Aberta para balanço: como foi esse 1º ano pós África?

Há dias em que parece que já faz mais tempo, em outros parece que foi ontem. Fico me perguntando quando algumas sensações vão passar e quando outras, que a África me proporcionou, vão voltar. Retornar de vez ao Brasil foi um misto de alívio e saudade.

Alívio porque meus últimos dois meses em Moçambique foram terríveis do ângulo “vida pessoal”. Meu relacionamento na época afundou e eu estava me separando de uma maneira inesperada. Para agravar, não era pegar uma trouxa de roupas e voltar para o meu bairro de origem na casa da minha mãe, era um pé-na-bunda intercontinental com direito a chegar com uma mão na frente e outra atrás. Pra muitos pode ser exagero, pra alguns fui até forte demais, praticamente uma lady, diante do buraco que se abriu na minha frente.

Se fui uma pamonha ou heroína, fato é que doeu pra caramba e eu tinha duas escolhas: voltar ou voltar. Mas eu não voltei. Quem voltou foi uma outra Sâmela, uma bem melhor do que a que foi e é por isso que sou grata a toda essa experiência no berço África. E é aí que mora a saudade.

Eu com as “Mamanas moçambicanas” em Maputo - 2011

Eu com as “Mamanas moçambicanas” em Maputo – 2011

Ai… Quanta coisa boa eu vivi naquele lugar! Quantas pessoas incríveis entraram na minha vida e a mudaram completamente. Quantas novas experiências e aprendizados! E digo, humildemente, que é a típica experiência que só vai entender a proporção do meu encanto, quem já passou por algo similar. “Mas o que você viu lá de tão bacana assim? Ah, você está exagerando… Ah tá, sei”, são frases que escuto e que no fundo não sei explicar de um modo que faça a pessoa entender o quão incrível foi. Passei a ignorar o desdém e o preconceito na fala das pessoas. Só eu sei quem eu era, o que vivi, o que sou hoje e o que é realmente importante pra mim, e isso me basta.

A sensação atual é de gratidão. O que sobrou de toda a aventura foi isso. Sou grata por ter tido a oportunidade de bater de frente com meus preconceitos, defeitos e certezas. Sou grata por ter, mesmo que na minha velocidade, me tornado uma pessoa mais livre e mais compreensiva com as diferenças. Grata por depois de abandonar tudo: família, amigos, casa, mobília, emprego de salário bom em São Paulo, aprender a valorizar cada pequena conquista. Grata por aprender que o valor das coisas que não se pode comprar, como as relações humanas por exemplo, é muito maior do que muito ouro por aí. Grata por ter conseguido transpor o desfecho imprevisto e transformá-lo em lições e em algo tão bacana quanto o projeto socioeducativo baseado na minha vivência em Moçambique, Marula Brasil. Grata por de alguma forma ter atraído esta experiência magnífica e singular para minha vida.

Palestrando em escolas públicas de São Paulo, pelo Projeto Marula Brasil

São muitas histórias desde meu retorno em 12 de Junho de 2012, e vou me dedicar a contar algumas a vocês. A “africana” voltou! 🙂

No próximo mês, vou falar de alguns temas neste 1 ano e, se você tem alguma curiosidade, deixe sua sugestão aqui nos comentários! O que eu ainda não contei sobre morar em Moçambique? O que você quer saber sobre quem passa uma temporada na África? E os outros países que conheci: Suazilândia e África do Sul, ficaram dúvidas sobre eles?

Conto com a sua participação para escrever estas novas histórias!

 Sâmela Silva, direto de São Paulo, Brasil, mas cheia de saudade das aventuras em Maputo, Moçambique.

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Despedida da Daisy!

P1090605Pessoal, é com um quê de tristeza que venho me despedir de vocês. Lamentavelmente, tenho andado com pouco tempo disponível, e por conta disso não tenho podido cumprir com a periodicidade das postagens.

Peço desculpas pelos longos períodos ausente, em que não escrevi uma linha sequer. Como nem sempre foi possível trazer novidades, pensei bastante e decidi dizer adeus ao blog. Mas fico torcendo para que logo apareça outra brasileira, moradora da China, com mais criatividade e disponibilidade de tempo que possa seguir escrevendo pra vocês.

