Archive for the ‘Viagens’ Category

Exposição de Van Gogh na Usina del Arte

Vincent Van Gogh em Buenos Aires

Van Gogh em Buenos Aires

Vincent Van Gogh, pintor que nasceu há 160 anos na Holanda e hoje em dia é considerado um dos maiores mestres da pintura (e meu favorito junto a Salvador Dali), ganha uma mega exposição aqui em Buenos Aires. Através de 200 reproduções dividas de maneira cronológica, será possível apreciar a vida e a obra do pintor por uma perspectiva nova,   por meio de fotografia em alta resolução, animações em 3D e uma experiência interativa.

O recorrido está dividido em cinco etapas: Primeiros anos (1880-1886), Paris (1886-1888), Arlés (1888-1889), Saint Rémy de Provence (1889-1890) e termina com Trigal com corvos, que era considerada até pouco tempo como a última obra de Van Gogh. Cada período revela o crescimento artístico, a diferença no manejo das cores e também as técnicas e temáticas do trabalho do artista. A visita pode levar uma hora, especialmente se observamos cada uma das instalações em 3D.

Mostra interativa de Van Gogh em Buenos Aires

Mostra interativa de Van Gogh em Buenos Aires

A exibição acontece em um dos polos culturais mais novos de Buenos Aires, a Usina del Arte, e ocupa dois andares completos. Funciona de terça a sexta, de 11 a 18hs e aos sábados, domingos e feriados, de 12 a 20hs, até o dia 06 de outubro. A entrada custa 10 pesos (adultos) e 5 pesos (crianças). O ingresso pode ser comprado aqui. É uma oportunidade única para conhecer em profundidade a obra de Van Gogh.

Essa exposição faz parte do projeto “Tándem Buenos Aires/Amsterdam”, que durante todo o ano de 2013 promove o intercâmbio cultural entre as duas cidades. Este projeto começou em 2012 e a primeira cidade parceira de Buenos Aires foi Paris. No ano que vem será a vez de Berlim.

A maioria das obras originais do pintor fazem parte do acervo do Museu Van Gogh em Amsterdam, que completa 40 anos em 2013. Em 2012 o museu ficou fechado quase o ano inteiro para uma reforma de suas instalações e foi reaberto em maio. 2013 é um ano de muitas festividades na Holanda, com vários aniversários históricos, arquitetônicos e artísticos e além disso também aconteceu a investidura dos novos monarcas do país, o Rei Guilherme e a Rainha Máxima.

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A Usina del Arte

Usina del Arte La Boca

A Usina del Arte, centro cultural do bairro da Boca

A Usina del Arte é um dos espaços culturais mais recentes de Buenos Aires. Ela foi inaugurada em julio de 2011 e funciona no edifício da antiga Usina Don Pedro de Mendoza, no bairro da Boca. Nesse prédio funcionava a Companhia Italo Argentina de Eletricidade, que fornecia toda a eletricidade de Buenos Aires. A Usina faz parte de um projeto para revitalizar a zona sul da cidade, historicamente uma das zonas mais pobres e abandonadas daqui.

Apesar de ser um centro cultural multidisciplinário, o forte da Usina é a música. Há duas salas super modernas para concertos de música clássica com acústica invejável. A maior é para os concertos filarmônicos, com capacidade para 1200 pessoas e outra específica para música de câmara com 400 lugares. Também dispõe de espaços para realização de espetáculos de dança, mostras de artes plásticas e exibições.

