhes)

Mas como se trata de Sâmela Silva… Aí vai a parte novelística:

Leona chegou em São Paulo as 23h do dia 16/07 (terça) mas os órgãos que autorizam a entrada de animais no país só funcionam em horário comercial. Logo, só pude dar entrada na papelada no dia seguinte as 08h00.

Fui toda feliz e aflita busca-la, afinal a bichinha já estava cerca de 9h esperando no aeroporto. (fora as 12h horas de voo, mais as horas de espera nos demais aeroportos, etc, enfim, uma judiação) Mas, como tudo que depende de processos arcaicos e gente com má vontade, foi pior do que eu pensava. Depois de um vai e volta de papelada, paga isso, paga aquilo, fui encaminhada para o setor da Polícia Federal que cismou que eu estava importando a Leona. Sim, meus amigos. Como se não houvesse quase gatos no Brasil, o funcionário da Polícia Federal teve a cara-de-pau de dizer que eu poderia muito bem estar trazendo um gato moçambicano com as mesmas características que constavam no RGA da gata que eu dizia ser minha. (RGA: Registro Geral Animal, é o RG dos animais que a Prefeitura de São Paulo me forneceu quando a castrei)

Foi de surtar!!!!

Se eu não comprovasse que Leona era brasileira e meu animal de estimação, teria que pagar cerca de R$ 800,00 de imposto, dinheiro que eu não tinha. O que eles queriam era a comparação do nº do microchip, dado que não constava no RGA porque na época que o fiz ela ainda não havia sido microchipada. Tive que pedir auxílio à South African Airlines, companhia aérea que fez todos os nossos trajetos. Eles me auxiliaram a resgatar os documentos de quando a levei para Moçambique e neles constava a numeração do microchip. Era quase meio-dia, 13 horas depois que ela havia desembarcado, quando consegui comprovar que Leona era minha mesmo.

A má vontade dos funcionários foi enorme, acho que ninguém parou pra pensar no estresse e saúde física do animal.

Por sorte, Leona aguentou muito bem! 🙂

Nosso encontro foi muito emocionante, pelo menos pra mim! Rsrsrs… Ela estava bem cansada e arisca, mas ao ver uma caixa de areia, água e comida ficou felizona! Heheheh Sou grata a todos que cuidaram dela na minha ausência e a todos que de alguma forma me auxiliaram a trazê-la!!!

A gente se amando no Brasil de novo! :) (tapete by @camisaflorida)

A gente se amando no Brasil de novo! 🙂 (tapete by @camisaflorida)

Ter um animal de estimação é uma grande responsabilidade. Então pense bastante antes de embarcar nessa! Abandonar está fora de cogitação e é preciso estar preparado para as mudanças que a vida pode trazer!

Passar por toda essa experiência com a Le só nos uniu ainda mais! Tô bem feliz com o retorno da gata “africana” e não podia fechar o ano sem contar isso a vocês!!! 😉 Olha ela já sensualizando no Brasil!!

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 Sâmela Silva, direto de São Paulo, Brasil, mas cheia de saudade das aventuras em Maputo, Moçambique.

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Adeus ao trenzinho de madeira

Os trens de madeira portenhos deixaram de circular

Uma das curiosidades de Buenos Aires se despediu da cidade na última sexta-feira. Os trens de madeira da linha “A” do metrô fizeram sua última viagem e serão substituídos por trens novos Made in China. Para a modernização da frota, o serviço desta linha estará fechado permanentemente até o dia 08 de março, para o descontentamento de cerca de 150.000 usuários diários e para os locais comerciais que funcionam dentro das estações.

Os trens de madeira, que começaram a operar em 1913 e eram os trens mais velhos ainda em funcionamento no mundo todo, foram construídos pela companhia belga La Brugeoise. Do total de 95 trens, apenas 55 estavam operando, os outros já estavam fora de serviço ou em manutenção.