Foi muito legal e interessante a experiência de escrever para o Grama da Vizinha. Gostei de compartilhar com vocês um pouquinho sobre a vida em Hong Kong, sobre suas peculiaridades e costumes. E apesar de nunca ter superado a barreira que me impediu de escrever textos mais pessoais, espero que o pouco que escrevi, de alguma forma, tenha servido para ajudar alguém ou, no mínimo, para matar a curiosidade acerca da vida na China. Mesmo deixando de escrever no blog, estarei sempre por perto, do lado de cá como leitora, acompanhando os textos das meninas que ficam, e sempre que possível estarei comentando também.

Gostaria de me colocar à disposição de vocês para esclarecer as dúvidas que por acaso tenham ficado, e caso necessitem de alguma informação, não hesitem em me contactar – se estiver dentro das minhas possibilidades, ficarei muito contente em ajudar.

Quero agradecer às pessoas que acompanharam os meus textos, sobretudo àquelas que pararam um bocadinho para deixar algum comentário – pois neste mundo moderno, onde todos vivem numa correria danada, é muito importante saber que alguém gastou alguns minutinhos de seu dia pra escrever um recadinho carinhoso – por isso agradeço a todos de coração. Agradeço às jardineiras Sâmela e Maira pela oportunidade que me deram, por terem me recebido neste espaço com muito carinho. Um muito obrigada também à nossa jardineira da Argentina, Fernanda Galli, com quem tive um pouco mais de contato.

Espero que o blog siga dando frutos – que as jardineiras que ficam continuem entusiasmadas e contando suas aventuras com muita criatividade e bom-humor, como sempre foi.

Continuem firme e forte, meninas, vocês têm capacidade pra isso.

Um grande abraço! 😉

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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The Cure na Argentina

Eu faria quase qualquer coisa pra ter você de volta ao meu lado,

Mas vou continuar sorrindo, escondendo as lágrimas nos meus olhos,

Porque garotos não choram.

(Boys don’t cry)

The Cure em Buenos Aires

The Cure em Buenos Aires

MARÇO DE 1987 – Nessa época tão distante, não existia CD, para ouvir música a gente ainda dependia dos velhos discos de vinil (os bolachões) ou a velha fita K7. Internet nem sonhava em nascer, então tinha que escutar rádio e ler a revista Bizz para estar a par das novidades. E rezar para que os artistas que a gente amava tanto estivessem dispostos a viajar horas e horas pra vir tocar no fim do mundo (para os padrões deles, claro). Em geral, isso acontecia quando os artistas já estavam em franca decadência e precisavam de mercados novos pra comprar o leitinho das crianças 😀

The Cure Ferro 1987

The Cure em Buenos Aires 1987, um desastre total

Mas de vez em quando acontecia algum milagre, e vinha gente que estava entrando no auge da carreira, como aconteceu com o The Cure, que veio fazer uma turnê na América do Sul em 1987. A turnê passou pelo Brasil e aqui na Argentina eles vieram tocar em duas noites de março no estádio do clube de futebol Ferrocarril Oeste. Foram duas noites memoráveis, mas no pior sentido da palavra.

Ingressos falsificados, invasão no campo, alambrados e muros derrubados, batalha campal entre a polícia e o público. A escalada da violência tomou conta das duas noites e o saldo de tudo isso foram várias pessoas feridas, cães da polícia mortos a chutes e pontapés e até um vendedor de cachorro-quente que morreu por um ataque cardíaco. A banda, que não tinha outra opção, saiu pra tocar no meio da confusão, mas na segunda noite uma garrafa de Coca jogada da platéia acertou bem em cheio a cara do Robert Smith e o show foi encerrado pela metade. Em seus diários de viagem, o cantor escreveu que “o campo lá fora não deve nada a Beirute”. Depois disso, reza a lenda que Bob Smith jurou que nunca mais pisava na Argentina.