Edifício

Edifício

Uma das atrações mais populares da Usina é a instalação “Edifício”, do artista argentino Leandro Erlich, que consiste em uma fachada de um prédio típico de Buenos Aires no chão, que se reflete em um grande espelho suspendido e que devido ao ângulo que está colocado, permite aos visitantes várias brincadeiras com as imagens refletidas, como se estivéssemos pendurados do lado de fora de um prédio. Aviso às mulheres, pra não perder a brincadeira o melhor é ir de calça ou de shorts 🙂

A Usina del Arte já faz parte do calendário de atividades culturais da cidade, sendo sede de vários festivais organizados pelo governo portenho, como o Festival de Tango e o BAFICI. Há visitas guiadas gratuitas aos sábados e domingos de 11 a 17hs.

usina del arte mapa

Mapa da Usina del Arte

Usina del Arte:
Rua Agustín Caffarena 1, esquina Av. Pedro de Mendoza, La Boca.
Facebook: http://www.facebook.com/usinadelarte.bsas
Twitter: @UsinadelArte

As linhas de ônibus que passam perto da Usina são 29, 33, 86, 152, 168 entre outras. A zona onde está a Usina é bem feinha e é melhor andar com cuidado por lá, principalmente de noite, mas vale a pena a visita.

Usina del Arte musica

Sala principal da Usina del Arte

Vincent Van Gogh foi o típico gênio incompreendido que só teve reconhecimento após sua morte. Sofria de vários transtornos psiquiátricos, entre eles paranóia e depressão. Morreu pobre, aos 37 anos de idade, cometendo suicídio (alguns estudos nos últimos tempos sugerem que a sua morte foi acidental). Um ano antes se automutilou, cortando o lóbulo da orelha. O cantor Don McLean escreveu a belíssima música Vincent em sua homenagem, deixo pra vocês um clip dessa música onde apresentam vários trabalhos do pintor.

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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“Rádio Moçambique” – Como encontrar a frequência certa depois dessa incrível experiência?

(vou começar esse texto com um comparativo que me fez lembrar que estou ficando velha mesmo, mas foi o melhor exemplo que encontrei, rs…)

Sabe quando girávamos um botão do rádio para sintonizar a estação que queríamos e por mais perto que estivéssemos da frequência correta, nunca conseguíamos parar certinho e a estação até pegava mas com ruídos e tal? Então, é assim que me sinto depois de ter vivido fora. Não consigo sintonizar na frequência antiga mesmo que o cenário seja mega parecido.

Voltei para São Paulo, mais precisamente para a Zona Leste da cidade, região onde nasci e cresci e conheço de trás pra frente. Trabalho na mesma área de antes da viagem, Tecnologia da Informação. Amigos, família, tudo está no seu devido lugar. Mas… Eu não me encaixo.

É uma sensação esquisita e solitária.

Clichê, mas é isso, você vai de um jeito e volta de outro. Acho muito difícil alguém voltar de algo assim exatamente como foi. Não rola. São muitas experiências, muitos desafios, muita novidade e cabe a nós fazer bom uso de tudo isso. Voltar diferente é uma coisa, mas voltar melhor, vai depender do indivíduo.

Como ser humano, acredito que voltei muito melhor porque voltei carregada de desejo de viver o que é essencial. Fiz algumas trocas, tenho valorizado mais as questões socioambientais, por exemplo. Olho de forma diferente para minha conta bancária e gasto com mais cautela. Não me tornei uma naturalista radical, rebelde sem causa ou coisa assim, continuo gostando de ir ao cinema, de comer fora, tomar um vinho, etc, mas agora tento colocar meu coração em tudo o que faço e repenso nas quantidades, na necessidade, etc. Acho que é a tal da consciência.

Moçambique é um país pobre, e também não há como voltar sem repensar nos excessos. Quando lembro da escola pública onde fiz trabalho voluntário, das ruas de Maputo, sinto uma dor muito grande em saber que ainda há pessoas sem a instrução, alimentação, transporte, saúde, adequados. E lembro também que não é preciso ir muito longe. Sou da periferia, a gente tem muito canto assim no Brasil. Ainda há muito por fazer.

Alunos de uma escola pública de Maputo, Moçambique

Alunos de uma escola pública de Maputo, Moçambique

Por outro lado, na África há países com regiões mais desenvolvidas que as nossas, como a África do Sul, por exemplo. Estive em cidades que deixaram São Paulo no chinelo no quesito limpeza, organização, estrutura, etc. E isso faz a gente ver com mais clareza ainda, o quanto somos roubados e humilhados diariamente pelo nosso governo e empresas privadas e o quanto somos passivos.