Detalhes do trem de madeira de Buenos Aires

Com a retirada dos trens de serviço, vários detalhes que faziam parte da viagem também desaparecerão: as portas que abrem e fecham manualmente, os assentos de madeira que parecem bancos de praça, as lâmpadas incandescentes com sua luz amarelada, os espelhos ao lado das portas.

O destino dessas relíquias ainda é incerto. Até agora o governo só especificou o uso que vão dar a algumas unidades. O pátio para onde os vagões foram removidos não tem espaço suficiente para guardar todos eles.

O Secretário de Cultura portenho anunciou que vão transformar alguns dos vagões em bibliotecas públicas. O projeto consiste em 10 estações de leitura que seriam formadas por grupos de dois vagões. A primeira estação seria inaugurada em março e as restantes ao longo do ano.

Os vagões seriam tratados para evitar que fiquem deteriorados quando estiverem ao ar livre, e seriam instalados na zona sul de Buenos Aires, perto do parque Lezama e também em praças ao longo do trajeto da linha “A”, como o Parque Rivadavia e Plaza Flores. Também estariam equipadas com serviço wi-fi gratuito.

Bilheteria antiga na primeira linha de metrô da América do Sul

Outra idéia lançada por ONGs de proteção ao patrimônio era manter os trens funcionando durante o fim de semana como atrativo turístico, mas é praticamente inviável porque a voltagem dos trens novos e velhos é incompatível e a linha vai ter que passar por uma remodelação importante para se adequar aos trens novos.

Ainda existe também a possibilidade de levar os trens a museus que possam conservar uma parte da história da cidade. Para isso será importante a fiscalização e a participação das pessoas para que o patrimônio que os trens representam não desapareça por indiferença das autoridades.

Metro de Buenos Aires

Metro de Buenos Aires

A modernização da frota era algo inevitável, os trens já tinham quase cem anos de uso e careciam de espaço e conforto para viajar. Mesmo assim, as últimas  viagens dos trenzinhos antigos foram marcadas pela nostalgia e pela tristeza que nos causa dizer adeus a  velhos amigos. 

Para ver mais fotos dos trens, visitem o álbum na nossa página do Facebook e se gostaram do post, compartilhem com seus amigos!

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Porque a vida é feita de momentos: da Irlanda para a Espanha!

Um dia fui para aula de inglês e conheci duas pessoas incríveis, meu amigo Pablo (espanhol) e minha amiga Mariana (brasileira), e ambos moram na Espanha. Enquanto eles estavam em Dublin, fizemos algumas coisas juntos como ir a um típico Pub irlandês, visitamos outra cidade, enfim, foram bons momentos. Antes do Pablo voltar para Espanha ele  preparou um típico jantar espanhol, com isso a nossa amizade só estava começando, combinamos de nos encontrarmos na Espanha, eles não acreditaram que eu iria visitá-los. Finalmente viajei para capital espanhola – Madrid, fui muito bem recebida pela a Mari, foi surpreende, pois visitamos vários lugares em Madrid, como Museu do Prado, Museu Reina Sofia, Puerta del Sol, Gran Vía, Parque del Retiro, Plaza Mayor, Templo de Debod, Nuestra Señora de las Comunicaciones e outras coisas mais.

De vários lugares que estive em Madrid, o mais interessante pra mim foi ver pessoalmente as obras incríveis de Pablo Picasso e de Salvador Dalí no Museu Reina Sofia, pois eu estudei sobre esses grandes artistas na escola. Sempre admirei as obras de Salvador Dalí, já que gosto muito o movimento artítico Surrealismo e poder estar na frente das obras foi simplesmente incrível!

The Enigma of Hitler – Salvador Dalí 1939

The Enigma of Hitler – Salvador Dalí 1939

Viajamos para Alicante o sul do país, uma cidade com belíssimas praias, castelos, bons restaurante, enfim, uma cidade aconchegante. Fomos muito bem recebidas pelo nossos amigos Pablo e Jesús, vivemos momentos especiais que jamais me esquecerei, visitamos Castillo Villena, passeamos pelo centro da cidade, La explanada de Alicante, Playa de San Juan e uma pequena e charmosa cidade chamada Altea, uma antiga vila de pescadores. Um dos pontos famoso da cidade é “Casco Antiguo” com ruas estreitas, casinhas brancas, ótimos restaurantes e uma vista maravilhosa para o mar, já que a “Cidade Velha” fica no topo de uma colina.