1987 Cure Buenos Aires

Flyer Buenos Aires 1987

ABRIL DE 2013 – 26 anos depois da batalha épica, The Cure anunciou uma nova turnê latino-americana e, surpresa, Argentina fazia parte do roteiro! A notícia colocou a galera em polvorosa, incluindo euzinha, que sou fanzoca da banda. Ainda mais depois que eu vi a lista das músicas que eles tocaram nos shows do Brasil, que aconteceram uma semana antes do daqui.

Dessa vez o clima foi mais do que tranquilo. O show foi no estádio do River Plate, o Monumental de Nuñez. Cheguei lá um pouco antes das oito da noite e fui buscar a entrada para o meu setor, que era Platéia Alta (arquibancada lateral). A entrada estava bem organizada e nenhuma fila. Mostrei meu ingresso e passei pela catraca numa boa, duro foi subir as escadarias pra chegar no lugar (eita, véia).

Robert Smith guitarra

Recadinho sobre a morte da Margareth Thatcher e apoio às causas feministas

Detalhe: chegando lá em cima tinha uns carinhas (que eu aposto que eram da torcida organizada do River, uma máfia – como qualquer outra torcida organizada) “auxiliando” a galera. Um deles se aproximou de mim e pediu pra ver meu ingresso pra saber qual era a porta que eu tinha que entrar. Mostrei e ele me indicou o caminho, mas antes me fez uma proposta indecente: por uma propina ele podia me colocar em um lugar melhor pra ver o show. Com o frio que fazia (muuuuuito), um lugar melhor pra mim significava ou no backstage (sonho meu!) ou num lugar fechado com uma poltrona confortável e um cobertor quentinho, mas como isso é impossível em um estádio, apenas respondi que no, muchas gracias 😀

Depois de me acomodar em um lugar legalzinho, só faltava esperar um tempinho antes que o show começasse. Fiquei vendo a galera lá do gramado chegando, a princípio tinha pouca gente, mas foi enchendo cada vez mais. Como o estádio fica quase ao lado do Aeroparque, também me distraía vendo os aviões que passavam bem pertinho dali a caminho de aterrissar no aeroporto.

ETNA3G

Eu no Monumental vendo o palco lá de longe

A ansiedade foi tomando conta, mas durante a espera fiquei irritada com duas coisas: a música que tocava nos auto-falantes era uma porcaria total, os produtores bem que podiam ter armado uma playlist com hits dos anos 80 que ia combinar perfeitamente com o clima da banda, mas colocaram cada música que doía nos ouvidos. Depois tive que aguentar a sempre obrigatória banda de abertura, não sei porque fazem isso nos shows. Dessa vez era uma chamada Utopians, que faziam um punk/grunge/sei-lá-o-que-mais que não tinha nada a ver com o som do The Cure. Um saco! (eita, véia 2) 😀

Se eu tivesse pensado nas palavras certas,

eu poderia ter ficado no seu coração.

Se eu tivesse pensado nas palavras certas

Eu não estaria rasgando todas as minhas fotos de você

(Pictures of you)

Robert Smith

Robert Smith, quero me casar com você. Me liga!!

Finalmente as luzes se apagaram e a multidão começou a gritar. Lá de longe eu vi a banda entrando  no palco. Os primeiros acordes e já começam tocando Plainsong, Pictures of you, Lullaby e Lovesong, todas do meu disco favorito, Disintegration, de 1989.  Meninos podem não chorar, mas eu chorei demais em Pictures of you, uma das músicas mais lindas do The Cure. Chorei e cantei ao mesmo tempo, é difícil mas dá pra fazer 😀

O show foi impecável, desde a iluminação e o som ao repertório, os músicos e o Robert Smith, que é a alma do grupo. As músicas, das mais góticas às mais pop, foram desfilando durante o show. No final, quando voltaram para o bis, uma fileira de hits clássicos que terminou com  Boys don’t cry, 10:15 Saturday night e Killing an arab, todas do primeiro disco deles, Three Imaginary Boys, que foi lançado em … 1979 !!!!! Dá pra acreditar que já passou todo esse tempo?