Quem se mete numa aventura como essa, de viver fora da pátria por um tempo, deve saber que há efeitos colaterais sim. Tudo muda. Você poderá estranhar sua língua materna, seu bairro de nascença, o comportamento dos seus pais e familiares, seus amigos. O paladar, o gosto musical, os assuntos de interesse e muito mais podem se transformar e você terá um belo e único momento de redescoberta e piração. Mas tenho fé que o saldo seja bom no final. Já está sendo. 😉

Não dá pra viver como vivi em Maputo, e não dá pra voltar a ser a Sâmela de antes da África. Às vezes sinto que flutuo em meio à rotina maluca desta grande metrópole que é São Paulo. Ajo por osmose, para me sentir parte do grupo e não ser inconveniente ou chamar atenção demais. Minhas opiniões passaram a divergir muito das de muitos amigos e as vezes sinto o preconceito e desdém no ar. Não que o que eu pense hoje seja o certo e o resto do planeta esteja pensando errado, mas o pensamento mudou pra algumas coisas, aí, quem conheceu a Sâm de antes acaba estranhando a Sâm de agora.

Giro o botão do rádio diariamente pra ver no que vai dar. Mesmo após 1 ano, não deu em nada muito consistente. Ainda não encontrei a frequência certa, mas prefiro essa dúvida e incerteza que podem me mover até o novo do que a inércia em que eu andava. Meio a Alice depois de conhecer o País das Maravilhas.

Maputo e eu...

Maputo e eu…

 Sâmela Silva, direto de São Paulo, Brasil, mas cheia de saudade das aventuras em Maputo, Moçambique.

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A vida é feita de Idas e Vindas…

“Porque o mais importante são as lembranças que carregamos com a gente!”

Idas e VindasEstou de volta México!

Depois de meses ausente no blog e também ausente no México, hoje decidi escrever sobre minhas férias no Brasil e a minha volta nesse país tão lindo que aprendi amar de verdade – o México.

Fiquei quase três meses no Brasil. Vi muita gente, matei a saudade que estava me apertando havia meses de pessoas que não via há anos. Foram momentos com os sentimentos a flor da pele. A casa cheia, a família reunida – todas essas coisas que não têm um preço material – passar o Natal e o Ano Novo com todos eles foi o melhor presente que eu recebi em anos! Momentos e mais momentos inesquecíveis! Na chegada lágrimas de felicidade – na partida lágrimas bem doloridas, de um adeus, um até logo que não se sabe quando será o “logo”. Tudo, todos os momentos foram lindos e perfeitos ao lado de pessoas especiais, ao lado da minha família que está longe de ser perfeita, mas é a mais perfeita pra mim.

A família faz muita falta em alguns momentos quando se vive longe da sua “terra adorada”. Realmente só quem vive em outro país e convive com uma cultura diferente da sua é que sabe o quanto dói a saudade da sua terra. A saudade vem em forma de lembranças, de cheiros, de memórias que a gente nem sabia que existia mais – mas elas se mostram bem vivas quando se passa meses, anos longe de tudo o que você está acostumado a viver na sua rotina, em seu país de origem.

Queria tanto que chegasse logo novembro de 2012 que fiz as malas antes da hora, levei coisas que nem por um instante eu cogitei em usar lá, mas que tinha que levar de qualquer maneira, fiz coisas que há muito tempo não fazia – como rever amigos dos tempos da infância e abraçar um irmão que não via à mais de cinco anos. Coisas que a gente acha que não tem mais a mesma importância do que antes, mas só se dá conta da dimensão da importância quando de fato você está ali, cara a cara com todas essas cenas. Os sentimentos foram muitos – alguns nem valem a pena lembrar – outros, de verdade valeram todos os meus dias no Brasil. É tão bom quando tudo o que se está vivenciando nesses momentos é natural – a naturalidade pra mim é a palavra chave de tudo. Acho que tudo na vida é natural ou deveria ser. Tudo que se torna natural é leve, não é cansativo, não se enjoa. Por isso as minhas férias foram maravilhosas. Por que tudo aconteceu de uma forma tão natural, que quando eu vi já estava sentindo falta de “desayunar” (tomar café da manha) com minhas amigas e comer as deliciosas comidas mexicanas. Já me fazia falta minha casa e ter minha família (marido e filhos) toda reunida aqui na América do Norte. Já queria de volta a minha rotina pra mim, o que é bem natural de se acontecer quando se passa muito tempo longe da sua casa! Rsrsr…