Altea - Casco Antiguo

Altea – Casco Antiguo

Uma curiosidade interessante é que os espanhóis valorizam muito “La Siesta” que é o ato de descansar um pouco depois do almoço. Pode ser sentado no sofá de olhos fechados, pode ser ouvindo as notícias na TV ou simplesmente deitado na sala ou no quarto de janelas abertas. Por incrível que possa parecer, eles vão para casa, vestem seus pijamas, ligam o despertador e dormem por pelo menos uma hora e então retornam para suas atividades.

Viajar para a Espanha foi uma experiência fantástica, no pouco tempo que estive no país conheci um pouco da cultura, os costumes, os hábitos e a deliciosa gastronomia. Espero um dia poder voltar à Espanha para conhecer outras cidades.

La explanada de Alicante

La explanada de Alicante (Pablo, Mari, eu e Jesús)

Fique com Deus! Beijos! 🙂

Danielle Santos, direto de Dublin, Irlanda.

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Primeira vez em Dublin

Sempre tive muita vontade de morar fora do Brasil para estudar inglês, mas nunca imaginei que esse desejo iria acontecer em algum momento da minha vida. No Brasil as coisas sempre fluíram muito bem, eu estava confortável, porém não estava satisfeita, quando perdi meu emprego enxerguei uma oportunidade de poder realizar esse sonho de fazer intercâmbio.

Depois de muitas pesquisas e análise, a melhor opção em custo benefício foi à Irlanda – Dublin, por isso, estou aqui! Nunca tinha feito uma viagem internacional, estava muito empolgada com os preparativos, foi muito interessante realizar as pesquisas conversar com os brasileiros que já moram em Dublin. Foram quase três meses de muita expectativa, afinal não era uma viagem de turismo e sim estava de mudança para outro país, sim estava de mudança para a Europa.

Depois de quase 14 horas de viagem, finalmente cheguei a Dublin, era quase 20hs e estava de dia, como pode ser noite? Mas está claro? Dublin tem um clima temperado marítimo, com verões frios e invernos nem tanto rigorosos, em comparação a outros países da Europa.

Como em toda Europa, estamos no verão, mas aqui em Dublin o verão é bem diferente do Brasil, pra mim é igual o inverno de São Paulo, já estou me preparando psicologicamente para o inverno, deve ser tenso ter poucas horas de sol e muito frio. Já que no verão temos cerca de 18 horas de luz e no inverno 9 horas, ou seja no verão amanhece por volta das 5hs e escurece por volta das 22hs. Em contrapartida no inverno amanhece em torno das 10hs e quando dá umas 15hs já está de noite.

Contudo, viver em Dublin é totalmente diferente da rotina conturbada de São Paulo. Como a cidade é pequena, a maioria das coisas pode ser resolvida a pé ou de bicicleta. O governo incentiva o uso de bicicletas, em Dublin existem 44 estações de dublinbikes que estão distribuídos por todo o centro da cidade facilitando a locomoção. É muito simples você faz o cadastro paga 12 euros e usufrui do serviço por um ano, podendo utilizar a bike num período de 30 minutos, que é o suficiente para chegar mais próximo do destino, além de contribuir com o meio ambiente, também é possível se exercitar.

Uma das estações de bike.

Ainda não tenho uma rotina estabelecida, pois não considero o fato de ir à escola todos os dias como rotina. Pra mim, tudo tem sido uma novidade a cada dia. Ainda tem muitos lugares para conhecer, muita coisa para experimentar, muitas viagens pela frente e principalmente muitas histórias engraçadas com meu inglês! 🙂

Henry Street é uma das principais ruas comerciais de Dublin.

A gente se encontrar no próximo post!

Beijão!

Danielle Santos, direto de Dublin, Irlanda.