Três horas e meia depois e 40 músicas tocadas, eles já não voltariam mais ao palco. Antes de ir embora, Robert Smith agradeceu a platéia com seu jeito tímido, apenas com um Tchau, NOS VEREMOS OUTRA VEZ !!! Saí do estádio e voltei pra casa com um sorriso no rosto que não me abandonou e não se desfez mais a noite inteira. Sonhei com gatos góticos e homens de cabelo desgrenhado.

Já fazia um tempão que eu não ia em shows de estádio, porque meus ídolos são todos velhinhos e só fazem shows em casas pequenas (menos os Rolling Stones, que são velhinhos mas ainda fazem shows em estádio). Foi muuuuito bom e me deu uma nostalgia da época que eu não perdia um Hollywood Rock por nada neste mundo! E em maio vou ver os Pet Shop Boys, outro ícone dos anos 80, só que vai ser em lugar fechado, no Luna Park. Não se preocupem que depois eu conto pra vocês como foi, ok? 

Fernanda Galli, direto de Buenos Aires, Argentina.

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Chuva, fila e Andy Warhol!

warhol4Uma das coisas que mais gosto em Hong Kong é a possibilidade de fazer cada dia uma atividade cultural diferente. Mas isso só é possível porque a cidade oferece muitos eventos nacionais e internacionais: festivais pra cá, feiras pra lá, torneios pra acolá, o que torna a vida cultural bastante diversificada.

Eu, por exemplo, adoro esse tipo de programa, só que a maior parte da população também gosta… Isso significa que é preciso ter muita paciência e boa vontade pra enfrentar a maratona de filas pra essas atividades, sobretudo durante os fins de semana.

No domingo passado, achei que já estava na hora de dar uma chegadinha lá no Hong Kong Museum of Art – onde está sendo exibida a exposição 15 Minutes Eternal, do americano Andy Warhol. Uma excelente ideia pra um Domingo de Páscoa chuvoso, sem nada interessante pra fazer em casa.

Pessoal, tomei um susto, a  fila para comprar as entradas estava enorme. As pessoas, que não se intimidaram com a chuva, iam avançando na velocidade da lesma… E eu lá, firme e forte, esperando chegar a minha vez. Finalmente consegui entrar no museu, foi aí que percebi que lá dentro também havia fila para entrar nas salas da exposição. Precisei ficar esperando na porta até que as pessoas que estavam dentro fossem saindo, coisa normal por aqui! Acontece que eu ainda nao me acostumei com a quantidade de pessoas, comecei logo a reclamar e a me queixar, o que me fez levar um bom puxão de orelha do marido que, ao contrário de mim, é  bem paciente.

Eu não sei se todos vocês conhecem Andy Warhol, mas acredito que mesmo aquelas pessoas que nunca ouviram falar nada sobre esse artista, já devem ter visto imagens suas estampadas por aí. Como por exemplo, aquela famosa fotografia da Marilyn Monroe (trabalhada com cores bem espalhafatosas) e também a imagem da lata de sopa Campbell’s, lembraram? 

Pois é, essas também eram as únicas imagens que eu associava a ele: a lata e Marilyn!!

warhol

Marilyn Monroe

Black Bean 1968 by Andy Warhol 1928-1987

A famosa lata de sopa!

Andy Warhol, auto-retrato

Andy Warhol, auto-retrato

Warhol era muito criativo, iniciou sua carreira como ilustrador comercial, mas sua sensibilidade para a arte contemporânea, sua experiência e habilidade foram fundamentais para preparar o caminho pra um ambiente novo na arte americana. É impossível pensar em Pop Art sem pensar em Andy Warhol. A exposição 15 Minutes Eternal marca o aniversário de 25 anos de sua morte. Seu rico repertório de obras está agora aqui em Hong Kong à disposição de quem tiver tempo e interesse para conhecê-lo.

Mas, qual a razão de falar sobre a exposição de um artista que nem chinês era? Então, na verdade o post não é só pra falar sobre Warhol, mas para contar pra vocês o quanto Hong Kong é uma cidade interessante e cosmopolita. É também pra dizer que Hong Kong, culturalmente, é uma cidade rica. Que há programas culturais o tempo todo. Aqui, nós não ficamos limitados a conhecer apenas a arte chinesa, porque tem de tudo, para todos os gostos e para todas as idades. Só fica em casa entediado e sem fazer nada interessante quem realmente quer.