Foi passando férias tão largas no Brasil que eu descobri que ainda quero viver algum tempo a mais no México e o que eu achava ser uma despedida da terra dos mariachis, se tornou mais uma “bienvenida de vuelta” à “minha terra” e a minha natural rotina.

Agora sinto que estou de volta no meu aconchego e é tão bom quando, sendo uma expatriada, se descobre que o país em que se sente assim é aquele que você contava os dias pra ir embora no começo de uma difícil adaptação do ano de 2010. É bom saber que hoje tenho dois países que amo. Um, eu nasci e o amor por ele é maternal – o outro me ensinou como amá-lo. A vida é assim, um aprendizado atrás do outro e pra mim, isso significa que mesmo não sendo sempre fácil, podemos tirar boas lições de cada etapa que vivemos.

Decidi que em 2013 vou aproveitar ao máximo minha estadia aqui e que irei conhecer os lugares que tanto quero e que deixei de ir em todo 2012, então, isso significa que em breve terei novos posts de alguns lugares inusitados do México. Quero aproveitar esse post e desejar (meio tardio) à todos um maravilhoso 2013 e que esse seja o Ano de verdadeiramente fazermos as mudanças que sempre achamos necessárias, mas que, de uma forma ou de outra, não fizemos nos anos anteriores. Também é o ano de deixar ir embora com naturalidade tudo o que não devemos mais segurar e fazer de 2013 um ano surpreendente e inesquecível. 🙂

Agora é sério, estou de volta pro meu Aconchego! Estou de volta no Grama da Vizinha!

*Essa música não saiu do meu pensamento enquanto eu escrevia esse post!

De Volta Pro Aconchego
Elba Ramalho

Beijos a todos,

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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Tem carnaval na Ásia? Tem sim, senhor!

Foliã no carnaval de Taiwan

Dia desses, estava eu aqui pensando sobre a alegria que reina no Brasil no momento, na galera se preparando pra curtir o carnaval, na preparação das fantasias e na dedicação das pessoas que trabalham dia e noite nos barracões das escolas de samba, e fiquei assim: meio borocoxôNão que eu seja fã de carnaval, muito pelo contrário, me acho desanimada demais pra isso. Até já tive a oportunidade de desfilar em uma escola de samba de São Paulo (faz  muito anos), mas vou confessar pra vocês: acho que não repetiria o feito.

algumas fantasias são confeccionadas por brasileiros

Tá, mas depois de todo esse blá blá blá, vocês devem estar pensando: se a fulana diz não gostar de carnaval – por que cargas-d’água ficou borocoxô? Calma, gente, eu explico: Eu quis dizer que, apesar de não ser lá muito animada pra encarar a maratona de desfiles, blocos, bailes e afins, a sensação de alegria que invade o Brasil nessa época do ano me agrada muito. Eu gosto de ver como as pessoas conseguem esquecer por um momento suas dificuldades e cantam, e sambam, e são felizes. Pode até ser uma falsa felicidade, mas eu sinto uma saudade imensa dessa atmosfera de animação.

E agora, por estar tão longe de casa e saber que por aqui não rola nada parecido, bateu aquela nostalgia… Acho que quem mora há muito tempo fora do Brasil me entende, né? Mesmo aquelas pessoas, que como eu, não curtem tanto o carnaval.