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Transporte público: uma forma segura e barata de se movimentar em Hong Kong.

Logo que mudei pra Hong Kong comecei a avaliar qual a melhor forma de me movimentar pela cidade. A primeira opção foi comprar um carro, mas logo a ideia foi descartada, porque se por um lado me daria comodidade, por outro me causaria dores de cabeça, já que aqui a possibilidade de encontrar um lugar na rua pra estacionar é zero, sem falar que o preço para apenas uma horinha em qualquer estacionamento privado tem peso de ouro. 😦

A segunda opção seria utilizar o transporte público. No início eu torci um pouco o nariz pra essa possibilidade, só de pensar em ter que ficar pendurada em ônibus lotado me deixou completamente desanimada… mas o que eu até então não sabia, é que eu não precisaria ficar dependurada em lugar nenhum, porque Hong Kong tem um sistema de transporte confiável e bastante seguro. Pra ser bem sincera, o transporte público daqui é o mais eficiente e moderno que já utilizei até agora.

Metrô de Hong Kong

É muito fácil ir a todos os lugares, pois o metrô, chamado de MTR (Mass Transit Railway), abrange praticamente toda a ilha. Costuma ficar bastante lotado, afinal aqui tem gente saindo pelo ladrão, mas os trens saem com muita frequência em nove linhas, por isso a quantidade de pessoas acaba não sendo um grande problema. Tem inclusive uma linha (a Kowloon Canton Railway) que chega até a fronteira da China Continental e outra (Aiport Express) que conecta o centro da cidade com o aeroporto.

Os ônibus e micro-onibus são eficientes, só que por conta do tráfego intenso costumam ficar muito lentos, por isso sempro evito utilizá-los no horário de pico.

Há também bondes, andei neles apenas pra conhecer os de dois andares (que dizem só existir aqui em Hong Kong), mas vou confessar: não gostei!! Circulam muito devagar e no verão são quentíssimos. Já as balsas levam para outras ilhas, são rápidas, climatizadas, econômicas e nos permitem desfrutar de excelentes vistas.

Outra opção é o Peak Tram – uma espécie de bondinho com uma linha fixa com destino a Victoria Peak, o ponto mais alto da ilha. É ótimo pra quem vem fazer turismo, porque além de ser rápido, a vista que se pode ter durante a viagem é única. Eu não gosto muito de usá-lo no dia a dia, já o fiz algumas vezes, mas acho que não compensa porque está sempre lotado de turistas.

Peak Tram

Para quem não gosta do transporte público tradicional, há os táxis. São abundantes e as tarifas baratas.

Muitos motoristas na ilha falam inglês, mas já aconteceu de tomar algum táxi cujo motorista não entendia absolutamente nada. Nesse caso, é necessário o passageiro ter o endereço escrito em chinês ou o motorista liga do seu celular a um operador e o passageiro explica o endereço por telefone.

Os táxis não são muito novos, já tomei alguns bastante velhinhos inclusive, mas circulam durante à noite, são confiáveis para usar a qualquer hora.

É obrigatório colocar o cinto de segurança, a falta deles obriga o passageiro a pagar uma multa de 5.000HK, o equivalente a 1.300 reais. Eu nunca tentei ficar sem o cinto pra saber se a multa é mesmo cobrada ou é apenas pra assustar…

Bonde de dois andares

Ah, outra curiosidade dos taxistas: para usar o bagageiro é um pouquinho mais caro, eles acrescentam 5HK ao preço da corrida por cada volume que é depositado no porta-malas. Mas, apesar disso, andar de táxi em Hong Kong compensa. Esse é o meio de transporte que mais utilizo, salvo em dias de chuva, que encontrar um táxi livre é mais difícil que achar agulha no palheiro.

Para quem vive ou vem pra passear, percorrer a cidade é facílimo e confortável, tanto faz pegar trem, metrô, ônibus ou balsa… o transporte público daqui realmente funciona e, o mais importante, é barato.