E, na saída, depois de ter ficado bastante impaciente e irritada por conta da quantidade de público, dei de cara com uma frase do próprio Andy Warhol estampada na parede do museu: Pop Art is for everyone!

É verdade, Warhol, desculpa aí o mau jeito!

 

Daisy Schäfer, direto de Hong Kong, China.

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St. Patrick’s day… está chegando!

No próximo domingo (17 de março) os Irlandeses celebram dia de São Patrício, também conhecido como St Patrick’s Day, um dos padroeiros da Irlanda. Pouco se sabe da vida de Patrick, mas diz A história que aos 16 anos, ele foi raptado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda como um escravo. Acredita-se que ele ficou em cativeiro em algum lugar na costa oeste da Irlanda. Ele fugiu quando tinha 22 anos e passou 12 anos em um monastério. Com 30 anos ele voltou para a Irlanda como um missionário cristão. Segundo a história irlandesa, uma das formas de evangelização incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses. Depois de quase trinta anos de evangelização, Patrick faleceu no dia 17 de março de 461 dC.

O Trevo - Shamrock

O Trevo – Shamrock

St. Patrcik até hoje é reverenciado pelos irlandeses devido aos seus grandes feitos na Ilha Esmeralda, tanto é que surgiram inúmeras lendas atribuídas a ele e entre as mais famosas se encontra a de que ele é o responsável por não haver serpentes na Irlanda, já que ele as expulsou com seu cajado, esmagando muitas delas também.

Aqui em Dublin são comemorados 5 dias de festa, sendo que dia 17 de março é o principal, quando ocorre um desfile que sai do centro, na parte norte da cidade (Dublin é dividida, pelo Rio Liffey, em Dublin Norte e Dublin Sul) e segue até a Catedral de St. Patrick e todo o trajeto é formado por um corredor de pessoas que acompanham de perto as alegorias. Nos demais dias são apresentadas peças de teatro, espetáculos musicais e de dança, shows e várias oficinas culturais.

A cidade está esperando a visita de muitos turistas, os pubs já estão decorados, em várias lojas são encontrados diversos tipos de decoração para a grande festa irlandesa. Nas ruas já é possível ver pessoas usando algum apetrecho verde, seja um simples broche ou um extravagante chapéu, isso é Dublin,“celebração”! Os irlandeses adoram festejar e em suas comemorações não pode faltar cerveja, afinal essa data também é lembrada pelo alto consumo de cerveja e pelos pubs lotados, com quase todo mundo bebendo, afinal, esse não é um dia triste e sim uma data histórica e cultural.

Temple bar - Um dos mais famosos pontos turístico de Dublin

Temple bar – Um dos mais famosos pontos turístico de Dublin

Enfim, está chegando o feriado, dia dos desfiles, das pessoas degustarem comidas típicas da Irlanda e beberem cerveja, normalmente Guinness, ou whiskey ou Irish cream. Dia que todas as pessoas querem ser Irish (Irlandeses). No próximo post vou contar como foi a grande festa.

Happy St. Patrick’s Day!

Danielle Santos, direto de Dublin, Irlanda.

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O Amor e a Amizade estão no Ar!

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Vamos aproveitar a energia do Amor no Ar!
Nós do A Grama da Vizinha, desejamos à todos muito Amor e muitas noites dormidas de conchinha com quem amamos!

Beijos a todos!

A Grama da Vizinha

A vida é feita de Idas e Vindas…

“Porque o mais importante são as lembranças que carregamos com a gente!”

Idas e VindasEstou de volta México!

Depois de meses ausente no blog e também ausente no México, hoje decidi escrever sobre minhas férias no Brasil e a minha volta nesse país tão lindo que aprendi amar de verdade – o México.