Bom, resulta que estava eu sentada numa cafeteria divagando sobre isso: sobre como o povo brasileiro é único, divertido, alegre, animado, de bem com a vida e tal… E meus olhos foram certinho na revista que minha vizinha de mesa estava lendo. A matéria dizia assim:

“Você não precisa atravessar o mundo para ir ao Rio, no Brasil, curtir o Carnaval, quando há uma festa similar em Taipei, Taiwan todos os anos…”

Como assim? Meu queixo caiu!! E como a minha curiosidade aliada à saudade ninguém segura, nem preciso dizer que corri  pra procurar a bendita revista!! Pois é, li tudinho, me informei e pronto, foi suficiente pra espantar a tristeza pra lá. E é isso aí, minha gente, do lado de cá também rola uma festa um pouco parecida com o nosso famoso carnaval. Quando comecei a ler, achei esquisito pra caramba, porque quando a gente pensa em China, carnaval não é a primeira coisa que nos vem à cabeça, não é verdade?

Mas parece que eles têm investido muito nesse evento. A primeira festa de carnaval em Taiwan ocorreu em 2002 e teve apenas 200 participantes, já em 2012 esse número mudou pra 5.000 participantes. E a cada ano que passa o evento só tem crescido e atraído pessoas de todas as idades e estilos de vida. O carnaval de Taiwan tem um pouquinho do carnaval do Rio de Janeiro misturado com elementos do Mardi Gras, da Nova Orleans, que são combinados com elementos típicos da cultura de Taiwan. É uma misturada danada,  mas mesmo assim eles fazem sua festa e se divertem.

Folião no carnaval de Taiwan

Será que a chinesinha sabe sambar?

Ainda na cafeteria, rebobinei a fita e voltei anos atrás no meu desfile em São Paulo: além da Vai Vai, escola na qual desfilei, ter ficado em penúltimo lugar e por pouco não ter sido rebaixada para o grupo de acesso (acho que ainda por cima sou pé frio… rsrs), a minha bota apertou e fez um calo enorme; a fantasia era muito grande e pesada e me fez uma ferida no ombro; choveu o tempo todo e molhou todas as penas o que fez a fantasia pensar ainda mais; a fila pra comprar uma garrafinha de água era quilométrica e a do banheiro nem se fala; pegar um táxi pra voltar pra casa era quase impossível; tentar enfiar a fantasia com tantos penduricalhos no porta mala do tal táxi um sacrifício, e conseguir chegar em casa depois do exaustante desfile foi uma odisséia.

É, pessoal, acho que senti saudades apenas da alegria mesmo, quando penso no trabalhão que deu todo o preparo prévio pra desfilar e participar de uma festa assim, prefiro ficar aqui, quietinha no meu canto, só saudadeando!! Mas, de qualquer forma, respeito quem curte e tiro o chapéu pra aquelas pessoas que têm energia de sobra pra pular os quatro dias de carnaval.

E, pra quem estiver do lado de cá e quiser relembrar um pouquinho dessa festa tão popular, não custa nada dar um pulinho em Taiwan. Mas eu aviso logo, apesar de algumas fantasias serem confeccionadas por brasileiros e tal…  Quem quiser vir que venha, mas por seu próprio risco – eu não posso garantir que a alegria e o rebolado sejam os mesmos… Rsrs 😉

Aproveitem o Carnaval, pessoal!!

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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Festival e Mundial de Tango Buenos Aires 2012

Tango Buenos Aires

Festival e Mundial de Tango 2012

O calendário de eventos da cidade de Buenos Aires funciona há muitos anos como um reloginho. Em janeiro e fevereiro temos o festival de verão, em abril o Bafici (que eu amo!), em novembro o festival de Jazz e por aí vai. Isso é muito bom porque sempre tem atividade cultural rolando por aqui e é mais fácil se programar (inclusive para turistas) para não perder as atrações que a gente mais gosta.