 

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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42 minutos de Maputo, conheça a capital de Moçambique

Há um tempo atrás, eu contei pra vocês que é bem difícil encontrar conteúdo bom sobre Maputo na internet e publiquei neste outro post um vídeo bacana.

Mas o vídeo anterior é curtinho, e vasculhando a web encontrei este episódio do programa “Portugueses pelo mundo” que é todinho sobre Maputo. Pra quem está vindo pra cá ou pra quem quer conhecer um pouquinho mais da cidade, vale muuuuito a pena.

Tudo o que eu tento escrever pra vocês, os bairros, os lugares, as capulanas, etc, é mostrado de uma forma bacana. Bom, é isso, dessa vez o vídeo vai falar por mim! 🙂

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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Maputo não combina com pedestres

Como em todo lindo relacionamento, nem tudo são flores. Há alguns pormenores na terra das Acácias que às vezes fazem a gente “brigar”, e hoje escolhi um pra contar a vocês: transporte público e as ruas de Maputo.

Em São Paulo eu nunca dependi de carro, 1º porque é caro e 2º porque tem que ter muito sangue frio pra enfrentar o trânsito caótico e absurdo de lá. O jeito era usar o transporte público e andar a pé, e hoje eu sei o quanto eu me virava bem apesar de tudo ser sempre cheio. Pelo menos funcionava. Eu não imaginava que em pleno século XXI a capital de qualquer país pudesse não ter um sistema de transporte público, foi aí que conheci Maputo. E acho que se eu continuar viajando por este mundão afora, é capaz de eu encontrar mais deste descaso público.

Não, ninguém vai me convencer que Maputo tem um sistema de transporte público só porque há alguns machibombos (ônibus) da TPM (Transportes Públicos de Maputo) e os chapas (vans ou caminhões em estado deplorável que transportam o povo pra cima e pra baixo). O que fazem aqui é humilhar o povo diariamente, e não transportá-los. Bixas (filas) imensas, preços ao bel-prazer dos condutores, sem respeitar o nº máximo de passageiros, muitos passageiros ficam com o bumbum pra fora do chapa já que estão sentados na janela, com certeza não há sinto de segurança, setas quebradas, motoristas malucos que conduzem (dirigem) como se estivessem no filme “Velocidade Máxima” e por aí vai…

Chapas em Moçambique

Eu na txopela

E aí o jeito é usar taxi ou as txopelas, mas isso não é transporte público, certo? Para um trabalhador usar a txopela diariamente é extremamente caro, nenhum trajeto custa menos que 100 meticais, e isso equivale a R$ 6,50. Imagine ida e volta diariamente sendo que este é o valor para pequenas distâncias? Não rola.

Neste cenário, aqui, o carro foi bem-vindo e mais ainda, andar a pé. Só que aí vem o problemão: as ruas de Maputo são um campo minado para nós pedestres. As fotos abaixo foram tiradas por mim em cerca de 7 minutos de caminhada na Av. Samora Machel. Nenhuma imagem é da mesma “armadilha”, e teve uma hora que eu até parei de fotografar porque julguei que já havia material mais que suficiente para este post.

Uma distração e você cai no buraco.

O lixo e o esgoto são outros obstáculos para quem tem que andar a pé.

Os elementos antigos se desfazem com o tempo e viram uma armadilha para os pedestres.

E aí vai a cereja do bolo, apresentando… Minha rua!

“Se essa rua, se essa rua fosse minha… eu mandava, eu mandava, ladrilhar…”

Triste, não? Pois é… o tempo passa minha gente, e itens como asfalto e cimento não tem vida eterna. É preciso conservar, cobrir com asfalto novo e BOM e por aí vai. Salto alto? Rsrsr… Heroínas as mulheres que se atrevem a usar estas belezinhas por aqui, viu! Eu fico só nas rasteirinhas e sapatilhas mesmo. A gente anda pensando em aderir às bicicletas, e este projeto da Mozambikes é bem legal, mas confesso que preciso perder o medinho antes. Medo dos motoristas malucos e da falta de estrutura como o estado das ruas, por exemplo.

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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