Fiquei quase três meses no Brasil. Vi muita gente, matei a saudade que estava me apertando havia meses de pessoas que não via há anos. Foram momentos com os sentimentos a flor da pele. A casa cheia, a família reunida – todas essas coisas que não têm um preço material – passar o Natal e o Ano Novo com todos eles foi o melhor presente que eu recebi em anos! Momentos e mais momentos inesquecíveis! Na chegada lágrimas de felicidade – na partida lágrimas bem doloridas, de um adeus, um até logo que não se sabe quando será o “logo”. Tudo, todos os momentos foram lindos e perfeitos ao lado de pessoas especiais, ao lado da minha família que está longe de ser perfeita, mas é a mais perfeita pra mim.

A família faz muita falta em alguns momentos quando se vive longe da sua “terra adorada”. Realmente só quem vive em outro país e convive com uma cultura diferente da sua é que sabe o quanto dói a saudade da sua terra. A saudade vem em forma de lembranças, de cheiros, de memórias que a gente nem sabia que existia mais – mas elas se mostram bem vivas quando se passa meses, anos longe de tudo o que você está acostumado a viver na sua rotina, em seu país de origem.

Queria tanto que chegasse logo novembro de 2012 que fiz as malas antes da hora, levei coisas que nem por um instante eu cogitei em usar lá, mas que tinha que levar de qualquer maneira, fiz coisas que há muito tempo não fazia – como rever amigos dos tempos da infância e abraçar um irmão que não via à mais de cinco anos. Coisas que a gente acha que não tem mais a mesma importância do que antes, mas só se dá conta da dimensão da importância quando de fato você está ali, cara a cara com todas essas cenas. Os sentimentos foram muitos – alguns nem valem a pena lembrar – outros, de verdade valeram todos os meus dias no Brasil. É tão bom quando tudo o que se está vivenciando nesses momentos é natural – a naturalidade pra mim é a palavra chave de tudo. Acho que tudo na vida é natural ou deveria ser. Tudo que se torna natural é leve, não é cansativo, não se enjoa. Por isso as minhas férias foram maravilhosas. Por que tudo aconteceu de uma forma tão natural, que quando eu vi já estava sentindo falta de “desayunar” (tomar café da manha) com minhas amigas e comer as deliciosas comidas mexicanas. Já me fazia falta minha casa e ter minha família (marido e filhos) toda reunida aqui na América do Norte. Já queria de volta a minha rotina pra mim, o que é bem natural de se acontecer quando se passa muito tempo longe da sua casa! Rsrsr…

Foi passando férias tão largas no Brasil que eu descobri que ainda quero viver algum tempo a mais no México e o que eu achava ser uma despedida da terra dos mariachis, se tornou mais uma “bienvenida de vuelta” à “minha terra” e a minha natural rotina.

Agora sinto que estou de volta no meu aconchego e é tão bom quando, sendo uma expatriada, se descobre que o país em que se sente assim é aquele que você contava os dias pra ir embora no começo de uma difícil adaptação do ano de 2010. É bom saber que hoje tenho dois países que amo. Um, eu nasci e o amor por ele é maternal – o outro me ensinou como amá-lo. A vida é assim, um aprendizado atrás do outro e pra mim, isso significa que mesmo não sendo sempre fácil, podemos tirar boas lições de cada etapa que vivemos.

Decidi que em 2013 vou aproveitar ao máximo minha estadia aqui e que irei conhecer os lugares que tanto quero e que deixei de ir em todo 2012, então, isso significa que em breve terei novos posts de alguns lugares inusitados do México. Quero aproveitar esse post e desejar (meio tardio) à todos um maravilhoso 2013 e que esse seja o Ano de verdadeiramente fazermos as mudanças que sempre achamos necessárias, mas que, de uma forma ou de outra, não fizemos nos anos anteriores. Também é o ano de deixar ir embora com naturalidade tudo o que não devemos mais segurar e fazer de 2013 um ano surpreendente e inesquecível. 🙂

Agora é sério, estou de volta pro meu Aconchego! Estou de volta no Grama da Vizinha!

*Essa música não saiu do meu pensamento enquanto eu escrevia esse post!

De Volta Pro Aconchego
Elba Ramalho

Beijos a todos,

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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