Agosto é o mês mais tangueiro do ano. O Tango Buenos Aires Festival e Mundial é o maior encontro anual deste gênero tão portenho e a edição 2012 começou no dia 14 e vai até o dia 28, são 15 dias a puro tango e com todas as atividades gratuitas. O evento tem repercussão internacional e convoca público de todo mundo.

A abertura do festival este ano aconteceu na Usina del Arte, no bairro da Boca, uma sala de espetáculos que foi inaugurada alguns meses atrás (e que terá um post inteirinho dedicada a ela em breve). O evento era somente para convidados e alguns sortudos que ganharam entradas em um concurso do Facebook (eu ganhei!! :D) e a atração principal foi um recital da Orquesta Típica Sub 25 e a participação especial dos bailarinos Juan Carlos Copes e sua filha, Johana Copes, que são dois dos maiores nomes do baile de tango da Argentina.

Usina da Arte no bairro da Boca

Usina del Arte, no bairro da Boca

Além da Usina del Arte, as outras sedes do festival são o Centro de Exposiciones Recoleta, o Anfiteatro do Parque Centenario, os teatros Colón e Regio (bem pertinho da minha casa, maravilha!) e o estádio Luna Park, onde será o encerramento.

Principais atrações e atividades

mudial de tango buenos aires 2012

Eliminatórias Tango Escenario

A programação completa do festival pode ser acessada aqui. Como são centenas de atividades diferentes seria impossível falar de todas, então deixo a listinha com os destaques e os meus favoritos desta edição 😉

Mostra Permanente Piazzolla Íntimo e Universal: Este ano o Festival faz um tributo a Astor Piazzolla, aos vinte anos de sua morte. Além de vários recitais que fazem homenagem ao compositor e sua obra, também organizaram esta mostra permanente com manuscritos, desenhos e mais de 250 fotografias, muitas delas inéditas, que revelam aspectos tanto de sua vida íntima quanto de sua vida pública.

Concertos e recitais: foram agrupados em ciclos temáticos, abarcando todos os estilos e misturando desde as formas mais tradicionais do tango quanto a nova geração de tangueiros apelidados de Sub 25, artistas e compositores de vinte e poucos anos que fazem mais que reinterpretar os clássicos, estão produzindo música nova, garantindo assim a continuidade e a vigência do tango.

Novos nomes do tango

Orquesta Sub 25 – um gênero que se renova

Os shows mais interessantes ficam por conta do ciclo Piazzolla (para mim é o grande referente de todos os tempos); o tango eletrônico do Tanghetto, que comemorou dez anos de existência; a cantora Adriana Varela cantando os clássicos do tango e a Orquesta El Porvenir, que é formada por crianças de bairros carentes da cidade.

Além disso, as propostas que mais me chamaram atenção foram os recitais que misturam tango com jazz; uma apresentação da cantora Karina Beorlegui que faz uma ponte entre tangos e fados e a Orquesta Fleurs Noires, formada só por mulheres, algo que é muito raro em um ambiente que é predominantemente masculino como o tango (ahamm, seria muito indelicado dizer ‘ambiente predominantemente machista como o tango’? :D).

Teatro Colon Buenos Aires

Espetáculo Tangocontempo no Teatro Colon

Milongas, classes e práticas de tango: Além dos concertos e recitais, o festival também oferece muitas aulas práticas (desde o nível básico até o mais avançado) para que o público coloque a mão, ou melhor, o pé na massa. E também os espetáculos de baile, que fazem cair o queixo, além das milongas onde todos vão para dançar.

Tem um monte de atrações imperdíveis nesta categoria, com destaque para o espetáculo de dança Tango y fútbol, que une elementos da dança, do esporte e fragmentos do livro El fútbol a sol y sombra, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Entre as milongas, se destacam as de tango eletrônico e a Milonga de encerramento. E entre as diversas aulas oferecidas pelos bailarinos e milongas mais famosos de Buenos Aires se destaca a aula de Johana Copes exclusiva para mulheres.

Festival de Tango Buenos Aires

Onde é o fim da fila?

Mundial de Baile: a Copa do Mundo dos bailarinos de tango é, sem dúvida, a atração de maior sucesso do Festival. Em vários lugares do mundo os casais participam de campeonatos e os vencedores vêm para Buenos Aires para competir entre si e com os donos da casa. As categorias são o tango escenario (o tango para os palcos, cheio de acrobacias e piruetas) e o tango salón (o baile apropriado para as pistas de dança). Os campeões são escolhidos por um júri especialista.

As entradas para as finais de cada categoria são distribuídas antecipadamente e são disputadas quase a tapa. Este ano fizeram a entrega na 2a-feira passada, que era feriado aqui e em três horas já estava tudo esgotado, dá uma olhadinha na fila que se formou, uma loucura 😀

Mundial de Tango Buenos Aires

Classificatórias do Mundial de Tango

*As fotos utilizadas foram retiradas da página oficial dos Festivais de Buenos Aires no Facebook.

Bueno, já deu pra ter uma noção de tudo o que esse festival movimenta. É mais ou menos similiar ao que acontece com o Carnaval brasileiro (em uma escala muito menor, obviamente), com vários meses de preparação antes da grande festa. Sorte nossa que como público, a única coisa que temos que fazer é participar e curtir! Deixo pra vocês esse vídeo com uma das melhores músicas de Piazzolla, Libertango. Que tal dar uma espiadinha?

 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Ah, o Verão…

O Verão na Espanha deveria ser escrito com letra maiúscula. Não é um nome próprio, mas deveria ser, já que aqui o Verão é quase uma instituição, é O VERÃO. As pessoas passam o ano inteiro esperando por essa estação, pois é o único período de férias que têm (em agosto tudo para, TUDO) e o país inteiro se enche de alegria. 🙂 Sabe aquela euforia que sentimos quando está chegando o Natal, o Ano Novo e as férias de janeiro? Multiplique por 1000!

E aí, o que você vai fazer esse Verão? O Verão passado fui à Costa Brava. Conheci fulaninho há uns 2 verões. Essa música é do verão passado. Costumava ir à casa da minha avó todos os verões! Tenho que terminar isso antes do verão. Eu sei o que vocês fizeram o verão passado (brincadeirinha). O Verão é um marco para os espanhóis e eu já estou entrando no clima! Na verdade, não tem como não entrar com um calor desse…

Meu amigos e eu no último São João

O Verão começa oficialmente no hemisfério Norte entre os dias 21 e 22 de junho. É justamente nessa época e não por outra razão que os espanhóis celebram o solstício de verão com uma mistura de tradições pagãs e religião católica. Na noite do dia 23 para o dia 24 se comemora o dia de São João e a chegada do verão acendendo fogueiras, dançando em volta delas e soltando balões (lembra alguma coisa?). Na Catalunha também se vestem de branco, estouram fogos de artifício e fazem desejos! Definitivamente, é uma festa junina Réveillon!

Tudo isso porque o Verão aqui significa renovação. Na fogueira se queimam móveis e todo tipo de objetos velhos, além de pedaços de papel onde as pessoas escrevem coisas do seu presente e passado que não querem para seu futuro. Enfim, é a hora de recomeçar e recarregar as energias para o que vem depois.

Quer saber como rola? Confira o começo do vídeo abaixo:

Aliás, tão de Verão como praia, sorvete e biquínis, são a Eurocopa, o Tour de France e os vídeos que a Estrella Damm lança nessa época, como esse que mostrei. Os vídeos retratam muito bem o conceito de verão que a gente daqui tem. Convido a todos a ver os vídeos dos últimos anos e a conhecer um pouquinho das praias e do estilo Mediterrâneo. Duvido que você não se “caliente” também!

2012 – Mallorca

2011 – Alto Empordá

2009 – Formentera

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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E o verão está chegando…

Eu não sei vocês, mas eu tinha uma impressão um tanto equivocada de Hong Kong, achava que era ideal para trabalhar, curtir a noite e fazer compras, nada mais!
Ledo engano, minha gente, a cidade é muito conhecida por seus arranha-céus, seus shoppings e sua vida agitada, mas além disso tem também muitos parques, jardins, reservas naturais e  ótimas praias… Eeeeba!!! 😉

E pra combinar com praia, nada melhor que calor, coisa que não falta por aqui nesta época do ano. A cidade já começou a esquentar – e quando eu digo esquentar é esquentar pra valer: pensem naquele calorão máximo do Rio de Janeiro em fevereiro. Pensaram? Agora acrescentem uma umidade igual a da Floresta Amazônica. Pois é,  mais ou menos assim é o clima de Hong Kong no verão… rsrs
Mas, brincadeiras e exageros à parte, a cidade é realmente muito quente, os termômetros passam dos 30 graus e, com a umidade nas alturas, a sensação térmica fica quase insuportável; dá vontade de ficar sem fazer nada, bebendo água de coco (sim, aqui também tem água de coco, igualzinha a que temos no Brasil) e jogada numa rede à beira-mar.

E falando em mar, quero apresentar pra vocês as praias de Hong Kong. Ano passado quando cheguei pra morar e dei de cara com esse calor fora do comum, foram elas a minha tábua de salvação.
Essas praias que vou apresentar aqui não são necessariamente as mais famosas da região, mas de acordo com um artigo que saiu no China South Morning Post, são classificadas como as mais limpas e com a melhor qualidade de água.
Então vamos lá:

Hap Mun Bay
Sharp Island, Sai Kung: é uma das praias mais bonitas e limpas de Hong Kong, sempre aparece na lista das melhores. Acho que é pelo fato da área de Sai Kung ser menos povoada que o resto de HK. Possui vestiários simples, chuveiros, WC e ducha.

Hung Shing Yeh

Hung Shing Yeh

Hung Shing Yeh
Yung Shu Wan, Lamma Island: esta é certamente a praia mais famosa de Lamma. É conhecida por sua areia fina e água limpa. Possui vestiários, redes de segurança para tubarões e uma área pra fazer churrasco. Há também dois restaurantes e algumas lojas que vendem produtos, como bóias, biquinis, bolas, etc.

Repulse Bay

Repulse Bay

South Bay Beach
South Bay Road, Repulse Bay: esta é a minha preferida, a que vou com mais frequência. É muito popular entre os habitantes da ilha de Hong Kong. Depois de dois anos de controle da poluição e das águas residuais, todas as praias do Sul da ilha estão em bom estado.
Pode-se tomar o ônibus número 6 desde a Central até Repulse Bay. Há também estacionamento pra quem prefere ir de carro, mas aviso logo que as vagas são caras e limitadas, sobretudo durante os fins de semana.

Discovery Bay

Discovery Bay Beach
Tai Pak Wan, Lantau: já fui algumas vezes, é bem calminha e também apareceu na lista das praias mais limpas. A qualidade da água foi registrada no último relatório (em julho passado) como 1 (bom). Há muitos restaurantes e lojinhas nas proximidades, no entanto não há salva-vidas. Pra chegar é bem facinho, basta tomar a balsa (Central Pier 3) e Discovery Bay será alcançada em apenas 25 minutos.

Sheik O

Sheik O
Sheik O Road, Sheik O: esta aqui também é bem lindinha, porém acho um pouquinho longe. Há vestiários, duchas, salva-vidas, redes pra tubarões e uma área pra fazer churrasco. Eu ja fiz churrasco aqui, é muito bom e funciona direitinho. O caminho pra chegar até lá é lindo também, porém aviso que é cheinho de curvas.

Perceberam? Hong Kong não é apenas uma cidade pra curtir a noite e fazer compras, é também um lugar com muito verde e praias lindinhas. Pra quem não tem tempo nem bufunfa pra ir a países paradisíacos curtir o verão, pode ficar por aqui mesmo, dá pra aproveitar muito bem!
Huuuum – será que vai dar praia hoje? 😉

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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